domingo, 5 de agosto de 2012

Na pele

O maior poema que se poderia escrever já está feito, fazendo uma história que vai além da literatura.
    
É aquele poema escrito com as tintas da dúvida, corrigido com a cor do medo, rasurado pela falta, passado a limpo pela confiança e finalmente impresso na pele e arquivado dentro de nós.
    
Então, como isto caberia em um poema? Não vamos perder tempo, não vamos escrevê-lo, vamos vivê-lo.




Preguiça e preguiçosos...

A preguiça é uma arte. Aliás, o exercício impune da preguiça é uma arte. Você precisa ser muito criativo para ser um preguiçoso profissional, precisa de muito talento para se esquivar de tarefas, mas sempre com o cuidado de delegá-las para alguém, senão será notada a falta da mesma.

Ser preguiçoso exige raciocínio rápido, respostas convincentes, e principalmente uma enorme capacidade de saber desligar a tomada dos compromissos e ter o talento de se refugiar no quarto do nada e gozar o ócio sem nenhuma outra distração que não o próprio ócio.

Ser preguiçoso não é ter um hobby e privilegiá-lo ao trabalho, um preguiçoso que se preze não tem hobby algum, pois tem preguiça de tê-lo. O preguiçoso invariavelmente é bem humorado, se não por personalidade ou pela ausência de trabalho, ao menos porque é muito difícil explicar o mau humor, pois mau humor gera perguntas e perguntas dão muito trabalho para responder.

Ah, e por último, um preguiçoso nunca pode ser chato, pois chatos incomodam e são notados, e um preguiçoso profissional é sempre invisível.

Então viva o domingo, dia mundial da preguiça, celebrado semanalmente, faça chuva ou faça sol, que para um bom preguiçoso só faz diferença se ele está na rede ou no sofá.

E aproveito para dedicar esta nota a todos os candidatos e cabos eleitorais que neste dia tão sagrado estão se dedicando com afinco a encher o saco dos eleitores. Mas vou rir agora, enquanto posso, pois nos próximos quatro anos, eles é que vão rir de nós...




Então..., pense!


"Justiça é consciência, não uma consciência pessoal mas a consciência de toda a humanidade. Aqueles que reconhecem claramente a voz de suas próprias consciências normalmente reconhecem também a voz da justiça."
  
Alexander Solzhenitsyn



sábado, 4 de agosto de 2012

Navegando com Voltaire

"As paixões são como ventanias que enfurnam as velas dos navios, fazendo-os navegar; outras vezes podem fazê-los naufragar, mas se não fossem elas, não haveria viagens nem aventuras nem novas descobertas."

Voltaire


Mais um sucesso! Dia 15 de agosto!

Mais um sucesso vindo por aí, sempre com a assinatura do amigo Emerson Peixoto. Com certeza sala lotada de novo, como nos espetáculos anteriores.

Confiram, é agora, dia 15, quarta-feira, as 19:00 horas!












Voto Consciente - Mais uma vez e sempre...

Venho insistindo no voto consciente há bastante tempo, você que me privilegia com sua leitura, sabe disto. Não desisti, vou continuar falando, mas às vezes chega a desanimar. Evidentemente, ninguém discorda da importância na consciência do voto, e nem poderia nestes tempos de culto ao “politicamente correto”, no entanto, não é isto que se vê nos slogans da maioria dos candidatos nestas eleições.

Continua aquela bobagem do “prometo trabalhar por Foz”, “eu sou honesto”, "meu objetivo é a comunidade”, e outras frases feitas de teor mais primário ainda, coisas como “vou lutar por isto ou aquilo”. Todos vazios, vagos, se não conhecesse alguns deles, seria tentado a afirmar que a falta de enunciados claros era proposital, para esquivar-se de cumprir promessas caso eleito, mas não, é discurso vazio mesmo, é desconhecimento de quem se candidata e de quem vota sobre as reais funções de um vereador e de seus limites de atuação.

Além dos slogans vazios, dos jingles irritantes, apostam nas fotografias retocadas com sorrisos cheios de dentes, como forma de sensibilizar o eleitor. E deve funcionar, afinal exemplos não faltam de quem chegou lá, em algum tempo, e valendo-se destes mesmos recursos. Nesta verdadeira quermesse que se torna o período eleitoral, fica difícil ser notado àquele que tem propostas reais, pensadas e factíveis. Gritar o fácil, o óbvio parece ser mais usual. Ora, se esta fórmula ainda é usada e muito usada, estamos diante de uma tentativa de hipnose coletiva ou é isto que sensibiliza o eleitor?

Fica a pergunta triste e amarga, será que aquele que tem trabalho realizado, que tem propostas factíveis e razoáveis, que sabe o que pode ou não ser feito, tem que mudar de estratégia e passar a berrar obviedades vazias para ganhar votos?



Volúpia de opiniar

O advento das redes sociais, os blogs, a facilidade de tornar público um ponto de vista, gerou uma espécie de epidemia de opinião. Creio que algumas pessoas sempre tiveram esta volúpia de opiniar, mas antes, devido às notórias dificuldades de repercussão, estas opiniões ficavam restritas ao meio em que viviam, seus círculos de relações.

Em outros tempos, e você que está me lendo e pertence à geração anterior a net e a sua revolução de costumes e comportamento, com certeza já conheceu ou conhece aquela pessoa que sempre tem o que dizer, e mesmo que não queiram ouvir, ela sempre dá um jeito de fazer-se escutada, notada. Vejam bem, não discuto aqui a pertinência ou não da opinião, discuto, ou melhor, comento, a superabundância da opinião.  

Falam também do anonimato que a net permite, gerando, pelo lado negativo, a possibilidade de emitirem-se comentários ofensivos, muitos gratuitos até. Ora, isto sempre houve. Tinha outro nome, podia ser só fofoca, ou em casos mais graves a calúnia pura e simples. Mas a raiz sempre foi a mesma, a maledicência é ancestral. Sempre houve isto, cartas anônimas, folhetos apócrifos e por aí. O que mudou foi o meio de disseminação e não o disseminar, a falta de caráter sempre existiu, só ficou mais fácil torná-la pública.




sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Das decepções...

Decepções são um fato corriqueiro da vida, quem não as teve, tem ou terá? Elas são inevitáveis, são fruto de expectativas, que surgem espontaneamente ou são derivadas de reflexão. Não se pode evitar, no máximo administrar. E como são muito desagradáveis, vão aos poucos minando a nossa capacidade de confiar no próximo, nos empurrando para a posição de cínicos irrecuperáveis com o passar do tempo.

E quando estas decepções são levadas para o terreno da política e políticos, onde a expectativa é consideravelmente menor, a coisa ainda pega mais, porque elas tendem a ser coletivas e geram, obviamente, tendências irreversíveis de repúdio geral à classe e ao tema.

Existem políticos que se conhece por um bom tempo, convivemos com ele até algumas vezes em termos pessoais, e de repente, diante da possibilidade de mudança de status, acesso ao poder, por exemplo, ele tem seu comportamento radicalmente alterado. 

Isto leva a dois tipos de consideração, nenhum deles agradável, um, é o de que você não o conhecia tão bem quanto julgava e o outro, mais amplo e perigoso, é que se mesmo antes de um fato consumado, diante apenas de uma possibilidade, o comportamento é este, como o seria na eventualidade de que este fato se realize?

Será que uma ilusão particular, que pode vir a se tornar coletiva? Vale a pena pagar pra ver? 

É amigos, vivemos, vivemos e continuamos prisioneiros eternos de nossas expectativas.



Debate lamentável

O que falar do debate de ontem, entre os candidatos a prefeito de Foz do Iguaçu? Para quem viu, qualquer comentário é desnecessário, para quem não assistiu, só o velho chavão, de “não perdeu nada”, e acrescentando ainda, “só ganhou...”.

Pois é amigos, de propostas no mínimo razoáveis, nada, só slogans, agressões, chavões, e mais nada. Será que a cidade está tão bem assim? Será que o voto ainda será decidido pela constatação de que A é menos ruim que B, e que aquele que se safar melhor das agressões é o mais qualificado para administrar Foz do Iguaçu?

Em que esta capacidade de esquivar-se de acusações determina algum tipo de competência de gestão? Será que a agressividade para com os oponentes é um pré-requisito para ser prefeito? Não entendo mais nada, aliás, acho que nunca entendi, e pelo jeito jamais vou entender.

Já passei por várias fases, de ingênuo à cínico e agora só me sinto entediado. Infelizmente, era tudo o que eu tinha a dizer sobre o debate e ainda acho que escrevi demais, para o tão pouco que vi.




quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Uma substituição com enorme vantagem..., rsrsrs

Devido a compromissos assumidos anteriormente, deixo a atualização do blog "por conta" do grande mestre Fernando Pessoa:


"Não sabemos da alma senão da nossa;
As dos outros são olhares,
são gestos, são palavras,
com a suposição
de qualquer semelhança
no fundo."



Até mais tarde queridos amigos!



É hoje! Primeiro debate na TV

Às 21h50 de hoje (02.08), na TV Tarobá, afiliada da Rede Bandeirantes, acontecerá o primeiro debate dos candidatos a prefeito de Foz Do Iguaçu.

Estarão presentes:

- Chico Brasileiro, pela coligação Foz Unida e Forte (PP / PDT / PT / PTB / PMDB / PTN / PR / PPS / PHS / PPL / PSD / PCdoB)

- Elvis Gimenes (PTdoB)

- José Elias Aiex Neto, pela coligação Outra Foz é Possível (PCB / PSOL)

- Reni Pereira, pela coligação Foz Pode Mais (PRB / PSL / PSC / DEM / PSDC / PRTB / PMN / PTC / PSB / PV / PRP / PSDB)

O debate terá duração prevista para duas horas, com perguntas da produção, entre candidatos e réplicas e tréplicas.

Boa sorte a todos os candidatos, e que finalmente se saiba a que vieram!


 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O cabotinismo militante...

Cabotino: Que é presunçoso, afetado e procura chamar a atenção, gabando-se de qualidades que pode ter ou não.
(Definição Dicionário Aulete)

Supõe-se, alguns autores o afirmam, que a palavra teria origem no francês, onde “cabotin” significa ator ambulante, comediante de baixo valor.

Pois é, lembra alguma coisa, ou alguém? Deve lembrar, afinal aqui mesmo no facebook tem centenas de exemplos disto, e como o face reproduz a vida real, salvo os enfeites, também no dia a dia, encontramos muitos cabotinos.

Nos períodos eleitorais então, o cabotinismo assume ares de arte, sendo incorporado à maioria dos pronunciamentos de candidatos, quase que como uma inerência inevitável.

É duro você voltar da lida diária abrir seu computador e ser inundado pelo cabotinismo farto e gordo que assola as redes sociais, e que é acentuado nesta época. Disfarçado na falsa humildade, com único propósito de se aproximar do eleitor menos avisado, os exemplos desta prática execrável proliferam coma velocidade de mosquitos no cio.

Desculpem o mau humor, mas é duro aguentar certos Macunaímas e sua presunção de aprendizes de ilusionistas...



Revolta, repúdio e espanto!

PROIBIDA A ENTRADA NO NOSSO (NOSSO???) PARQUE!


É o triunfo da asneira sobre o trabalho, lamentável o que está acontecendo, que se cubram de vergonha os que geraram, e os que dela se beneficiam, esta pedra no caminho do turismo de Foz do Iguaçu.





Que vergonha!

Mensalão, uma baleia encalhada...

Pois é meus amigos, usando a metáfora preferida de Assis Chateaubriand, a da “baleia encalhada em uma praia de famintos”, é assim mesmo que a mídia vem tratando e vai tratar do caso mensalão. Desde a mídia engajada, até a teoricamente isenta, não creio que exista, mas vou dar este crédito meio irresponsável, centrará atenções no julgamento.

Não vou emitir juízo de valor sobre o caso, pois enxergo um fortíssimo viés politico na questão. Quem defende os réus, se vale de argumentos que beiram o surrealismo puro, insistindo na tese absurda de que nada aconteceu e que tudo é culpa da mídia golpista.

Do outro lado, a oposição, que poderia ter bons argumentos, exagera na dose e inclui no mesmo pacote todas as criticas e ressentimentos dos governos do PT, tornando o caso um julgamento do governo atual e não, como deveria, um julgamento de membros e ex-membros do atual governo.

Este aumento no tom dos ataques e defesas, só contribui para obscurecer o mérito real do julgamento, o seu fulcro, e acaba transformando esta questão em uma questão de palanque, quando nunca deveria ser. 

O resultado do julgamento sim poderá ser usado como bandeira de palanque, mas depois de julgado e não, como tudo neste país, ser pré-julgado e condenado ou absolvido, sem que nem julgamento tenha havido.

De amanhã em diante vai ser duro aguentar os telejornais. Sorte da Globo, que sem Olímpiadas, terá o mensalão para ocupar o seu tempo e a nossa paciência...


 

Sucesso total!!!

Sucesso absoluto, sala lotada, mais uma vez o teatro mostra sua força junto ao público de Foz do Iguaçu!

Parabéns amigo Emerson Peixoto!