domingo, 9 de setembro de 2012

Intuição

Então, não é que certas coisas que parecem estranhas, muitas vezes são mesmo. Coisas que parecem ser algo, muitas vezes são mesmo o que se imagina que possam ser. E tem coisas que mesmo que você não queira que assim sejam, mesmo que só pareçam ser estranhas, mesmo que não tenham significado algum além de sua duvidosa intuição, muitas vezes são mesmo.

A intuição é um aviso sutil, ardiloso, muitas vezes falso, só lembrado quando é justificado. Mas que funciona como uma armadilha da mente, que corrói as certezas, como a lembrar-nos que certezas são meras abstrações de convenções geradas por expectativas.

Intuição, convicção, razão e confirmação, são estágios nada excludentes conquanto processo e paradoxais isoladamente. Negam-se e se complementam, coexistem enquanto se afirmam e se justificam quando completos em um quadro imaginário que nunca pode prescindir da perspectiva sob pena de perder o sentido frágil que se dispõe a expor.

O exercício da intuição muitas vezes toma a forma de uma pergunta especulativa que nasce detestando a resposta, por mais que dela precise.



Destino confesso

Os rios podem ser majestosos ou humildes, mas inexoravelmente cumprem seu destino de desaguar no mar.

O que é inevitável pode ser prorrogado, atenuado, pesado e até medido, mas nunca evitado de todo.

O que é para ser será, não se trata de fatalismo, é mais uma questão de destino confesso.




Há 40 anos!

Tudo começou com ele...!


GP de Monza, chuva, vinho...

Pois é, outra grande corrida para quem gosta. Um Massa bem melhor do que na primeira parte do campeonato. Alonso com talento e sorte de campeão. Hamilton de ponta a ponta e como grande destaque, mais um show de Sergio Pérez da mediana Sauber.

De resto, foi bom ouvir os comentários sempre cautelosos e pertinentes do “pai” de todos os pilotos brasileiros que correram e correm nas categorias de ponta do automobilismo mundial, o grande Emerson Fittipaldi.

Galvão sempre Galvão e o sempre correto Reginaldo Leme tendo o seu dia de Galvão Bueno, visivelmente confuso nos comentários, mas tudo bem, ele tem muito crédito ainda.

A chuva tão esperada ajudou a regar este bom inicio de domingo para quem curte automobilismo, e agora é pensar no almoço e talvez trocar a cervejinha obrigatória dos últimos dias de sauna aqui na cidade por um vinhozinho, só para saudar a chuva e se despedir dos dias frios.

Um ótimo final de domingo para todos!




Sergio Pérez

sábado, 8 de setembro de 2012

Ninguém é uma ilha?

Dizem que ninguém é uma ilha.

Discordo, creio que somos um imenso arquipélago, formado por bilhões de ilhas, de todos os tamanhos e com infinitas ligações de todas as distâncias, espécies e formas.



 

Reta final

Depois de algum tempo, muitos compromissos e uma semana cheia, volto a manter a regularidade de sempre nas atualizações do blog. Obrigado aos caros amigos pela paciência e pelos comentários.

Mas voltando para a política daqui da terra, continuo bastante surpreso, e devo dizer que agradavelmente surpreso com o que vi. Por força de compromissos profissionais, confesso que pouca atenção tenho podido dar a esta campanha, ao contrário de todas as anteriores quando me envolvi diretamente.

A surpresa agradável a que me refiro, está no grau de civilidade, principalmente nas proporcionais, onde, fora as caneladas e cotoveladas de praxe, muitos candidatos estão preocupados em vender o seu peixe mais do que estragar o peixe dos outros.

Como vocês sabem, sempre existem duas formas de fazer campanha, uma é dizendo que sua proposta é muito boa e que o eleitor não vai se arrepender de colocá-lo na Câmara, e a outra, é a da escolha por exclusão, ou seja, ninguém presta, logo eu sou o melhor. E o pior de tudo, é que esta, por mais absurda que possa parecer a quem não é do meio, é muito usada e às vezes parece funcionar...

Espero que continue assim, com o foco maior na proposta, espero que voto consciente não seja só mais um slogan e sim uma atitude do eleitor e que disto resulte uma câmara de vereadores com independência para fazer o papel que todos esperamos dela.

Falta pouco agora, vamos torcer para que a ansiedade da reta final não comprometa o nível da campanha, ou melhor, não comprometa muito, pois sempre no final algumas asneiras geradas pelo desespero de quem se achava eleito e vê que não será bem assim, acabam acontecendo. 

Continuo apostando que deveremos ter uma renovação de mais 50% na Câmara, acredito que só fiquem os que de fato trabalharam bastante, que obtiveram resultados palpáveis e que consigam mostrar isto ao eleitor.


 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Independência: Uma conquista diária

Salve o Dia da Independência, que desde 1822 é proclamada todos os dias e por todos os brasileiros. A liberdade é fruto do exercício diário de afirmação de soberania e de cidadania de um povo que procura acreditar sempre que o futuro é quase hoje, um povo viciado na esperança. 

Somos todos um pouco aquele príncipe português um tanto sonhador, que num misto de interesse politico, revolta justa e até uma certa irresponsabilidade histórica, um dia rompeu os laços da tutela e embarcou numa aventura que nos trouxe até aqui, dando inicio a uma nação única, com povo único em sua multiplicidade, único em suas qualidades e defeitos.

Sou um brasileiro com muito orgulho em sê-lo e me dizer como tal.


 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Solução definitiva!

Já descobri o que fazer com meu carro velho e de estimação...

Que encomendar peças que nada, valeu google!


Meu quintal não é lata de lixo!

Meus amigos, eu compreendo que em períodos eleitorais, acontecem coisas que não se pode evitar, que fazem parte da época, são próprias dela. Mas algumas coisas poderiam e deveriam ser evitadas.

Uma delas são os “santinhos” de candidatos. Tudo bem que sejam importantes, e que devam ser usados e distribuídos, sem dúvida, mas de forma adequada. Sei que a culpa não pode ser atribuída diretamente ao candidato que não tem como controlar o que vou falar, tudo bem, mas não tenho culpa também e não quero ser penalizado.

Falo de enfiar “santinhos”, folhetos, jornaizinhos e outras coisas, embaixo do portão da minha casa. Vejam bem, não na caixa de correio, mas jogados por baixo do portão, de onde meus cachorros os pegam e se encarregam de espalhar por todo o pátio.

Todo o dia tem uns 5 ou 6, e já está irritando. Tem dois candidatos com especial predileção pelo meu portão ou prezam demais o meu voto, pois são “porcalhões” de frequência diária. Cheguei até pensar, e não descarto, que deve ser coisa de adversários deles, pois não é normal tanta assiduidade e desperdício de material, devem achar que moram 100 pessoas na minha casa, para mandar tanta porcaria para cá e todos os dias!

Mas tudo bem, até agora tenho limpado, mas de agora em diante vou começar a publicar o nome dos candidatos “sugismundos”, quem sabe, se algum deles ao ler o seu nome neste blog, avise seus cabos eleitorais e quem distribui seu material para que o coloquem no lugar próprio para tal, ou seja, a caixa de correspondência, pois o quintal da minha casa não é lata de lixo de promessas de candidatos.


 

Quando menos é mais, a roda já está boa...

Só para ficar nas proporcionais, por enquanto...

Gente, onde estão as propostas pontuais? Onde estão as propostas que cabem dentro das funções de um vereador? Tem gente que parece que entra numa loja com dinheiro para comprar um par de meias e encomenda um terno e sapatos, manda embrulhar, depois diz que não tem dinheiro para pagar e manda a conta para nós.

Se palavras gastassem, “saúde, educação, esporte e lazer”, teriam que procurar novas denominações, pois estas não mais existiriam. Ora, o que acham de explicar para nós pobres e incultos mortais, o que significa exatamente trabalhar pelas citadas, em que aspecto, de que forma, com que verba? Juro que vou tentar entender...

Um vereador que se preze, que respeite seus eleitores e cumpre corretamente seu mandato, já tem muito trabalho a fazer, não é necessário inventar novas atribuições e fazer promessas de prefeito, é só se restringir ao que é esperado de um vereador, que já sobram enormes responsabilidades e inúmeras possibilidades reais de influenciar a vida de toda uma comunidade. 

A roda já está boa assim mesmo, não é preciso reinventá-la, menos pessoal, menos para que todos possam ganhar mais.




Votar com consciência. Slogan de campanha ou atitude?

Tenho assistido aos programas eleitorais. Até aí normal, muita gente tem feito o mesmo, o curioso é que agora tem vários candidatos falando em voto consciente. Isto é bom, desde que se saiba o que significa.

Consciência de que? Consciência do correto papel do vereador? Consciência em relação à comunidade na qual está inserido e pretende representar?

E por aí vai, existem mais de uma dúzia de perguntas de teor similar sobre afinal o que significa esta tal de consciência, aplicada ao processo eleitoral.

E tem mais, desde que a RPC adotou a campanha do “Voto Consciente”, alguns descobriram mais este slogan e apressadamente o incorporaram em suas campanhas. Resta saber se de forma "consciente", ou para aproveitar a onda gerada pela mídia...

Não basta pedir consciência no voto, tem que explicar por que e em que, afinal votar com consciência deve ser fruto de reflexão e não de emoção, que deveriam ser opostos em politica, consciência não pode ser slogan vazio, tem que ter significado, razão e ser garantia de continuidade, pois ganhar o voto é tarefa de candidato para mais uns 30 dias, mas com consequências para você nos próximos quatro anos.

Vote consciente de que está tomando uma decisão que vai valer por 4 anos!




terça-feira, 4 de setembro de 2012

Cansaço...

Tem dias em que parece que acabou a corda mesmo, e tudo o que você gostaria no final do dia, era ser guardado no armário dos brinquedos não utilizados..., rssssss


Tecnologia avançada? Só se for nos comerciais...

Viva a tecnologia!

Quando funciona, quando não cai o sinal da net, quando não é lento, quando o celular não perde ligações e mensagens, e quando não perco a paciência de vez e vou morar em uma caverna, pois ao menos assim não tenho expectativas, ou melhor, não pago por expectativas ao invés de pagar por serviços que não são prestados...

Bem que estas empresas poderiam desviar um pouco da verba utilizada nos seus comerciais irritantes e "criativos" e destiná-la para a melhoria técnica dos serviços que dizem prestar!


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

30.000 - Mais um marco, muito obrigado!!

Mais uma vez muito obrigado queridos amigos que me privilegiam com sua leitura, nestes 3 meses e meio de existência, vocês levaram este blog aos 30.000 acessos.

Minha gratidão, carinho e até um pouco de perplexidade, mas sempre com muita satisfação pela gentileza de vocês!

Um forte abraço a todos!


 

Religião, futebol e política

Existem certos ditos populares que apesar de ainda serem muito repetidos já perderam a validade, se é que algum dia a tiveram.

Um deles, com variações de caso para caso, reza que futebol, religião e politica não se discutem. Ora, se discute sim e o tempo todo, se discute na mídia, em casa nos círculos familiares, nas redes sociais, em qualquer ambiente e de forma apaixonada.

Somos todos nós um pouco técnicos de futebol, teólogos amadores e analistas políticos diletantes. É lícito, é justo e é esperado, afinal são três temas que nos definem, nos inserem ou não nas diversas “tribos” que compõem nossa sociedade contemporânea.

A diferença está no fato de que em futebol e politica, os indecisos são uma parcela muito pequena, ínfima até, e na política não, e mais, religião e futebol pressupõem fidelidades duradouras e durante todo o tempo, sendo vistos com certa desconfiança àqueles que mudam de time ou fé religiosa.

Já na política, salvo os militantes de tempo integral, isto não acontece. Somente nas campanhas eleitorais é que se tornam mais visíveis as cores partidárias, e elas podem mudar e mudam com impressionante facilidade entre uma eleição e outra.

Nada contra, vejo até como fator positivo, caso contrario não haveria espaço para a renovação, para a mudança, diferentemente de futebol e religião, onde as mudanças e revisões de rumo tendem a ser mais endógenas e afetam aos fiéis e torcedores de suas denominações e agremiações, na política não, pois a medida do sucesso ou fracasso de uma ideia política afeta de forma completa e total toda uma sociedade.

Portanto, não consigo entender as cobranças indignadas por fidelidade e nem tampouco o patrulhamento ideológico xiita que alguns pregam nestes períodos, já que a mudança de posição e ideias é parte intrínseca e esperada devido à natureza do tema, e não creio que defina caráter de ninguém.

Acredito que a definição do caráter está no respeito ao contraditório e na livre opção de cada um, simples assim, ou ao menos eu acho assim.