terça-feira, 5 de junho de 2012

Quem será a rainha de bateria da Portela?

Cada vez entendo menos o noticiário econômico. Acho que, apesar de detestar, vou me dedicar a ler colunas sobre televisão e sobre as venturas e desventuras das subcelebridades... 

Por que? Bom, dentre tantas outras razões, está a noticia que relaciono abaixo, sobre as vendas no comércio, em todos os país, neste maio próximo passado. 

Afinal, e o implorado incentivo ao consumo? E os empresários queixando-se de queda na produção e possível desemprego? 

Humm, retiro tudo o que escrevi até agora, e de agora em diante meu foco passará para as especulações sobre quem será a próxima rainha de bateria da Portela,. Perdão pelos meus pretensiosos e equivocados comentários sobre esta área tão acima de minha capacidade de entendimento.

Veja a matéria da Zero Hora de hoje (05.06):

Vendas no comércio em todo o país crescem 4,1% em maio


As vendas nas lojas de todo o país cresceram 4,1% em maio, segundo balanço divulgado hoje (5) pela empresa de consultoria Serasa Experian. De acordo com o levantamento, esse é o melhor resultado desde agosto de 2007. Na comparação com maio de 2011, houve crescimento de 9,8% no movimento do varejo. No acumulado do ano, a atividade varejista cresceu 7,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo os economistas da Serasa, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre automóveis e a volta dos feirões impulsionaram o movimento dos consumidores no segmento de veículos, motos e peças, que registrou crescimento de 4,9% em maio, a maior alta mensal para o segmento desde agosto de 2011. Para os economistas, o Dia das Mães também contribuiu para promover um bom desempenho da atividade varejista no mês passado, especialmente no segmento de móveis, eletroeletrônicos e informática, que registrou crescimento de 3,2%. 

Outros setores também registraram crescimento com destaque para o de material de construção, com 3,1%. Apresentaram evoluções mais modestas os segmentos de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (0,8%); combustíveis e lubrificantes (0,3%) e tecidos, vestuário, calçados e acessórios (0,2%).


 

O túnel

É curioso como a nossa criatividade e imaginação, aliadas ao nosso imaginário, criam novos significados para as palavras. Vejam o caso do túnel. 

Túnel é uma coisa que mexe com nossa imaginação, um pouco misterioso, as vezes lúgubre, dependendo da narrativa, outras pressupondo uma forma alternativa, como “underground”, sob a terra, que pode significar rebeldia, opção cultural e de vida. 

Bem, e o túnel tradicional, o túnel que encurta distâncias, que corta montanhas, que atravessa obstáculos, que interfere com a obra da natureza. Pois é, este já tem outra conotação, a de progresso, de velocidade, de praticidade, e por que não, de conforto. 

E, por fim, o túnel da famosa “luz do fim do túnel”, esta metáfora da esperança é a mais curiosa, pois encerra uma espécie de paradoxo em relação a sua concepção original. Passa a ideia de uma travessia incerta, de redenção após um limbo, representado pelo túnel. 

Vejam só, e esta é a mais usada nos períodos pré-eleitorais, se fossem cobrados direitos autorais sobre seu uso, o detentor deste direitos, compraria o Bill Gates, umas três vezes. Todas as vezes que um acordo começa a patinar, alguém surge com uma salvadora e nem sempre confiável solução para impasses, que é saudada com alivio, como sendo “uma luz no fim do túnel”. 

No entanto a pergunta que nunca é feita é: Porque entramos neste túnel, só para esperar a luz?

As convenções já estão aí

Os partidos que apoiam a pré-candidatura de Reni Pereira já se definiram por uma data para as suas convenções. Elas deverão acontecer no próximo dia 16, e serão deflagradas imediatamente, ou quase simultaneamente com as do PSB e PSDB, definindo assim um contorno bem mais nítido deste grupo que apoia o deputado.

Para as proporcionais, o processo deve seguir na mesma velocidade, com o natural “tempo da lei”, que estas negociações demandam. 

Semana de muita conversa e de algumas definições, esta é a hora de saber quem é quem, em que time joga, pois a velha e surrada história de jogar em um time e beijar a camiseta do outro, já tem prazo e data, aliás, quase vencendo, para acabar.

Nos demais agrupamentos políticos, semana de definições também, só falta agora saber se esta festa será a dois, ou se teremos mais um ou dois na dança.

A música já está tocando, e a dança pode ser a das cadeiras. Amanhã, no tradicional e forte PMDB da cidade, vai haver conversa séria, olho no olho, entre eles, e segundo soube, com tudo para se entender.

Em síntese, os prazos estão terminando, os espaços diminuindo, os lugares na janelinha acabando, logo só terá lugar de pé no corredor, o ensaio está no fim, que comece o baile!

Então é isso amigos, olhos e ouvidos bem abertos e, por prudência, encostado na parede ainda...

segunda-feira, 4 de junho de 2012

As proporcionais

Muita gente me tem perguntado por que vira e mexe, estou falando das eleições proporcionais, as para a Câmara de Vereadores. Alegam, os que não são do meio, que as que chamam mais atenção são as eleições majoritárias, as para prefeito. 

Pois é, até pode ser, mas é um perigoso engano pensar que as proporcionais são menos importantes. Vejam bem, as leis que vão afetar o seu dia-a-dia na cidade, são propostas na Câmara, a fiscalização das ações da Prefeitura Municipal deve ser exercida pela Câmara. Os vereadores deveriam, nem sempre o fazem, representar você eleitor, a sua vontade, a sua voz junto ao poder executivo, mídia e tudo o mais que se relacione ao seu cotidiano. 

É o politico teoricamente mais próximo de você, o que deveria estar lá para ser a sua voz. Parece ingênua esta minha colocação? É, pode até soar assim para alguns, mas é a mais pura expressão da verdade, se isto não acontece, ou não aconteceu, a culpa não é do conceito e sim de quem foi escolhido e de quem escolheu para exercer e dar corpo a esta verdade. 

Por isso pergunto a você meu amigo eleitor, quanto custa o seu bem estar? Por quanto você venderia a sua vontade e de seus familiares? O que você pediria em troca de sua saúde e dos seus, ou de sua educação ou da de seus filhos? E assim eu poderia levar horas fazendo este mesmo tipo de perguntas. 

Portanto meu amigo, as proporcionais são fundamentais para o seu interesse e de sua família, negociar isto é perder o direito de reclamar, de ser cidadão. 

Vote consciente, vote em quem você acredita que poderá ser um pouco de você lá, que poderá fazer o que você gostaria de fazer, o que você acredita que tenha que ser feito.

Depois cobre e cobre muito, o tempo todo, o mandato inteiro, você tem este direito e tem este dever para com sua familia.

Eleições 2012 - Respondendo a um comentário...

Os seres humanos são fascinantes, e digo isto não no sentido desgastado da palavra, e sim no aspecto de serem atraentes à observação. Há muito tempo, um conhecidíssimo teórico proclamou do alto de seu mau humor iconoclasta, que a religião era o ópio do povo. 

Muito bem, e regimes seguiram esta palavra de ordem e substituíram deuses consolidados e conhecidos, por semideuses de carne e osso, aliás, de mais carne que osso, e com a mão bem pesada, e que as cicatrizes de gerações de povos o digam. 

Tenho um medo danado das afirmações peremptórias, sempre espero a trilha sonora wagneriana e as luzes iluminando o autor. Verdades definitivas não são proclamadas, são descobertas pouco a pouco e vão se incorporando sorrateiramente nas nossas vidas. No máximo, ao invés de autores e propositores, temos porta-vozes destas verdades. 

Isto vale na politica e vale para agora, esta espera como filhotes de passarinho no ninho, de bico aberto aguardando por definições, se assemelha ao de uma boiada esperando para ser tangida. 

Mas a pergunta que não quer calar é; por quem? Gado não tem norte, gado tem fome e tem sede, se não for para satisfazer estas necessidades, tem que ser tangido, e sobram curiosos e faltam capatazes com talento e mão para tal.

Ah, e antes que me esqueça, já que falamos de Wagner, seria bom deixar as atitudes melodramáticas para o teatro, coisas como:  "Venham comigo, pois depois de mim, o caos..."
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Eleições 2012 - E segue o Baile de Cobras...

Este período pré-eleitoral, no meio político, é muito curioso sempre. Mas, especificamente nestas eleições o nível de ansiedade, determinado pelas indefinições que se arrastam, é tão alto, que o cumprimento, até entre amigos muito próximos, passou a ser o clássico; “alguma novidade? Substituindo os tradicionais, bom dia, boa tarde, etc...

Venho escrevendo aqui neste espaço, há algum tempo, tendo sido até questionado por isto, que nunca havia visto um quadro tão confuso e tão cheio de possibilidades, como este de agora. Lá atrás, previa, de forma empírica, que os ditos “grupos”, com pouquíssimas exceções e bem identificadas, não passavam de aglomerações politicas pontuais e de curto fôlego, e mesmo com esta característica, ainda assim careciam de contornos mais definidos.

Pois bem, penso que nada mudou, a não ser o entendimento geral de que está assim mesmo, e indo mais além, penso que deverá seguir nesta toada até o último minuto possível. Esta previsão permite outra, penso que as coligações na proporcional (vereadores) devem ser mais difíceis ainda, pelo pouco tempo que restará e pela falta de contorno definido dos grupos que se enfrentarão, e digo isto, mesmo cumpridos os requisitos legais e definidos os grupos para a majoritária (prefeito), ainda assim, prevejo dificuldades de alinhamento. 

Mas, para o eleitor, é menos difícil, e mais animador, ao menos para os que tem no voto uma forma de exercício real de cidadania, pois o voto consciente se torna imperioso neste cenário.

Por enquanto, segue o baile de cobras e já está faltando botas no mercado...

domingo, 3 de junho de 2012

Menos amigo, menos...


Na minha época de guri, quando a gente queria se impor ou desafiar alguém, passava o pé no chão e fazia uma linha, acompanhada do aviso, feito entre dentes e em tom suficientemente alto para que a turma que estivesse por perto pudesse ouvir: - Se passar da linha vai ter! 

Esta postura evitou muita briga e muitos ressentimentos duradouros, pois aquele que não passasse o pé, não era visto como um definitivo covarde, no máximo um prudente e pragmático, caso você fosse maior do que ele. Hoje é difícil explicar isto para a garotada de agora, pois não dá para riscar o asfalto e nem marcar uma linha no computador, e hoje ser “macho” é dar porrada estilo UFC. Naquela época a violência era um recurso extremo, hoje é um estilo de vida. 

Mas lembrei-me disto ao me debruçar sobre as negociações politicas neste período pré-eleitoral, aqui nesta linda terrinha, muita coisa poderia ser evitada, se alguém passasse o pé no chão e desse este tipo de aviso. Quem sabe, sabe o que estou dizendo. Menos amigo, menos, ninguém passou o pé ainda, e você não é tão maior assim...

Como fazer um bolo de laranja caseiro...

Ah, me deixa contar esta pra vocês. Acordei cedo hoje, bem cedo. Aliás, nem sei direito se acordei ou ainda não fui dormir, bem, mais isto é outra história. 

Então, resolvi fazer um bolo, bolo comum, destes de padaria, para tomar com café. Tá, tá, sei que já entendeu! Mas a história é minha eu me repito quantas vezes quiser. Voltando, entrei na net, santa net, padroeira do desinformados e fui ao altar do google oferecer minha oferenda em troca de iluminação. Pimba! Estava lá; “Receita caseira de Bolo de Laranja”, beleza, é nessa mesma. Abri a receita, que dizia ser simples e fácil, sim qualquer doutor em física nuclear formado pelo ITA sabe fazer..., como são sádicas estas culinaristas, um dia ainda vou fazer uma pesquisa para saber a razão de tanto ódio a nós analfabetos culinários.

Bom, laranja eu não tinha, mas tudo bem, tinha aqueles suquinhos em pó, sabe né, pois é, desses, ao menos a embalagem era cor de laranja. Ovos, este milagre da natureza, santo protetor das causas impossíveis na cozinha, em que pese ter um nascimento assim, não muito nobre, digo de onde, tá bom, senão perco a fome. Farinha, muita farinha, leite. E tudo expresso em medidas, cujo significado só pertence aos iniciados, tais como uma xícara de chá tailandês, mas do norte do país, uma colher de comer mousse de kiwi á tarde, estas coisas comuns do dia-a-dia... é claro que traduzi para um monte de farinha, um copo de leite, que tipo de copo? Sei lá, o que estava em cima da pia meu caro amigo, não atrapalha. 

Joguei tudo no liquidificador, sim era um “Bolo de Liquidificador”, simmm... feito no liquidificador gracinha..., putz, piada cretina esta hora ninguém merece. Tudo lá dentro liguei, liguei e ele ficou me olhando como um ministro olha quando alguém pergunta por que aumentou o imposto, impassível, mudo e desafiador. Joguei o que estava lá dentro e pensei, vou fazer na batedeira, afinal são primos né, mesma família e estas coisas, deve dar certo. 

Acionei e maravilha! Voou liquido para toda a cozinha, a receita que era para 8 porções já tava em 5. Untei a forma, e é assim ó, presta atenção, joga um pouco de manteiga e esfrega, mela os dedos e ficam faltando lugares sem lubrificação, põe um punhado de farinha, sacode e chora olhando a meleca que fez, assoa o nariz e joga o que sobrou do liquidificador, lá dentro. Pronto! 

Pronto? Eita, falta açúcar, mas tudo bem, nos de algumas padarias também e todo mundo compra, aliás, falta, açúcar, falta farinha, falta sabor, falta vergonha na cara de vender porcaria, mas isto é outro assunto. Ah, o fermento, sacode o potinho e deixa cair na mistura, e mexe né, senão não é mistura, né o mané! Liga o forno, e vai ver TV, de preferencia estes programas rurais, onde bunda de fora só nas vaquinhas, sim as vaquinhas mesmo, não as outras. 

Café prontinho, quentinho, tira o bolo do forno, senta a mesa e... Opa, esta coisa não quer sair da forma!! Breve cirurgia no bolo, com alguns danos colaterais estéticos irreverssíveis e você se depara com uma coisa meio disforme, dura e de aspecto similar, na aparência e textura, a uma sola de tênis Nike falsificado, pior só mesmo o gosto. O Luiz Alberto me ensina aí cara, ao menos você diz que sabe fazer. 

Fazer o que, chuva no lombo e simbora comprar na padaria. Juro que a atendente me olhou com um certo escárnio, mas deve ser só impressão... mas tudo bem, na próxima vez eu acerto, bem, ao menos juro que vou ler toda a receita! Bom café pra vocês!

Reflexões preguiçosas

Então amigos, manhã de chuva, domingo, tudo conspirando para o ócio, para jogar fora um pouco de tempo, para reflexões preguiçosas.

Vejam uma delas; o grande, polêmico e talentoso Oscar Wilde, dentre tantas outras, deixou para a posteridade uma frase que considero emblemática, dizia ele que “viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe”. Pois é, também acho que sim, e também acho que é muito mais profundo do que possa parecer à primeira vista. 

Mas é claro, a frase exige alguns complementos. Só eu conheço centenas das milhões de definições sobre o que é viver. Ora, às vezes parece-me que viver é como atuar segundo um roteiro de filme, escrito em capítulos, com várias alternativas e muitos finais, daqueles roteiros que só fazem sentido para o autor e para os críticos pedantes. É, e se o roteiro for muito ruim, o ator é penalizado, ou o personagem é descartado? Sim, porque o autor nunca o é.

Bem, dever ser isto que Oscar Wilde quis dizer quando falou em a coisa mais rara do mundo. Rara não é a ocorrência do viver, é a definição. 

Existir é pressuposto, é condição, é fato dado e havido, não cabe reflexão sobre passado, só registro, não implica em futuro, só em espera, não é aceitação consciente de seus problemas, é só tê-los, é só projetar para um eu alternativo, o real, é transferir a ele seu saldo negativo, é pura masturbação da alma. É estéril pela sua própria natureza e definição. Não é ser, é estar.

Agora viver, bem, não sei direito como definir, não descobri ainda a fórmula, mas tenho uma boa desculpa, afinal quem pode ter acesso fácil à coisa mais rara do mundo?

sábado, 2 de junho de 2012

"É"

“É”, quantas vezes você se viu tendo esta reação, a do “é”, diante de alguma coisa que te quebra de alguma forma. Existe a bronca, o esbravejar, a lamúria, o espanto, a tristeza, a reflexão, a aceitação, a vingança, ou, o simplesmente “é”. 

Solto, isolado, perdido e simples. Sem roupagem poética, sem testemunha, sem explicação, sem o glamour dolorido das grandes derrotas, sem a fúria das grandes dores, sem a perplexidade indignada dos grandes desenganos e sem a promessa redentora das grandes viradas.

Só ele, sem música de fundo, sem cor, sem luz, sem nada, só ele. O “é” nu em um cenário vazio, sem público, sem teatro, sem roteiro, sem direção, sem graça e sem saber o que esperar, sem esperar mais, só o “é”.

Adjetivos não são substantivos

Vivendo a aprendendo. Então amigos, um ditado velho, batido, mas ainda com uma enorme verdade nele contida. Normalmente é utilizado como uma espécie de explicação para alguma surpresa, para o inesperado. Diante da perplexidade, saímos logo com o dito, quase como um reflexo condicionado diante de um fato imprevisto.

Bem, mas antes que o café esfrie pela demora nesta introdução desnecessária ao que quero dizer, vamos ao assunto.

Bem, eu me vali dele por uma razão que creio válida. Publiquei ontem, aqui no blog mesmo, uma nota com o título “Este é o meu candidato a prefeito de Foz do Iguaçu”, e me surpreendi com o número de acessos que recebi. 

Como assim? Bem, é um blog novinho, tem vinte dias de nascido, portanto não esperem dele fôlego de maratonista, mas serviu, ao menos a mim, como base ainda tímida, para chegar à uma espécie de constatação, mas nunca uma conclusão, é claro.. 

A politica interessa sim à muita gente que dela não sofreria os efeitos tradicionalmente perceptíveis, explicando melhor e de forma mais crua, para os que não são do meio, não querem cargos públicos e etc., estas consequências fisiológicas imediatas que todo o processo politico gera àqueles nele envolvidos.

Para um blog, de cerca 3.000 acessos, e menos de um mês de existência, ter uns 10% de seu total em pouco mais de 9 horas, neste tema, não deixou de ser uma grande surpresa para mim.

E os motivos para esta demanda, creio terem sido vários, mas destaco dois em especial, a curiosidade para saber quem era o maluco ou milionário que se dispunha a desafiar a lei eleitoral e suas consequências, e o outro, bem mais gostoso, a busca esperançosa por uma boa noticia, algo que pudesse fazer-nos esperar com confiança num futuro melhor para a cidade.

Pelos comentários e mensagens que recebi, percebi esta esperança, e isto é muito bom, é bom para a democracia é bom para o cidadão iguaçuense e faz bem para a alma de gente, numa época em que o essencial é acessório e o adjetivo é tratado como substantivo.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Este é o meu candidato a prefeito de Foz

Perguntaram-me dia destes, qual era o meu candidato a prefeito de Foz do Iguaçu. Então tá, vou responder. Calma, queridos amigos advogados, estou atento à lei e suas limitações, não se preocupem. Sei que a multa me obrigaria a fugir para interior da Bolívia, e aí vai ficar caro me visitarem.

Bom, vamos lá, primeiro acho que deva ser alguém novo, alguém que venha sem os vícios que tanto nos atrasaram, e que possa oxigenar o meio politico, não com slogans baratos, mas com atitude nova. Depois, que não se deixe levar pelo surrado procedimento de que tudo o que foi realizado não prestou, e se sinta obrigado a mudar só por mudar, mesmo o que deu certo. Já vi este filme e ele bem ruim, sabe aquele velho roteiro? Pois é, dá aquela coceira no cidadão e pronto, ele faz tudo de novo, até aí tudo bem, se não fosse com o nosso dinheiro, pois este tipo de coisa custa muito caro e é uma asneira infelizmente comum a quem assume um cargo no executivo.

Continuando com o meu candidato, que, por favor, antes de criar planos e planos de governo, ouça o que população quer e pede e não diga à ela, o que ela tem que querer. Pelo amor de Deus, chega de "gênios" me dizendo o que quero e não percebi, já bastam os comerciais me dando ordens na TV, posso até ser meio obtuso, mas acho que sei do que preciso. Ah, e que cumpra depois, é claro! Mas isto é óbvio, diriam alguns, será? Nem tanto, não é tão lógico assim em se tratando de politica.

E, por favor, se já tendem a nos tratar como ilha, não nos comportemos assim, temos que ter um ótimo relacionamento com Brasília, Curitiba e a nossa Itaipu, os resultados da falta deste entendimento são claros e gritantes, é só olhar por aí, nem precisa ser observador. E fora que é isto é no mínimo burrice, afinal como diria o outro, não é prá casar, é pra trabalhar com eles.

E por fim, que saiba e queira trabalhar em equipe, com seus assessores, que os ouça ou então não os contrate, com parceiros políticos, pois ninguém governa sozinho, nem sem oposição, e que ao descer do palanque mude de partido, saia do seu e entre nas fileiras do PFI (Partido de Foz do Iguaçu), pois este é o grande partido que todos nós queremos no poder.

Estou pedindo demais? Pode ser, mas acreditar eu posso e insisto em fazê-lo, esta esperança pode até ser utópica, mas que é gostosa, isto é.

Ah! Naqueles tempos tudo era melhor...

Engraçado. Sempre que recebo um e-mail, ou leio alguma coisa sobre “velhos tempos”, tendo a concordar direto, sem nem refletir. Pois é, eram muito melhores! Eram? Bem, nem tudo. Por exemplo, a TV, de bom, você não tinha o Gugu, a Elaina, e, arghhhh, o Faustão, mas até aí nenhuma novidade, pois não tinha nada mesmo. O gostoso era ver TV, não necessariamente o programa que passava na TV. 

Ah, e o aparelho! Naquela época a conversa que rolava era mais ou menos assim: Puxa, dei sorte, o meu aparelho não deu problema nenhum..., lembra? Você que tem mais de 50 sabe disto, os botões do “horizontal’ ou do “vertical”, sempre davam algum problema, fora o “chuvisco”. Aliás, por falar em chuvisco, só fui descobrir que o seriado “Vigilante Rodoviário” era gravado Brasil depois de adulto, pois sempre achei que era em Londres, afinal sempre parecia estar chovendo... Fora o controle remoto, que era tão remoto quanto o controle do governo nos gastos públicos, só existia na ficção e científica ainda!

E o telefone então, só morar perto de quem tinha um já era uma vantagem competitiva bem razoável nas paqueras de então. Ter um telefone era mais difícil, mais caro e demorava mais do que casar, a única vantagem que é tinha liquidez na hora de se desfazer, inversamente proporcional ao casamento e com igual intensidade...

Hum, que delicia o pão quentinho, o leite em garrafa, a manteiga, tudo entregue na porta da casa! Sei..., mas existia sempre a deliciosa expectativa, que gerava até bolão de apostas na família, sobre o cachorro ter urinado ou comido o pão hoje, ou se algum bebum na madrugada tinha bebido seu leite.

Pois é, nem tudo foi aquela maravilha, mas tem uma enorme exceção, que faz com que aqueles tempos fossem inesquecíveis, nos éramos muito mais moços e as nossas lembranças não estavam no passado, ainda estavam no futuro...

Crianças, eleitores e o 4o. "por que?"


Vocês já notaram uma particularidade curiosa nas crianças? Pois é, elas tem muitas, eu sei, mas esta é bem interessante e traz nela contida uma grande lição. Crianças perguntam. E perguntam muito. 

A mais comum é o “por que?” Quem consegue responder de forma convincente a mais de 5 “por ques” seguidos e encadeados, sobre o mesmo assunto? Acho que ninguém. O “por que”, move o mundo e o muda. 

Normalmente vamos respondendo a estes “por ques” até ponto do clássico “porque eu estou mandando”, ou “porque eu sou seu pai, ou sua mãe”, pronto, está criado o condicionamento, está definida a postura dentro da sociedade, está fixado o conceito de hierarquia. E isto, vai passando de geração em geração, afogando a nossa capacidade de fazer ouvir nossa revolta, nosso descrédito, ou até, simplesmente matando a nossa capacidade nata e intrínseca de sermos curiosos. 

Neste pasto seco de questionamentos é que queima fácil e solto o fogo da corrupção, alimentado pelo vento do descaso, que foi parido no terceiro “por que” da nossa infância.

As eleições estão vindo por aí, experimente, nem que seja só por curiosidade, na hora de definir o seu voto ir até o 4º. “por que?”...

Senhores, escravos e senzalas

Pois é amigos, este ano tudo leva a crer que a nossa economia deve andar no estilo caranguejo, de lado. O relatório Focus do Banco Central fala em crescimento de 0,5% para o 1º. Trimestre e já enseja uma projeção para 3% no ano, e no máximo, se chegar lá.

A receita por ora, tem sido a de tomar aspirina para conter infecção. Caiu a atividade industrial? Beleza, baixa um pouquinho a taxa de juros. Ah, e anuncia mais um programa de incentivo à indústria nacional, se vai ser implantado ou não, é outro problema, por enquanto vamos continuar só nas medidas na base da “osmose” ...

E mais ainda, quando o pessoal estiver distraído discutindo o programa, tasca mais um aumentozinho de imposto, que mais uma graninha sempre vem bem. Como? Perguntar o motivo para o ministro Mantega? Não, nada disso, você deve ser novo por aqui, estes assuntos são com a agência de publicidade que atende a nossa conta...

É meus queridos, este período de liberdades democráticas em que vivemos no país, com a economia ainda tutelada, lembra uma transição na senzala, nós trocamos de senhores, do severo que espancava, para o mais bonachão, que é leniente. 

Senhores ambos, escravos ainda, senzala sempre.