quarta-feira, 4 de julho de 2012

10.000

Neste dia triste para a sociedade de Foz do Iguaçu, que sofre, assim como o país inteiro, com a violência e a insegurança, o blog, graças a vocês e ao apoio dos amigos e patrocinadores, superou a marca dos 10.000 acessos, em 54 dias.

A todos o meu muito obrigado!



Até quando???

Não há o que dizer, a não ser desejar as condolências à família Savaris e registrar a profunda revolta e impotência diante da violência urbana de nossos dias. É uma praga que vai minando a gente e envergonhando a nossa sociedade. Vivemos em uma selva cruel hoje dia.

Até quando e como vamos aguentar este pesadelo diário???


Eu tentei...

Tentei, mas não deu pra resistir...




Kkkkkkkkkkkkkk...

I.S.A. (Imposto Sobre Asneira)

Conversando ontem com uma pessoa de minhas relações, pouco afeita às lides da política nos seus bastidores, esta me relatou de seu espanto com a quantidade de pessoas que pedem coisas em troca de seu voto. 

Pois é, quem conhece o meio, sabe que é assim. Os mesmos que atiram pedras e fazem eco ás críticas e manifestações contra a classe política e suas práticas condenáveis, são os que alimentam estas práticas. Políticos não são fruto de geração espontânea, não desceram de discos voadores e assumiram seus cargos, são o espelho de uma sociedade, com suas virtudes e defeitos.

Se o comportamento dos políticos e da política é ruim e condenável, e eu também compartilho desta indignação em muitos casos, então está na hora de rever nossos conceitos sobre o que somos como sociedade, no que nos tornamos, ou se sempre fomos assim. 

É meus amigos, pode ser duro encarar esta verdade, mas é assim mesmo. Nenhum detentor de algum mandato recebeu uma lavagem cerebral e uma cartilha de usos e costumes depois de assumir, e mudou totalmente. Isto é uma bobagem alimentada por “pseudo-puristas” que habilmente cavam espaços na mídia para se promover. 

De quando em vez, e nestas épocas isto é tão recorrente quanto as indefectíveis e pouco criativas reportagens sobre ovos de chocolate na Páscoa, a mídia divulga pesquisas e comentários de “especialistas”, sobre como a classe política e a política por extensão é pouco confiável e desmoralizada. Então tá bom. E quem os elegeu, de onde eles vieram, onde se criaram, quem são eles?

Ora bolas, tenham a paciência, estou ficando velho demais para continuar escutando e lendo besteira e ficar assentindo com ar parvo às “conclusões iluminadas” de hipócritas de plantão, poupem meus ouvidos e olhos cansados.

O governo que cria tantos e absurdos impostos, ao invés de ressuscitar a CPMF, deveria criar um sobre asneiras publicadas e veiculadas na mídia, resolveria o problema da saúde e educação em 1 ano.

Quem sabe até eu não teria que pagar o meu ISA?

terça-feira, 3 de julho de 2012

Quando o "não falar" fala mais alto...

O silêncio grita. Tá, eu sei, sei da eloquência de um silêncio, sei que é um lugar comum usar esta expressão, mas de que forma poderia entrar no assunto senão assim, então vamos lá, segue o barco.

Bom amigos, muitas vezes a arte do “não falar”, é uma enorme virtude. Os orientais a cultivam desde milênios, portanto devem ter razões de sobra para tal. Nós ocidentais e mais ainda, latinos, nos sentimos pressionados culturalmente, ou seria atavicamente, a emitir opiniões sobre tudo e todos. 

Como se ter uma opinião formada fosse uma espécie de passaporte para o ingresso em um grupo social. Pois é, às vezes o efeito é o inverso, ao invés da aceitação, vem a rejeição, pois nem sempre o que é dito, é o que é pensado, e a precipitação em fazer eco, pode levar ao repúdio dos futuros pares.

Quando se traz esta reflexão para o terreno político-partidário, o desastre pode ser maior e de longa cauterização da ferida aberta. Somos responsáveis pela irresponsabilidade. Alguns minutos de espera e ponderação podem nos poupar de anos de rótulos indesejáveis.

Hummmmmm, sem comentários

Uma ótima dica para estes tempos, esta semana, mas infelizmente pouco seguida...




Afinal, como dizem por aí, o problema não é falar muito, é falar demais...

Todos temos problemas

Todos temos problemas. Quantas vezes você já ouviu esta frase? Milhares, milhões de vezes? Pois é, é verdade, todos temos problemas sim. Vejo os problemas como inevitáveis, assim como uma espécie de cordão metafórico em torno do pescoço, que você acaba por acostumar-se com sua presença e deixa de notá-lo por alguns períodos, até que ele é apertado por uma circunstância qualquer da vida e quase lhe tira, quando não tira, o fôlego.

Todos temos problemas. E não são únicos, salvo raras exceções, a maioria dos problemas são comuns a todos. Afetam em maior ou menor grau, dependendo da natureza do individuo ou da intensidade do problema, mas não diferem muito entre eles. Por vezes, penso, até gostaríamos que fossem únicos, como uma espécie de consolo masoquista, mas na maioria das situações, eles não são assim tão particulares.

Todos temos problemas. Mas o pior, para os pessimistas ou o melhor, para os otimistas, é que o dia não deixa de nascer, a programação de TV continua a mesma, as pessoas continuam em sua rotina diária, e a vida segue indiferente e altaneira, sem dignar-se sequer a olhar para o lado, onde angustiados cevamos os nossos problemas no mais dolorido e solitário anonimato.

É, todos temos problemas sim.


 

Desculpem a insistência, mas...

Manhã corrida, de pernas longas e passadas rápidas. Semana única, fechamento das coligações na proporcional, “pernas” sendo montadas, alegações de desigualdade, enfim, nada de novo no front. Logo se reduzirá em muito o espaço da noticia política isenta, espremida entre as notas plantadas e direcionadas e os limites da Lei Eleitoral.

É a hora em que a razão se joga da janela e deixa a sala livre para a orgia paga das emoções políticas pré-fabricadas. O superlativo passa a superar o banal, e o adjetivo substituiu o substantivo, para o prejuízo da informação isenta, pura e simples.

Por isso tenho insistido muito na análise a avaliação das propostas dos candidatos, análise feita com visão crítica e até desconfiada, afinal a cautela neste caso é imperiosa. Busco me situar em um meio termo, se é que isto é possível nesta época e neste tema, entre aqueles que desencantados reclamam das opções e os que as discutem com fervor. 

Não concordo com a tese do voto em branco ou nulo. Talvez até possa ser uma referência nostálgica e ultrapassada, mas houve uma época em que voto era anátema neste país, portanto, a meu juízo, negá-lo é negar minha própria afirmação de cidadania. 

Só insisto e vou continuar a fazê-lo, até as raias da chateação dos amigos, se já não está acontecendo isto, na tese do voto consciente. É a grande saída para um bom voto? Não, sempre é possível enganar-se e frustra-se, mas é uma forma de valorizá-lo e tentar reduzir a inevitável margem de erro.

Vote sempre e vote consciente!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Imagem de um eleitor...

Imagem de um eleitor "convicto de seu voto" no inicio da campanha...



 
Vote consciente, não vote sem avaliar bem as propostas de seu candidato, cuidado com pesquisas de fonte duvidosa, saiba o que um prefeito e um vereador pode fazer, saiba quais são as responsabilidades e limitações de seus cargos.
 
O que você decidir vai valer por 4 anos!

Queimando navios...

Existem expressões que transcendem em significados múltiplos o seu entendimento especifico e expresso em poucas palavras. Uma delas é a de “queimar navios”, numa apologia ao aventureiro espanhol Hernan Cortez, que quando partia para a conquista, saque, e posterior genocídio do Império Asteca, hoje o México, mandou queimar seus navios, em agosto de 1519, para evitar que houvesse retorno para os conquistadores. A partir dali era vencer ou morrer. O resto a história registrou. 

Pois bem, a expressão derivada desta atitude ganhou popularidade e uso, podendo e sendo aplicada em diversas situações que caracterizem a impossibilidade ou dificuldade extrema de recuo em alguma tomada de posição. É uma metáfora amarga, com tons poéticos, de uma visão radical diante de um fato.

Na política, assim como na vida, em que pese muitos não gostem desta lembrança, as coisas não são diferentes quando se adota esta atitude. Aconteceu aqui em Foz e agora. Mas ainda lembrando Cortez, o resultado da sua ação, foi a de gerar em seus comandados e nele mesmo, uma energia, ou fúria, como querem alguns, de vitória. Eles precisavam vencer, não eram mártires, só queriam vencer a si mesmos e a seus medos.

O resultado, neste caso de Cortez, foi o da vitória completa, mas existem tantos outros, e tão espetaculares quanto este, cujo resultado foi o da derrota. Atitudes extremas, nada garantem a não ser serem atitudes extremas.

domingo, 1 de julho de 2012

Lua cheia, lua nua

Lua, medida das marés, objeto de desejo dos homens que a viram de perto, que gera desejos em quem a vê de longe. Lua das lobas que explodem em sua sensualidade madura, lua traiçoeira que ilumina sem revelar, luz da noite, avesso do dia, lua dos amantes, lua dos enganos, das juras, dos desenganos, luz fria dos amores quentes.

Lua de breve e fugidio encontro com o sol, ponto e contraponto, lua dos poetas esparramada em milhares de páginas e cantada em milhares de vozes, eterna e única rainha da noite, que pudica se mostra e se cobre várias vezes ao mês, como uma mulher desejada que deixa apenas entrever seus encantos, negando, permitindo um pouco, e seduzindo até desnudar-se cheia e plena, como uma amante sequiosa e entregue a seu desejo, nos fascinando com seu brilho sem pudor.



Muito

Muito, filho fértil do único, definição de medida desmedida, plural potencializado que potencializa o plural, conceito poético do não mensurável, antítese pródiga do pouco mesquinho. Fartura fácil, negação barata do raro, coletivo dos sonhos.

Se em tudo o muito é mais, no pouco se multiplica e se perde e se abastarda. Nas coisas se agiganta, para nelas perder sua essência e se perder na multidão dos poucos, filhos severos do único raro. Viva o muito que redime, iguala, democratiza e distribui, desde que muito não seja só uma característica de pouco.


Que vença Foz do Iguaçu!

Bom, dentro dos limites impostos pela lei eleitoral, pouca coisa pode ser dita que não implique em uma pretensa propaganda de candidato A ou candidato B. A tarefa de quem se propõe a falar sobre um pouco sobre politica, se já era complicada, de agora em diante vira uma verdadeira acrobacia com corda bamba e sem rede, malabarismo com as letras e palavras, que ficarão a espreita de um vacilo nosso, para nos entregar a justiça...

Assim sendo, só posso desejar aos candidatos, os 4, que disputarão as eleições majoritárias em Foz do Iguaçu, que tenham sucesso em apresentar suas propostas, que usem botas de cano alto, para prevenirem-se das picadas dos animais rastejantes e um bom reforço de caneleiras, sob pena de hematomas sérios nos membros inferiores.

Mas tirando a brincadeira, ao conhecer os nomes desta disputa, senti uma certa esperança, que espero não seja em vão, de que teremos um nível melhor de argumentação, é claro, dentro do que se sabe que acontece em qualquer eleição. Penso, quero acreditar e espero que os maiores embates sejam em torno de propostas para gestão da cidade, afinal, como eleitor, não tenho o menor interesse em assistir uma disputa de egos, enquanto nossa cidade é negligenciada nos debates.

Portanto, com esta minha fé “juvenil” e cidadã, saúdo o inicio da campanha eleitoral e que vença aquele que tiver mais consistência nas propostas, e não o melhor marqueteiro, disso o povo já cansou, se bem que a paciência ou o conformismo do povo parece não ter limites...

Vote consciente sempre!

Como estragar um domingo de sol...

Existem diversas formas de crueldade e tortura, só eu conheço centenas, e olha que não sou um especialista nesta área. Mas uma das formas mais requintadas é um convite irrecusável para um café da manhã num domingo de sol, fora de sua casa e as 7 da manhã! Agregue-se a isto, uma noite dormida pela metade, e pronto, chega-se ao estado da arte no setor.

Mas tem mais, têm as sequelas, você volta e tenta dormir, aí fica pensando em diversas maneiras de retaliação e vingança, tais como; contratar um grupo de pagode desafinado, perdão pela redundância leitores, e instalar-se em frente à casa de seu amigo às três da manhã para oferecer uma singela serenata para a sogra dele, que adora, veste uma bermuda e uma camiseta do Corinthians e desce para dançar, provocando a sua (dele) vergonha eterna...

Um outra muito boa é organizar “um churrasco na laje”, convidando todos os inimigos dele e suas famílias, principalmente filhos pré-adolescentes cuja capacidade de emitir sons só se compara a um jato decolando dentro do lavabo de sua casa e com a trilha sonora do mesmo grupo de pagode, só que agora roucos pela noite passada.

Tem também aquela de dar a ele um livro do Sarney e passar a semana ligando e comentando passagens com ele, e elogiando copiosamente a qualidade literária do texto.

Bom, aí diante de tão prazerosos pensamentos, você nem consegue dormir e liga a TV, onde sempre tem alguém, no domingo, ensinando a fazer um delicioso bolo caseiro, barato e ecológico, utilizando cascas de alguma coisa, material promocional de alguma campanha politica, mas de antes de 1.982 (o sabor é mais light...) e alguma erva de coloração marrom e não identificada, colhida ali perto, perto pra ele, pois normalmente você mora a milhares de quilômetros de onde fizeram a gravação.

Pronto, só a lembrança de “profundo prazer” do repórter ao provar a iguaria, compromete seriamente o seu apetite para o almoço, é nesta hora que começa a dar uma nostálgica e gostosa saudade da segunda-feira...

Começou...

Conhecidos os candidatos. pesquise, avalie, compare e vote consciente!

E lembre-se...



 
Um grande início de domingo para todos os queridos amigos!