Falando um pouco sobre tudo, mas sempre e muito sobre qualquer coisa que me venha a cabeça...
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Concessões no setor de energia, tarifas podem cair?
Desejo sinceramente que o deputado tenha tido sucesso em sua reunião, e que possamos ver ainda nesta vida, uma redução nestas tarifas obscenamente altas a que somos submetidos por absoluta falta de opção!
Veja a nota:
Concessões do setor de energia é tema de Audiência na Câmara dos Deputados
Eduardo Sciarra participa de debate com o Ministro Interino de Minas e Energia, Márcio Zimmermann
Com o final dos contratos de concessão do setor de Energia elétrica no país, está sendo estudada qual a melhor medida a ser aplicada: relicitação ou prorrogação dessas concessões. O fim dos contratos deve alcançar, imediatamente, 20% da geração de energia no Brasil e uma saída precisa ser estabelecida.
Essa foi a pauta desta quarta-feira (16), da audiência pública na Comissão de Minas e Energia da câmara dos deputados. O evento teve a participação do secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia e atualmente ministro interino, Márcio Zimmermann e de diversos deputados federais, entre eles o deputado paranaese Eduardo Sciarra.
Até 2017, vencerão os contratos de 58 usinas geradoras, 41 distribuidoras, cerca de 30% do mercado, mais de 80% das concessões de transmissão e mais de 73 mil quilômetros em linhas elétricas. O setor sofrerá grande impacto. Zimmermann defendeu no evento que os contratos com as atuais concessionárias do setor sejam renovados.
Sobre o assunto, o deputado Sciarra afirmou que “ainda não está definido se haverá relicitação ou prorrogação das concessões, porém, independente do que for decidido, tem que ocorrer redução da tarifa de energia. Os investimentos iniciais da construção das usinas das décadas de 60 e 70 já foram amortizados, de forma que estes não irão mais compor a tarifa de energia para os consumidores”.
Com as mudanças, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indica que haverá uma economia entre 3% e 12% na conta de luz. Porém Sciarra aponta que a redução poderá ser ainda maior: “Se fizermos também uma redução da carga tributária que incide sobre a tarifa de energia, reduzindo o ICMS, os tributos federais e os encargos setoriais, chegaremos a um preço da energia muito mais favorável ao bolso do consumidor”, disse.
Mudanças já? Ou é preciso mudar tudo, para que nada mude?
Então amigos, estava pensando um pouco sobre as eleições,
não estas, quaisquer eleições.
Invariavelmente, quando se fala neste assunto,
vem a palavra mágica: Mudança! Ora, mudança por si só? Mudança como solução?
Discordo visceralmente desta visão. Discordo dos discursos inflamados clamando
histéricos por mudança, iconizando a apalavra, tornando-a um slogan, forte e
vazio.
É óbvio que ao falarmos em mudança, temos que agregar do
que, para que, quando e quem ?E, onde, quando for o caso. Mas, mudança é só um
meio, é só muitas vezes uma manobra tática, que pode não ter consequência nenhuma.
Lembrando de Tomaso di Lampedusa, em seu imortal “O Leopardo”,
em dado momento ele coloca na boca do príncipe de Falconeri, dizendo a seu tio,
Dom Fabrizio Corbera, o príncipe de Salinas, que: “Para que as coisas
permaneçam iguais, é preciso que tudo mude”, em tradução mais livre, “é preciso
mudar tudo, para que nada mude”.
Esta, a meu ver, é uma das mais cínicas, profundas e
verdadeiras definições da politica, e que serve para a vida, sem o cinismo implícito.
A maioria das mudanças sempre visou a mantenência do “status quo”, substituindo
muitas vezes os que deles se beneficiavam, no entanto, mudaram os príncipes, mas não mudou
o regime de principado. Vejam quantos políticos no cenário nacional, estadual e até municipal, eles mesmos, ou seus herdeiros, biológicos ou políticos, que ainda continuam no poder sob outros nomes e outras ideias. E quantos ocupam cargos em outros governos, de lados totalmente opostos aos que defendiam?
É ingênua e óbvia esta constatação? Provavelmente é, mas é uma verdade inconteste.
Mudaram estas pessoas? Mudaram os governos? Não meus amigos,
nenhum deles mudou, nada mudou, só vestiram novas roupas, porque é preciso
mudar tudo, para que nada mude...
Em Foz, uma "estorinha" sem pé nem cabeça...
Semana curiosa na politica iguaçuense. Namoros de portão sob
o olhar vigilante dos pais e parentes. Para quem não sabe o que é um namoro de
portão, ou seja, quem tem menos de uns 40, 50 anos, é o seguinte; antes de ser
convidado, ou aceito, na sala da casa da namorada, o que exigia um certo tempo,
o namoro era do lado de fora, mas dentro do alcance dos olhos dos parentes. Não
que, ao virarem a cabeça para o lado, não rolasse tudo o que fosse possível,
mas ao menos, esta era a versão oficial.
Pois bem, na politica ainda cabe este tipo de namoro, ao
menos nesta fase, depois vale tudo, até transar na praça batendo tambor, mas,
por enquanto é assim.
Ao tomar conhecimento de que partidos da base de apoio da
presidente Dilma, trocam olhares significativos, ternos, mas ainda tímidos, lembrei-me
de uma coisa, que decerto não tem nada a ver, deve ser só uma mera coincidência...
Tudo isso está parecendo véspera de campeonato de futsal em subúrbio
afastado, o prêmio maior é conquistar a bela menina que mora no meio da quadra.
Parece que ela está de namorado novo, um cara que mora no centro.
O vizinho da frente que sempre esteve de olho nela, mas é
outra turma, engole em seco e baixinho resmunga considerações impublicáveis sobre
a doce menina, e ainda faz juras de que vai acertar contas com o pessoal do
centro, mas o pior é que a sua turma não está lá muito coesa, entrou um pessoal
novo, que mudou recentemente para o bairro, e ainda estão todos na fase de
travar conhecimento, temperada pela desconfiança natural dos novos
relacionamentos, assim fica difícil partir para a briga já, a turma de lá é
forte, e se alguns pipocarem, como fica a coisa?
Ah, e ainda tem um primo da donzela, que faz graça para
todos, diz que é da família, mas está saindo com o pessoal da casa da frente. Na
hora de montar o time, será que vai com a família, assume a nova turma ou monta
outro time com um pessoal da outra quadra?
Bem, o campeonato ainda nem começou, mas as torcidas estão
se mobilizando, todos querendo alguma coisa, alguns impressionar a torcida,
ganhando alguns jogos, outros ganhar o campeonato e aí sim, impressionar mais
duradouramente a gatinha cobiçada.
Desculpem esta "estorinha" sem pé nem cabeça, era preciso
esta “ginástica”, mas quem mora neste subúrbio vai entender, rsrsrsrs ...
quarta-feira, 16 de maio de 2012
PT perde o prazo
Deu na Zero Hora de hoje (1605):
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou um recurso do diretório nacional do PT para que emissoras de televisão fossem obrigadas a exibir propagandas partidárias do partido nesta semana.
O partido utilizou a justificativa de um "motivo excepcional" para enviar seu plano de mídia para rádios e TVs fora do prazo mínimo previsto por lei. Ao analisar o recurso, o ministro Arnaldo Versiani não reconheceu “excepcionalidade no caso concreto". Por conta disso, afirmou que as emissoras ficam desobrigadas a transmitir as inserções em caso de descumprimento do prazo.
— Na espécie, não há controvérsia que houve uma falha no âmbito do próprio diretório — afirma o ministro.
Na petição encaminhada ao TSE, o diretório nacional petista presumiu que perderia o tempo para exibir a propaganda partidária após julgamento ocorrido no dia 8 de maio no Plenário da Corte Eleitoral, o que não ocorreu.
A partir deste entendimento, o PT acabou esperando o resultado do julgamento ocorrido na última semana para encaminhar seu plano de mídia para as emissoras. Assim, acabou não respeitando o prazo mínimo de 15 dias previsto na legislação eleitoral para veicular as inserções, que seriam exibidas nos dias 15, 17, 19 e 22 de maio.
TSE nega recurso e desobriga emissoras de exibir propaganda partidária do PT
Partido não respeitou o prazo mínimo previsto por lei para enviar seu plano de mídia
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou um recurso do diretório nacional do PT para que emissoras de televisão fossem obrigadas a exibir propagandas partidárias do partido nesta semana.
O partido utilizou a justificativa de um "motivo excepcional" para enviar seu plano de mídia para rádios e TVs fora do prazo mínimo previsto por lei. Ao analisar o recurso, o ministro Arnaldo Versiani não reconheceu “excepcionalidade no caso concreto". Por conta disso, afirmou que as emissoras ficam desobrigadas a transmitir as inserções em caso de descumprimento do prazo.
— Na espécie, não há controvérsia que houve uma falha no âmbito do próprio diretório — afirma o ministro.
Na petição encaminhada ao TSE, o diretório nacional petista presumiu que perderia o tempo para exibir a propaganda partidária após julgamento ocorrido no dia 8 de maio no Plenário da Corte Eleitoral, o que não ocorreu.
A partir deste entendimento, o PT acabou esperando o resultado do julgamento ocorrido na última semana para encaminhar seu plano de mídia para as emissoras. Assim, acabou não respeitando o prazo mínimo de 15 dias previsto na legislação eleitoral para veicular as inserções, que seriam exibidas nos dias 15, 17, 19 e 22 de maio.
A história do passarinho e a mocinha...
Esta é do imortal e genial jornalista, escritor, radialista, cronista e humorista carioca, falecido precocemente, Sérgio Porto (1923-1968), o criador de Stanislaw Ponte Preta, seu pseudônimo e de Tia Zulmira, Rosamundo, Mirinho e outros personagens inesquecíveis da nossa literatura de humor. Abaixo uma amostra de seu incrível talento, extraída do livro "Tia Zulmira e eu" (1961), divirtam-se:
A HISTÓRIA DO PASSARINHO
É, aqui na política de Foz do Iguaçu é a mesma coisa, voce dorme esperando um "príncipe" e acorda com o Sarney, só que você também já sabia disto...
A HISTÓRIA DO PASSARINHO
O QUE vocês passarão
a ler é
um lindo conto escrito por Tia Zulmira, nossa
veneranda parenta e conselheira. Trata-se de obra para a literatura infantil, à qual a sábia
e experiente senhora vem se dedicando agora, após o convite para participar de um concurso de histórias infantis promovido por um programa de televisão. Cremos que não
é necessário acrescentar
que a boa senhora tirou o primeiro lugar. Mas, passemos ao conto:
"Era uma vez uma mocinha
muito bonita, que morava num lugar chamado Copacabana. Era uma mocinha muito
prendada e com muito jeito para as coisas. Estudiosa e obediente, frequentava sempre o programa de César de Alencar, ia ao "Bob's" e adorava
'cuba-libre'. Lia muito e gostava, principalmente, da 'Revista do Rádio' e da 'Luta Democrática'. Todos elogiavam a beleza da mocinha. Ela tinha cara bonita,
olhos bonitos, pele bonita, corpo bonito, pernas bonitas, figura bonita. Era toda
bonita. Apesar disso, não era feliz, a mocinha. Ela sonhava com uma coisa,
desde pequena - queria entrar para o teatro. Sua mãe sempre dizia que não valia a pena, que ela podia ser feliz de outra maneira, mas não adiantava. O sonho da mocinha bonita era entrar para
o teatro. Só
pensava nisso e colecionava fotografias
de Virgínia Lane, Sofia Loren, Nélia Paula e Marilyn Monroe.
Um dia, a mocinha estava muito
triste, porque não conseguia ver realizado o seu ideal, quando um
passarinho chegou perto dela e perguntou:
- Por que é que você está triste, mocinha? Você é tão bonita. Não devia ser triste.
- Eu estou triste porque quero
entrar para o teatro e não consigo - respondeu a mocinha.
O passarinho riu muito e disse
que, se fosse só
por isso, não precisava ficar triste. Ele havia de dar um jeito. E de fato, no dia
seguinte, passou voando pela janela do quarto da mocinha e deixou cair um bilhetinho
que trazia no bico. Era um bilhetinho que dizia: 'Fila 4, Poltrona 16.' A
mocinha foi e num instante conheceu o empresário
do teatro que, ao vê-la, se entusiasmou com sua beleza. Foi logo
contratada e, já
nos primeiros ensaios, todos elogiavam
seu desembaraço. Ela ensaiou muito mas não contou nada pra mãe
dela. Somente na noite de estreia é que,
antes de sair, chegou perto da mãe
e contou tudo. A mãe ficou triste ao ver a filha partir para o estrelato,
mas ela estava tão feliz que não
a quis contrariar. E foi bom porque a sua filha fez sucesso. Foi muito
ovacionada; todo mundo aplaudiu. Ela voltou para casa contentíssima e, quando ia metendo a chave no portão, ouviu uma voz dizer:
- Meus parabéns. Você é um
sucesso.
Aí ela olhou pro lado espantada e viu o passarinho que a ajudara, pousado numa
grade. Ela notou que o passarinho dissera aquilo em tom amargo e quis saber:
- Passarinho, você agora é que está triste. Por quê?
Foi aí que o passarinho explicou que não era passarinho não.
Era um príncipe encantado, que uma fada má transformara em passarinho.
- Oh, coitadinho! - exclamou a mocinha
que acabara de estrear com tanto sucesso. - O que é que eu posso fazer por você? O passarinho então contou o resto do encantamento. A fada má fizera aquilo com ele só de maldade. Para ele voltar a ser príncipe
outra vez, era preciso que uma mocinha bonita e feliz o levasse para sua casa e
o colocasse debaixo do travesseiro. No dia seguinte o encanto findava.
- Mas eu sou uma mocinha feliz.
E foi você
mesmo, passarinho, que disse que eu era
bonita. Você
e todo mundo. E dizendo isso, apanhou o
passarinho e entrou em casa com ele. Ajeitou-o bem, debaixo do travesseiro e,
cansada que estava das emoções do dia,
adormeceu.
No outro dia de manhã aconteceu tal e qual o passarinho dissera. Quando a mocinha
acordou havia um lindo rapaz deitado a seu lado. Era o príncipe.
Esta, pelo menos, foi a história que a mocinha contou pra mãe dela, quando a velha a encontrou de manhã, dormindo com um fuzileiro naval. Que, aliás, só não casou com a mocinha, porque já tinha um compromisso em Botafogo.
É, aqui na política de Foz do Iguaçu é a mesma coisa, voce dorme esperando um "príncipe" e acorda com o Sarney, só que você também já sabia disto...
"Comentando o comentário"..., Um tiro no pé II
Registro aqui um comentário feito no meu blog, na nota “Um tiro no pé, As eleições não são um fim...”, de uma pessoa a quem prezo e
respeito muito a opinião, vou reproduzi-lo aqui:
“Cheguei...
Nós temos a obrigação cívica de mudar o Status Quo. Mas tem uma
questão, tal mudança não serve aos inquilinos do poder, seja à nível municipal,
estadual ou federal. Justamente por isso se clama por mudanças sempre, mas
quem¿
Ronald”
Em primeiro lugar, um grande abraço ao caro e talentoso
amigo Ronald Albanez, que nos deve atualizações em seu ótimo blog, rsrsrs
Mas, vamos lá, comentando o seu comentário (eita, essa foi
forte...), que achei extremamente pertinente, e com o qual concordo
inteiramente, devo dizer que “quem” é sumamente importante, mas “quando”, me
parece vital.
Explicando melhor, se eu conseguir fazê-lo..., o “quem”, infelizmente
ainda deverá ser fruto do método de “tentativa e erro”, não há cartilhas e nem
manuais de instruções que possam nos dar mais certezas, aliás, certeza
alguma. No entanto, creio que mudanças
constantes de nomes e rumos, podem não funcionarem como recados eficientes,
pois a surdez do poder é notória, mas aposto no recado como ameaça, esta sim
percebida com mais facilidade.
Assim sendo, por menos glamoroso que seja, por mais
desgastante e desanimador que seja a busca constante por “quem”, nunca deve ser
cessada, sob pena da desistência de tudo o que o acerto significaria para nós,
e pelo alto custo que o erro tem nos acarretado.
P.S: Um grande e
forte abraço aos queridos amigos do “Special Friends”!
terça-feira, 15 de maio de 2012
O homem que escrevia com uma faca...
Henry Miller, escritor norte americano
(1891-1980), foi um dos maiores expoentes de um tipo de literatura crua, sem os
adereços da época, é considerado um precursor do estilo "escrever com as
entranhas", era visto como pornográfico por muitos, polêmico por quase
todos, e foi uma forte influência para Fante, Kerouac, Ginsberg e
outros, principalmente os chamados "malditos".
A seu crédito livros famosos como Trópico de Capricórnio, Trópico de Câncer, Sexus, Plexus e Nexus, foi também amante da famosa e não menos polêmica e talentosa escritora, Anais Nin.
Monstro, robô, escravo, ser maldito - pouco importa o termo utilizado para transmitir a imagem da nossa condição desumanizada. Nunca a condição da humanidade no seu conjunto foi tão ignóbil como hoje. Estamos todos ligados uns aos outros por uma ignominiosa relação de senhor e servo; todos presos no mesmo círculo vicioso entre julgar e ser julgado; todos empenhados em destruir-nos mutuamente quando não conseguimos impor a nossa vontade. Em vez de sentirmos respeito, tolerância, bondade e consideração, para já não falar em amor, uns pelos outros, olhamo-nos com medo, suspeita, ódio, inveja, rivalidade e malevolência. O nosso mundo assenta na falsidade. Seja qual for a direção em que nos aventuremos, a esfera de atividade humana em que nos embrenhemos, não encontramos senão enganos, fraudes, dissimulação e hipocrisia.
Conhecer do fato de que, por muito alto que estejam colocados, os homens não conseguem, não ousam, pensar livremente, independentemente, quase desespero de me fazer ouvir. E se falo ainda, se me arrisco a exprimir os meus pontos de vista sobre certas questões fundamentais, é porque estou convencido de que, por muito negro que seja o panorama, uma mudança drástica é, não só possível, mas até inevitável. Sinto que é meu direito e meu dever de ser humano promover essa mudança. Sem querer, de modo algum, vangloriar-me, gostaria de fazer notar que ao longo de toda a minha obra se encontram provas de que eu próprio sofri uma transformação: e é perfeitamente óbvio e claro que o homem que narra a história da sua vida não é o mesmo que o «herói» que percorre as páginas desses romances autobiográficos. O homem que confessa os seus pecados, os seus crimes ou os seus erros nunca é o mesmo que os cometeu.
Henry Miller, em "O Mundo do Sexo".
A seu crédito livros famosos como Trópico de Capricórnio, Trópico de Câncer, Sexus, Plexus e Nexus, foi também amante da famosa e não menos polêmica e talentosa escritora, Anais Nin.
Veja uma
amostra de seu estilo cáustico:
O Homem Que Confessa os Seus Pecados Nunca é o Mesmo Que os Cometeu
O Homem Que Confessa os Seus Pecados Nunca é o Mesmo Que os Cometeu
Monstro, robô, escravo, ser maldito - pouco importa o termo utilizado para transmitir a imagem da nossa condição desumanizada. Nunca a condição da humanidade no seu conjunto foi tão ignóbil como hoje. Estamos todos ligados uns aos outros por uma ignominiosa relação de senhor e servo; todos presos no mesmo círculo vicioso entre julgar e ser julgado; todos empenhados em destruir-nos mutuamente quando não conseguimos impor a nossa vontade. Em vez de sentirmos respeito, tolerância, bondade e consideração, para já não falar em amor, uns pelos outros, olhamo-nos com medo, suspeita, ódio, inveja, rivalidade e malevolência. O nosso mundo assenta na falsidade. Seja qual for a direção em que nos aventuremos, a esfera de atividade humana em que nos embrenhemos, não encontramos senão enganos, fraudes, dissimulação e hipocrisia.
Conhecer do fato de que, por muito alto que estejam colocados, os homens não conseguem, não ousam, pensar livremente, independentemente, quase desespero de me fazer ouvir. E se falo ainda, se me arrisco a exprimir os meus pontos de vista sobre certas questões fundamentais, é porque estou convencido de que, por muito negro que seja o panorama, uma mudança drástica é, não só possível, mas até inevitável. Sinto que é meu direito e meu dever de ser humano promover essa mudança. Sem querer, de modo algum, vangloriar-me, gostaria de fazer notar que ao longo de toda a minha obra se encontram provas de que eu próprio sofri uma transformação: e é perfeitamente óbvio e claro que o homem que narra a história da sua vida não é o mesmo que o «herói» que percorre as páginas desses romances autobiográficos. O homem que confessa os seus pecados, os seus crimes ou os seus erros nunca é o mesmo que os cometeu.
Henry Miller, em "O Mundo do Sexo".
Seu estilo
cortante leva a gente a pensar que ao invés da caneta, Miller escrevia com uma
faca, até o próximo livro!
Richa assina decreto que assegura transparência
O governador Beto Richa assinou
nesta terça-feira (15) o decreto estadual que regulamenta a lei federal de
Acesso à Informação (12.527/11), que passa a vigorar neste dia 16 de maio. Richa
disse que este é mais um avanço na busca da absoluta transparência das
iniciativas do Executivo.
Segundo o governador Beto Richa, todos os secretários e gestores de empresas públicas e autarquias têm obrigação de disponibilizar para a sociedade paranaense os atos praticados na sua área de atuação, como convênios, contratações e demais despesas.
Richa destacou a importância de valores como a austeridade, rigor na aplicação dos recursos públicos, diálogo, democracia e o respeito às pessoas em todas as instâncias de governo. Esses valores devem estar presentes e cada vez mais consolidados e aprimorados em uma gestão que quer o bem da sociedade, com ética na gestão pública, afirmou.
O governador disse que o decreto que regulamenta a lei federal se soma ao Portal da Transparência, que já disponibiliza pela internet todos os dados e informações do governo, e garante a todo o cidadão qualquer tipo de informação sobre a gestão do Estado.
O objetivo da medida é garantir que a sociedade possa acompanhar a aplicação dos recursos públicos com total transparência, podendo fiscalizar a atuação de seus governantes e representantes, apresentar sugestões e críticas para a melhoria da qualidade de vida da comunidade.
ABRANGÊNCIA - Todos os órgãos públicos da administração direta, autarquias, fundações públicas, estatais, sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pelo Estado, bem como entidades privadas que recebam recursos públicos para promover ações de interesse público, deverão prestar informações sobre esses recursos.
Os gestores de cada órgão terão 60 dias para nomear um servidor que será responsável pelo monitoramento de todas as consultas. As demandas devem ser atendidas no prazo máximo de 20 dias, de forma clara e transparente, destacou o governador.
O decreto estadual estabelece que serão disponibilizadas informações que tratem da estrutura de cada um dos órgãos de governo, seus programas e metas, endereço, telefones, servidores e suas funções, tabelas salariais, registros de aplicação dos recursos ou transferências financeiras, licitações, contratos e convênios, bem como o plano de aplicação de verbas e a respectiva prestação de contas, projetos e obras e seus cronogramas de execução.
PORTAL - As informações estarão disponíveis no Portal da Transparência Paraná (www.portaldatransparencia.pr.gov.br), que foi reformulado e atualizado para atender à legislação, e cada órgão manterá em seu sítio oficial aquelas informações relativas às suas atividades específicas.
O secretário de Controle Interno, Mauro Munhoz, disse que as informações sobre todas as secretarias de governo já estão disponíveis no portal da internet e a partir do dia 17 de maio será aberta a possibilidade de que o cidadão possa formalizar sua demanda.
A sociedade ganha mais um canal para buscar informações junto ao governo. Muitas vezes, dado o tamanho do Estado, o cidadão não consegue a informação no site. Agora ele terá um novo caminho para requisitar e um prazo estabelecido em lei para ser atendido e de forma clara e simples, em linguagem que ele possa interpretar, explica Munhoz.
Além do acesso ao Portal da Transparência, na internet, as consultas poderão ser feitas por meio de e-mails, telefone, carta ou documento protocolado em unidades que integram a estrutura do Estado. Em todos os casos, o órgão que receber a consulta deverá fornecer ao requerente um número de protocolo para acompanhamento da tramitação do pedido.
Para fazer a consulta é necessário um cadastro básico para que o requerente possa receber a resposta (nome, número do documento de identificação ou número de inscrição no cadastro de pessoas físicas - CPF, bem como dados do endereço para aviso de que a resposta está disponível). Não é preciso justificar o pedido.
RETORNO - As informações devem ser prestadas de forma atualizada, clara e em linguagem acessível, podendo ser fornecida por meio eletrônico ou físico.
As informações de caráter geral e disponibilizadas no Portal da Transparência ou via e-mail, serão gratuitas. Quando a resposta gerar despesas (fotocópias ou qualquer espécie de material), o custo deverá ser ressarcido aos cofres públicos por meio de pagamento da Guia de Recolhimento (GR) de tributos estaduais.
Em nenhuma hipótese o servidor público poderá receber valores pelo serviço prestado ao cidadão que requerer informações sobre a Administração Pública.
Servidores e órgãos que se negarem a prestar as informações injustificadamente, ou utilizarem indevidamente as informações a que tiverem acesso, poderão responder civil, penal e administrativamente.
OUVIDORIA - O secretário estadual da Corregedoria e Ouvidoria Geral, Cid Vasques, disse que a lei de acesso à informação traz algumas questões complementares em relação ao que o Estado do Paraná já dispõe para o cidadão. O espírito da lei é de instrumentalizar um dos objetivos do governo Beto Richa, que é a transparência, afirmou.
Segundo ele, algumas questões ainda serão objeto de regulamentação pelo governo federal, no que tange à classificação da informação e o tipo de documento que pode ser divulgado ou não.
ACESSO RESTRITO As informações que, por sua natureza, quando divulgadas podem trazer prejuízos à organização e integridade do Estado, à sociedade ou ao cidadão, deverão ser tratadas de maneira mais restrita.
Esta classificação incluí informações que desrespeitem a intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas, bem como às liberdades e garantias individuais. Estas informações só poderão ser fornecidas com a autorização da própria pessoal ou mediante determinação judicial.
A elaboração do decreto contou com o trabalho de equipes das áreas de Controle Interno, Casa Civil, Procuradoria Geral do Estado, Corregedoria e Ouvidoria Geral, Administração e Previdência e da Fazenda. A comissão tinha prazo de 120 dias para concluir a regulamentação e entregou o documento em 60 dias.
Segundo o governador Beto Richa, todos os secretários e gestores de empresas públicas e autarquias têm obrigação de disponibilizar para a sociedade paranaense os atos praticados na sua área de atuação, como convênios, contratações e demais despesas.
Richa destacou a importância de valores como a austeridade, rigor na aplicação dos recursos públicos, diálogo, democracia e o respeito às pessoas em todas as instâncias de governo. Esses valores devem estar presentes e cada vez mais consolidados e aprimorados em uma gestão que quer o bem da sociedade, com ética na gestão pública, afirmou.
O governador disse que o decreto que regulamenta a lei federal se soma ao Portal da Transparência, que já disponibiliza pela internet todos os dados e informações do governo, e garante a todo o cidadão qualquer tipo de informação sobre a gestão do Estado.
O objetivo da medida é garantir que a sociedade possa acompanhar a aplicação dos recursos públicos com total transparência, podendo fiscalizar a atuação de seus governantes e representantes, apresentar sugestões e críticas para a melhoria da qualidade de vida da comunidade.
ABRANGÊNCIA - Todos os órgãos públicos da administração direta, autarquias, fundações públicas, estatais, sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pelo Estado, bem como entidades privadas que recebam recursos públicos para promover ações de interesse público, deverão prestar informações sobre esses recursos.
Os gestores de cada órgão terão 60 dias para nomear um servidor que será responsável pelo monitoramento de todas as consultas. As demandas devem ser atendidas no prazo máximo de 20 dias, de forma clara e transparente, destacou o governador.
O decreto estadual estabelece que serão disponibilizadas informações que tratem da estrutura de cada um dos órgãos de governo, seus programas e metas, endereço, telefones, servidores e suas funções, tabelas salariais, registros de aplicação dos recursos ou transferências financeiras, licitações, contratos e convênios, bem como o plano de aplicação de verbas e a respectiva prestação de contas, projetos e obras e seus cronogramas de execução.
PORTAL - As informações estarão disponíveis no Portal da Transparência Paraná (www.portaldatransparencia.pr.gov.br), que foi reformulado e atualizado para atender à legislação, e cada órgão manterá em seu sítio oficial aquelas informações relativas às suas atividades específicas.
O secretário de Controle Interno, Mauro Munhoz, disse que as informações sobre todas as secretarias de governo já estão disponíveis no portal da internet e a partir do dia 17 de maio será aberta a possibilidade de que o cidadão possa formalizar sua demanda.
A sociedade ganha mais um canal para buscar informações junto ao governo. Muitas vezes, dado o tamanho do Estado, o cidadão não consegue a informação no site. Agora ele terá um novo caminho para requisitar e um prazo estabelecido em lei para ser atendido e de forma clara e simples, em linguagem que ele possa interpretar, explica Munhoz.
Além do acesso ao Portal da Transparência, na internet, as consultas poderão ser feitas por meio de e-mails, telefone, carta ou documento protocolado em unidades que integram a estrutura do Estado. Em todos os casos, o órgão que receber a consulta deverá fornecer ao requerente um número de protocolo para acompanhamento da tramitação do pedido.
Para fazer a consulta é necessário um cadastro básico para que o requerente possa receber a resposta (nome, número do documento de identificação ou número de inscrição no cadastro de pessoas físicas - CPF, bem como dados do endereço para aviso de que a resposta está disponível). Não é preciso justificar o pedido.
RETORNO - As informações devem ser prestadas de forma atualizada, clara e em linguagem acessível, podendo ser fornecida por meio eletrônico ou físico.
As informações de caráter geral e disponibilizadas no Portal da Transparência ou via e-mail, serão gratuitas. Quando a resposta gerar despesas (fotocópias ou qualquer espécie de material), o custo deverá ser ressarcido aos cofres públicos por meio de pagamento da Guia de Recolhimento (GR) de tributos estaduais.
Em nenhuma hipótese o servidor público poderá receber valores pelo serviço prestado ao cidadão que requerer informações sobre a Administração Pública.
Servidores e órgãos que se negarem a prestar as informações injustificadamente, ou utilizarem indevidamente as informações a que tiverem acesso, poderão responder civil, penal e administrativamente.
OUVIDORIA - O secretário estadual da Corregedoria e Ouvidoria Geral, Cid Vasques, disse que a lei de acesso à informação traz algumas questões complementares em relação ao que o Estado do Paraná já dispõe para o cidadão. O espírito da lei é de instrumentalizar um dos objetivos do governo Beto Richa, que é a transparência, afirmou.
Segundo ele, algumas questões ainda serão objeto de regulamentação pelo governo federal, no que tange à classificação da informação e o tipo de documento que pode ser divulgado ou não.
ACESSO RESTRITO As informações que, por sua natureza, quando divulgadas podem trazer prejuízos à organização e integridade do Estado, à sociedade ou ao cidadão, deverão ser tratadas de maneira mais restrita.
Esta classificação incluí informações que desrespeitem a intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas, bem como às liberdades e garantias individuais. Estas informações só poderão ser fornecidas com a autorização da própria pessoal ou mediante determinação judicial.
A elaboração do decreto contou com o trabalho de equipes das áreas de Controle Interno, Casa Civil, Procuradoria Geral do Estado, Corregedoria e Ouvidoria Geral, Administração e Previdência e da Fazenda. A comissão tinha prazo de 120 dias para concluir a regulamentação e entregou o documento em 60 dias.
(com AEN)
Afinal, para que servem os partidos?
Ótima a matéria publicada no site H2FOZ, da autoria de Stela Marta, sobre a discrepância entre número de filiados e militãncia nos partidos políticos, leia abaixo um trecho:
"Cerca de 25 mil moradores de Foz do Iguaçu estão filiados a partidos. De cada dez habitantes um está numa agremiação, revela levantamento feito pelo H2FOZ baseado em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A pesquisa do portal demonstra ainda que apenas três legendas concentram quase a metade dos filiados na cidade.
Entre os partidos com maior número de filiados regulares na cidade estão o PMDB (6.466), PSDB (3.054) e PT (2.535). O estudo feito pela reportagem demonstra ainda que dos 29 partidos existentes no Brasl, 27 tem pelo menos um filiado regular em Foz do Iguaçu."
Além dos dados levantados, vale a pena conferir a entrevista do professor do curso de Sociologia e Ciência Política da Unila, Fabricio Pereira da Silva, ouvido na matéria para comentar estes dados, você encontra a matéria na íntegra no site H2FOZ.
Como reforço, devo dizer que esta informação nunca se traduziu em votos na história recente de Foz do Iguaçu, e é importante destacar um fator, de cor bem local, que a maioria dos eleitores não se filia a partidos politicos e sim a grupos ou até pessoas. O partido funciona apenas como veículo deste processo.
E mais, o trabalho de captação de novos filiados é muito forte e ativo nas épocas eleitorais, e tradicionalmente o maior apelo utilizado pelos encarregados desta tarefa, não é, na sua maioria, derivada de qualquer conotação ideológica, busca sim, dar robustez à determinadas candidaturas, já que os votos de legenda se constituem em uma minoria muito pequena diante do total destes, salvo rarissimas e episódicas exceções.
Tanto é verdade esta opção pelo candidato, que passadas as eleições, estas listas de filiados acabam por se tornar uma estatistica passiva, sem que a maioria dos partidos, seja por opção, seja por falta de condições, sequer busque o contato regular com estes filiados, ou estes, lembrem-se de sê-los. A lista funciona, quando funciona, como "comprovação" de participação do filiado, quando de uma eventual vitória eleitoral e a consequente busca por cargos.
Isto posto, como diria o amigo Paulo Martins, da TV Tarobá, surgem duas considerações, a primeira é uma constatação, de que em Foz do Iguaçu, devido a esta característica dos partidos, existe um bom espaço para o chamado voto consciente, pessoal e determinado por trabalhos prestados ou promessas confiáveis de fazê-lo, fato que é percebido além das fronteiras partidárias.
A segunda consideração é mais complicada, e na forma de uma pergunta bem desagradável; além de um imperativo legal, e fora do período eleitoral, afinal, para que servem os partidos?
"Cerca de 25 mil moradores de Foz do Iguaçu estão filiados a partidos. De cada dez habitantes um está numa agremiação, revela levantamento feito pelo H2FOZ baseado em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A pesquisa do portal demonstra ainda que apenas três legendas concentram quase a metade dos filiados na cidade.
Entre os partidos com maior número de filiados regulares na cidade estão o PMDB (6.466), PSDB (3.054) e PT (2.535). O estudo feito pela reportagem demonstra ainda que dos 29 partidos existentes no Brasl, 27 tem pelo menos um filiado regular em Foz do Iguaçu."
Além dos dados levantados, vale a pena conferir a entrevista do professor do curso de Sociologia e Ciência Política da Unila, Fabricio Pereira da Silva, ouvido na matéria para comentar estes dados, você encontra a matéria na íntegra no site H2FOZ.
Como reforço, devo dizer que esta informação nunca se traduziu em votos na história recente de Foz do Iguaçu, e é importante destacar um fator, de cor bem local, que a maioria dos eleitores não se filia a partidos politicos e sim a grupos ou até pessoas. O partido funciona apenas como veículo deste processo.
E mais, o trabalho de captação de novos filiados é muito forte e ativo nas épocas eleitorais, e tradicionalmente o maior apelo utilizado pelos encarregados desta tarefa, não é, na sua maioria, derivada de qualquer conotação ideológica, busca sim, dar robustez à determinadas candidaturas, já que os votos de legenda se constituem em uma minoria muito pequena diante do total destes, salvo rarissimas e episódicas exceções.
Tanto é verdade esta opção pelo candidato, que passadas as eleições, estas listas de filiados acabam por se tornar uma estatistica passiva, sem que a maioria dos partidos, seja por opção, seja por falta de condições, sequer busque o contato regular com estes filiados, ou estes, lembrem-se de sê-los. A lista funciona, quando funciona, como "comprovação" de participação do filiado, quando de uma eventual vitória eleitoral e a consequente busca por cargos.
Isto posto, como diria o amigo Paulo Martins, da TV Tarobá, surgem duas considerações, a primeira é uma constatação, de que em Foz do Iguaçu, devido a esta característica dos partidos, existe um bom espaço para o chamado voto consciente, pessoal e determinado por trabalhos prestados ou promessas confiáveis de fazê-lo, fato que é percebido além das fronteiras partidárias.
A segunda consideração é mais complicada, e na forma de uma pergunta bem desagradável; além de um imperativo legal, e fora do período eleitoral, afinal, para que servem os partidos?
Um tiro no pé! Eleições não são um fim....
É muito
curiosa esta época pré-eleitoral, ou melhor, eleitoral sim, só que não oficialmente.
Você sai, vai dar uma volta, atender a algum algum compromisso, e encontra amigos,
conhecidos, e o assunto invariavelmente é sobre as eleições, principalmente as
majoritárias, as para prefeito. Quem serão os candidatos? Será que fulano vai sair?
Será que beltrano já ganhou mesmo? E por aí vai.
Mas é só o
assunto evoluir um pouco, pronto, ele morre logo. Para quem não é do meio, as
eleições ainda passam ao largo, bem longe, do interesse da população. Os questionamentos,
não são nada mais do que uma forma de cumprimento, de introdução no papo para
aqueles com quem você não conversa há algum tempo.
Bom, aí fiquei
me perguntando, que razões contribuíram para este comportamento?
Desinteresse
puro e simples, um assunto sem um maior apelo? Decepção com a política e
políticos? Falta de informações, ou melhor, de informações minimamente
confiáveis sobre candidaturas?
Pois então, cheguei à conclusão que a resposta é uma soma sinérgica
de todos estes fatores, senão vejamos, eleições são vistas pela maioria da
população como uma coisa chata, maçante, e mesmo quem nunca se sentiu decepcionado
com politica e políticos, foi certamente contagiado pela imagem quase
institucional que o tema tem no nosso imaginário popular. Quanto às
informações confiáveis sobre candidatos, não preciso nem me estender aqui sobre
o assunto.
Então, sobra pensar sobre uma coisa, a mais pueril, a menos filosófica,
a mais evidente e a menos percebida; nós não estamos falando de eleições, nem
de políticos, estamos falando de nossa cidade, de onde tiramos o nosso
sustento, onde educamos nossos filhos sob as regras que foram, são e serão
fixadas por quem foi e será eleito.
As eleições
não são um fim em si mesmas, são só um meio para se atingir o bem maior,
ignorá-las ou demoniza-las é dar um imenso tiro no pé, é comprometer o futuro
de nossos filhos e desprezar o nosso presente.
Bem amigos,
eu penso assim, se você discorda, escreva para mim e vamos conversar sobre o assunto!
Até o
próximo!
segunda-feira, 14 de maio de 2012
O "Black Friday" na visão do comércio de CDE
Em conversa
com um empresário amigo de Ciudad del Este, fiquei sabendo de algumas coisas
interessantes sobre os resultados do “Black Friday”, para quem soube, foi uma
mega liquidação realizada pelo comércio da cidade vizinha.
Bom, vamos
lá, em primeiro lugar foi um enorme sucesso, ao menos entre os de maior porte,
segundo ele, as vendas nos quatro dias da promoção, foram equivalentes a dois
meses normais! E, em algumas lojas, as filas dobravam quarteirões, sendo
necessário inclusive, o controle de entrada, onde só 100 pessoas entravam por
vez, de modo a evitar o congestionamento dentro da loja.
Mas, o fato
mais surpreendente, ao menos para mim, foi que contrário do que se poderia
imaginar, visto sob a nossa ótica, aqui no Brasil, os grandes compradores foram
os paraguaios. Para vocês terem uma ideia, na quinta e sexta-feira, cerca de
90% dos clientes eram do país vizinho, e no sábado e domingo, cerca de 70%.
Nossos
vizinhos vieram de várias cidades próximas para o micro centro de Ciudad del
Este. A razão foi a de não ser comum a existência deste tipo de promoção por
lá, sendo, portanto, uma grande atração de compras.
Pois é, não
poderia imaginar isto, nem meu amigo, que disse nunca ter vista tal coisa e
acho que nem você meu caro leitor.
Paraguai busca ampliar investimentos brasileiros
Energia barata e abundante, território em
expansão econômica e garantia de estabilidade jurídica. Esses são os argumentos
utilizados pelo do ministro chefe de gabinete do governo de Fernando Lugo
(Paraguai), Miguel Angel López Perito, em sua viagem à capital paulista.
Acompanhado do vereador Carlos Juliano Budel, que agendou o encontro com o
governador Geraldo Alckmin (PSDB), Perito explicou que o Paraguai busca a
parceria com a iniciativa privada para diversificar e expandir a economia do
vizinho país.
“A garantia de estabilidade jurídica foi um item importante para atrair a atenção da classe empresarial para contrapor atos de expropriação de empresas estrangeiras promovidas por governos com discurso estatizante”, observou Budel. Os empresários ficaram ainda mais interessados com o custo paraguaio —muito mais baixo que o do Brasil — para ampliar o segmento têxtil.
(Com Assessoria)
“O governo paraguaio quer mostrar as mudanças
ocorridas no país e reforçar que necessita de investimentos”, explicou Budel. A
incursão da comitiva paraguaia em
São Paulo incluiu visitas a dirigentes da Associação
Comercial de São Paulo e à FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo, quando foi recebida pelo presidente Paulo Antonio Skaf.
“A garantia de estabilidade jurídica foi um item importante para atrair a atenção da classe empresarial para contrapor atos de expropriação de empresas estrangeiras promovidas por governos com discurso estatizante”, observou Budel. Os empresários ficaram ainda mais interessados com o custo paraguaio —muito mais baixo que o do Brasil — para ampliar o segmento têxtil.
“As perspectivas são muito boas porque é
grande a possibilidade de que esses investimentos aconteçam nas proximidades da
fronteira com o Brasil, em Foz do Iguaçu, e acontece num momento em que o
governo estadual está investindo na integração da fronteira, por meio do Núcleo
Regional de Fronteira”, observou o vereador. Para ele, além da possibilidade de
geração de mais empregos, a ampliação do parque industrial no Paraguai é
garantia de injeção de mais dinheiro na economia regional, o que beneficia a todos
na fronteira.
(Com Assessoria)
Em politica vale todo o tipo de conversa, até a de mudo com surdo...
Então amigos,
mais uma reunião do chamado bloco independente de partidos de Foz do Iguaçu. O
convidado da vez foi o PMDB. Até onde soube, foi nos moldes das anteriores, o
pré-candidato, quando este existe, expõe um pouco de suas ideias e pronto,
registra-se e avalia-se, arquivando para uso futuro. Até aí, nada de mais,
normal nestes períodos pré-eleitorais.
De resto, o que já havia escrito aqui, reafirmo que os grupos tem algum formato, mas estão longe ainda de terem fronteiras definidas, já que elas se mostram permutáveis, pois participantes deste encontro, já estiveram em outros, de cores politicas bem diferentes.
E nunca é demais relembrar que em politica vale todo o tipo de conversa, até a de mudo com surdo...
O que chama a
atenção é a composição flutuante destas reuniões, fui á diversas, e não foi
sempre que os mesmos compareceram, excetuando-se um determinado grupo, que se
poderia chamar de núcleo básico desta iniciativa politica. O grupo nascido em
torno de uma, então na época, conversa sobre uma possível candidatura de Reni Pereira
com o apoio do PSDB, legado do plano estadual, foi temperado com as cores
fortes de oposição ao atual governo, onde de uma certa forma se situa, e chegou
até esta última reunião com a presença do PMDB, a sempre grande noiva da
politica iguaçuense, pois mesmo quando não tem candidato próprio, é uma força
politica a ser levada a sério e muito a sério.
Pois bem, o
aspecto peculiar desta reunião, foi a presença pública e simultânea, na qualidade de ouvintes, de Adailton Avelino,
o “Cantor” (PSB) que defende os interesses de Reni Pereira e de Gilmar Piolla (PT)
para escutar o PMDB, ambos, nomes cogitados até bem recentemente, e talvez o sejam, como possíveis
adversários na disputa à prefeitura, apesar dos dois partidos serem grandes
parceiros no plano nacional.
Será que
somente a presença de Dobrandino Gustavo da Silva (PMDB) é suficiente para
pavimentar encontros? É de se pensar, pois na visão de muitos, e eu me incluo
entre eles, Dobrandino foi e ainda é, um dos maiores nomes da politica da
cidade e região, independente da avaliação que se faça, contra ou a seu favor.
Então é isto
amigos, o PMDB e Dobrandino fazem sua definitiva entrada pública na mesa das
negociações, com o farto cacife de sempre, e com habilidade para jogar que os
tornaram famosos e grandes.
Destaque de sempre
para o PTB, aliado histórico do PSDB nas eleições recentes, mas sempre um partido
pragmático que se caracteriza pela observação cautelosa dos movimentos políticos,
o que não está sendo diferente nesta.
De resto, o que já havia escrito aqui, reafirmo que os grupos tem algum formato, mas estão longe ainda de terem fronteiras definidas, já que elas se mostram permutáveis, pois participantes deste encontro, já estiveram em outros, de cores politicas bem diferentes.
E nunca é demais relembrar que em politica vale todo o tipo de conversa, até a de mudo com surdo...
domingo, 13 de maio de 2012
Depois do almoço do Dia das Mães...
Só pra descontrair neste domingão do Dia das Mães.
Agora, com certeza você está estendido no sofá, tentando digerir o excesso do almoço festivo e respondendo com uma sucessão de ahhh, ahrãm, humm, sei, é mesmo, e outras coisas que a gente que fala antes do definitivo e sempre catastrófico nas suas consequências; pelo amor de Deus mulher, eu só quero ficar quieto um pouquinho!!!!
Mas, voltando ao Dia das Mães, o que isto tudo tem a ver com evento? Nada mesmo. Só lembrei agora que isto tudo começou com uma ideia genialmente sacada por um comerciante americano, com dificuldades comerciais. Ele resolveu a dele e o resto do mundo passou a ter as suas, graças à mãe do cidadão.
Bem, mas tudo bem, pior do que isto vai ser explicar que eu não quis ser grosso quando gritei para ela ficar quieta, que foi só um mal entendido, na verdade eu estava era falando para os meus pensamentos ficarem quietos, só para ouvi-la melhor, querida!
Agora, com certeza você está estendido no sofá, tentando digerir o excesso do almoço festivo e respondendo com uma sucessão de ahhh, ahrãm, humm, sei, é mesmo, e outras coisas que a gente que fala antes do definitivo e sempre catastrófico nas suas consequências; pelo amor de Deus mulher, eu só quero ficar quieto um pouquinho!!!!
E nesta hora sagrada, você finalmente pode mergulhar na
análise profunda e até metafísica de seu mundo e o que o cerca, ou seja, será
que não tem dinheiro neste clube safado para contratar um meia-atacante mesmo
que seja só esforçado? Ninguém está vendo que o time parece murcho em campo, ninguém
arma nada que preste? Ou ainda, teorizar com temor sobre os níveis de transcendência
de sua existência fátua, como, por exemplo; assim vamos cair para série B, e
vou ter que passar um ano aguentando aqueles caras!
E logo você mergulha em um sono justo e redentor,
interrompido pela estridência da vida!! Que verdade é simbolizada de forma
"meiga", pela sua mulher reclamando que você
tem que ajudá-la a arrumar as coisas, afinal..., ELA É A SUA MÂE E NÃO A MINHA!
E aquela verdade tão sublime de horas atrás, expressada entre sorrisos e
lágrimas incipientes, se transforma na mais pesada das acusações, e logo esta,
que você, mesmo com consciência pesada e má memória, sabe que não tem culpa,
afinal, você nem estava lá quando tudo aconteceu, você é só o produto do fato
em questão.
Para alguns mais precoces, eu diria, a culpa começou alguns
anos depois, se bem que dizem os detratores cruéis, que no caso do Sarney,
começou nove meses depois do fato, pois com um ano de idade, já tinha criado uma fundação com dinheiro do governo..., mas é só intriga.
E também há quem jure que Hitler bolou o seu primeiro golpe,
com 2 anos, em conluio com um vizinho, para tomar o poder na despensa da casa e
sequestrar as tortas de maçã da Frau Hitler, mas deve ser maldade. Assim como
aquela de que Fidel cometeu seu primeiro crime aos 8 anos, ao matar de tédio, depois
de discursar por 18 horas seguidas, um entregador de leite, cuja carroça havia
atolado em frente a sua casa.
Já você não foi tão precoce, ficou só na intenção do crime, se
bem que ainda um crime de salão, mas treinado arduamente em sua pérfida
intenção nos banheiros solitários ou na calada da noite, na doce companhia da
Alcione Mazzeo ou da Rose di Primo, ahahaha, esta foi datada hein? Entreguei a
idade!
Mas, voltando ao Dia das Mães, o que isto tudo tem a ver com evento? Nada mesmo. Só lembrei agora que isto tudo começou com uma ideia genialmente sacada por um comerciante americano, com dificuldades comerciais. Ele resolveu a dele e o resto do mundo passou a ter as suas, graças à mãe do cidadão.
Bem, mas tudo bem, pior do que isto vai ser explicar que eu não quis ser grosso quando gritei para ela ficar quieta, que foi só um mal entendido, na verdade eu estava era falando para os meus pensamentos ficarem quietos, só para ouvi-la melhor, querida!
Hum, será que vai colar? Bom, se amanhã eu não acordar no
canil, funcionou.
Uma grande semana para todos!
Uma grande semana para todos!
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