quarta-feira, 13 de junho de 2012

"Não estou coçando, estou..."

Li estes dias um artigo muito interessante sobre o crescente contingente de pessoas que trabalham em suas casas. Além dos benefícios óbvios, como redução de custos de toda a sorte, com local, comunicações, descolamentos e etc., ainda existe o componente lúdico do estar em casa, pra quem curte, bem entendido.

No entanto, e nada acontece de bom, sem um contraponto, aliás, vice versa também, existem alguns inconvenientes nada desprezíveis nesta opção profissional.

Mas vamos ver alguns. Primeiro os vizinhos devem achar que você não trabalha, e devem especular sobre “do que ele véve” e estas coisas, o filho do vizinho já o tem na conta do tiozinho que vive de moletom dentro de casa e de vez em quando pendura umas roupas no varal, tira folhas da piscina e outras tarefas mais prosaicas.

O pessoal da padaria já te olha de lado quando você vai comprar pão às 11 da manhã e ficam observando os possíveis sinais de ressaca da noite anterior, assim como olhos vermelhos e outros indícios de quem acabou de acordar...

E por aí vai, mas o pior deles, é que nesta opção, um dos cônjuges tem que trabalhar fora, senão não dá certo, pois sempre você vai passar a impressão de disponibilidade, de ócio remunerado, às vezes mal remunerado, mas mesmo assim, passa isto. 

Logo, vamos ocupá-lo, é o primeiro e mais comum dos pensamentos “cruéis”, mesmo que se você estivesse em um escritório externo, tomando café, jogando paciência no computador ou só cochilando, você estaria trabalhando..., agora tente um cochilo, ou um livro às três da tarde, pra você ver, a lista de tarefas urgentes fica do tamanho da cara de pau do Collor, e sem direito a Sarney para explicar o inexplicável.

Acho que vou lançar uma campanha no face; “Não estou coçando, estou trabalhando!”. 

Que tal, gostou? Compartilhe! Rsrsrsrs

Gastronomia política

Pois bem amigos, passado o feriadão, e com direito a Dia dos Namorados logo depois, só para rebater, voltamos a ter a política como prato do dia. Eu digo com relação aos que não estão envolvidos diretamente no processo de composições e acordos, estes só pensam nisto, falo da população em geral, que ainda assiste a distância e com o olhar desconfiado.

Pelos lados do deputado Reni Pereira, o que está acertado deve ser mantido e está fechado já. Falta ainda confirmar mais algumas adesões e definir o pré-candidato a vice, aliás, tarefa das mais complicadas, pois depende de adesões de última hora, e de composições internas de partidos fortes na coligação que confirmará neste sábado o seu pré-candidato. Podem acontecer surpresas de última hora nesta escolha de vice, e ela pode ficar em aberto até o fim do prazo legal, fato que vale também para as coligações na proporcional. É uma espécie de churrasco com data e local marcados, só falta definir o número exato de convidados e “intimados” a comparecer, rsrsrs

No restaurante do outro lado, ou outros lados, sim, pois pode haver mais de um, tese que ganhou bastante corpo nas últimas horas, tudo ainda meio encoberto pelas brumas, que não são de Avalon, mas não deixam de ter uma certa bruxaria na sua composição.

Foi servido um “buffet” de pré-candidatos, e a fila não está nada grande para chegar até a mesa principal. Como o ar condicionado com defeito deixa o ambiente meio estranho, se o consumo não se der logo, algum prato mais delicado pode estragar. Assim, vai acabar sobrando o bom e sólido feijão com arroz, menos perecível. Às vezes a mistura muito radical de ingredientes, pode gerar um prato exótico e apetecível ou virar uma coisa muito indigesta.

Vale a velha máxima: “Quem inventa, é inventor”, no mais, como venho escrevendo desde o inicio, definição mesmo, de verdade, só no fim do mês, o resto é só uma sucessão de semanas de 10 dias, e alto consumo de ansiolíticos.

Ah, e antes que esqueça, não faltam também aqueles que lancham no boteco e depois vão para saída do restaurante de luxo, e ficam por alí de bobeira, só para parecer que lá acabaram de almoçar...

terça-feira, 12 de junho de 2012

"Os Semideuses"

Meus caros amigos, a cada dia fico mais impressionado com a evolução espiritual e emocional do ser humano. Com a sua enorme capacidade de autoconhecimento. Finalmente estamos atingindo o ápice da civilização, quase semideuses. 

Você está rindo aí é? Pois é, mas deve ser assim, pois inúmeras vezes já me deparei com afirmações peremptórias e cheias de pompa, sobre coisas como; “eu sou assim!”. Ah, e acompanhadas de descrições refinadamente detalhadas sobre o embasamento de sua afirmação de profundo autoconhecimento e autoconfiança. 

Hoje mesmo encontrei um destes seres iluminados, a quem invejo pela sua condição muito superior a minha, que mal consigo gaguejar um tímido “eu estou assim...”, e bem baixinho, para que não vire referência a ser cobrada posteriormente, pois mudar de opinião é uma coisa só própria de nós, os seres inferiores...

Meus queridos e idolatrados "semideuses", tenham a paciência e rezem para nunca sentarem em algo cortante, pois senão correrão o sério risco de furarem este seu balão de ar e empáfia e murcharem como balões de fim de festa de aniversário infantil. 

Menos, para bem de vocês mesmos, e para evitar de assustar crianças com o barulho do estouro deste balão, menos...

Uma professora muito maluquinha...

Então amigos, o Emerson Peixoto, que além de amigo pessoal há muitos anos, é parceiro deste blog, isto é, ajuda na vaquinha pra comprar o caviar e o vinhozinho chileno nosso de todo dia, está aprontando mais uma. Agora, perto do final do mês, dia 24, aqui mesmo na Sala de Teatro do Iguassu Boulevard, em Foz.

O espetáculo para o público infanto-juvenil é do Ziraldo, e é a peça “Uma professora muito maluquinha...”. As sessões serão ás 16:00, 17:30 e 19:00 horas, e o ingresso inteiro está por R$ 40,00, mas se comprar antecipado, tem lá no Iguassu Boulevard e na Barbarela lanches, sai por R$ 20,00. Ah, importante, a meia entrada custa R$ 20,00 para crianças e estudantes.

Quem quiser saber mais, pode ligar nos fones 3025.2337, 3025.2344, 9108.1075 ou no 9993.3706, mas fique esperto que o teatro tem 250 lugares e costuma lotar. Um bom divertimento para vocês!

Opa, já ia esquecendo, para a turma da net, qualquer coisa é mandar um e-mail para cafeconcertofoz@purenet.com.br.

E até o dia 24.06, eu conto mais coisas para vocês sobre a peça.

Universo paralelo...(animais de estimação)

Definitivamente os animais de estimação tem características quase humanas, quase? Às vezes tenho a nítida impressão que vivemos um universo paralelo. Os nosso bichinhos, e já no “nossos”, está implícita a posse, na realidade são os “nossos donos”. Vamos pensar juntos. Você os alimenta, leva no veterinário, limpa a sujeira que fazem, acorda com o barulho deles, se preocupa com eles, assim como se filhos fossem.

A diferença é que filhos, como regra, chegam a um momento que criam assas e voam do ninho, se bem tem alguns que continuam como adolescentes até os 40 anos, outros viram deputados, ministros e continuam vivendo as nossas custas, mas aí, já entramos no terreno das exceções, bem, nem tanto, mas vá lá, segue o baile...

Bom, voltando pra eles, tem momentos que parecem incorporar uma personalidade quase humana, refletida na exigência de carinho, nos resmungos quando são obrigados a fazer o que não querem, nos laivos de “inteligência” que ainda nos surpreendem.

E vejam vocês, que desde grandes vultos da humanidade como Bismarck, Roosevelt e outros, até o famigerado Hitler, tinham por seus animais de estimação um carinho que não dispensavam a seus semelhantes, e considerando alguns deles, até que não deixavam de ter uma certa razão.

Pois é, mas definitivamente não são humanos, e a gente pode perceber isto por uma coisa bem clara, eles são capazes de amar incondicionalmente, e em qualquer circunstancia...

Considerações sem consideração sobre o dia dos Namorados...

Então caros amigos, homens sofredores, chegou o Dia dos Namorados. Para os outros dias sempre se pode achar alguma desculpa para não comprar uns bombons, flores, etc., para não sair pra jantar e estas coisas de casal que todas as mulheres curtem, eu diria que para elas, este dia, é assim como o GP de Mônaco, ou semifinal da Copa do Brasil, reta final do Brasileirão, estas datas que tocam mais o coração “romântico” do homem...

Todos sabem como começou este negócio, não! Não digo o namoro, digo a comemoração, pois é, foi um tal de bispo Valentim, depois São Valentim, que ajudava os casais a se encontrarem e casarem, isto ainda no Império Romano, por que o César da época, Claudio II, queria que a galera continuasse solteira para lutar melhor. Besteira, todo mundo sabe que nada como um casamento longo para a aumentar a raiva e a vontade de lutar, rsrsrsrs

Bom, mas antes que eu apanhe, teve uma outra origem também, e esta relacionada a bater e apanhar, era a época do inicio dos lupercais, festas em homenagem a Deusa Juno, na Roma antiga, e com uma curiosidade, os sacerdotes batiam nas mulheres com uma correia de couro para incentivar a fecundidade. Sim, sei..., o que deviam incentivar era a fecundidade de belos chifres, pois homem que bate em mulher e a trata mal, além de ser um covarde e babaca, é um forte candidato e a ter vários sócios no seu negócio...

E por fim, como somos um povo peculiar, em todos os lugares, e era assim na Roma dos césares, o dia é festejado em 14 de fevereiro, dia de São Valentim, mas por estas bandas, escolheram junho, por causa de Santo Antônio, etc. e tal, mas na verdade, foi uma sacada comercial de um paulista, João Dória, para achar mais uma forma criativa de assaltar o nosso bolso, quando funciona, pois geralmente o governo é mais rápido e leva antes.

Muito bem, feitas estas considerações “histórico-sociológicas”, com pinceladas do mais puro “besteirol surrealista”, só me resta desejar um feliz Dia dos Namorados a todos os que se amam, já amaram e lembram com carinho e dos que ainda vão descobrir o que é amar!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Terror futurista?

Fui fazer algumas coisas hoje, passado o feriadão, atender a uns compromissos, e lembrei-me de um filme que assisti há algum tempo. O filme, de ficção, com toques de terror “high tech”, versava sobre a vida em um século distante, no futuro. 

As pessoas tinham suas necessidades básicas supridas, as elementares, como alimentação, saúde, moradia, educação, etc., Mas, aí vinha o tema principal da história, cada cidadão tinha um determinado número de créditos de vida. Ou seja, a vida era uma conta corrente constante e com data marcada para acabar. 

Quem quisesse uma sobrevida, tinha que trabalhar e muito, para conseguir os créditos necessários para continuar vivendo. Pois é, na época me pareceu aterrorizante, e agora? Será que já não estamos vivendo algo parecido? Hoje em dia até para morrer é caro, eu vi isto, viver então e com qualidade de vida, é pior. 

Não estou fazendo apologia de nenhum regime político, ou partidos e nem falando em Brasil, falo em geral. Pensem nisto, e vejam se não é mais ou menos assim, o futuro já chegou e por vezes não me parece ser tão bonito quanto seria de esperar...

Sobre a Policia Militar

Com a devida licença do amigo Emerson Peixoto, reproduzo na íntegra seu comentário postado no face, por concordar em toda a sua essência. Veja abaixo:
"UNILA X POLICIA MILITAR. Com respeito ao confronto estudantes da UNILA e Policia Militar, fica claro que deverá haver uma mudança radical na Instituição chamada Policia Militar. Este nome de Policia Militar entrou em vigor no início da Ditadura Militar. O treinamento destes policiais é prepara-los para confrontos bélicos e lidar com o "inimigo". A Policia Militar não esta preparada nem seus soldados aptos a lidar em ações junto à população. Quando vão as ruas ou localidades específicas tratar de problemas de segurança pública, saem como se tivessem que encarar uma guerra. A Policia Militar foi estruturada com base nas disposições e práticas do Exército Militar e não consegue ser flexível a demonstrações de Democracia, como manifestações estudantis e sociais. Por falta de um Comando bastante rigoroso têm surgido grupos de Extermínio e Milícias (bandidos uniformizados) dentro dos quadros da Policia Militar. Já é hora do Brasil a exemplo do Japão e Inglaterra unificar suas polícias e criarem uma Cultura de Paz. Infelizmente a Policia Militar se prepara para lidar com bandidos e não consegue diferenciar isto, quando vai lidar com conflitos sociais como foi o caso da UNILA. Estamos em uma Democracia, não é justificável ao ser abordado por Policiais e questionar esta abordagem ser autuado por DESACATO. Alguns Policiais e seus Comandos deveriam ser autuados por DESACATO A DEMOCRACIA."

O que muda com a nota do PT?

Bem, finalmente saiu uma fumaça lá pros lados do PT. Ainda não é fumaça branca, daquelas bem clarinhas, afinal ainda tem gente colocando mais coisas para queimar do que madeiras aromáticas. Mas, não deixa de ser uma tomada de posição, ao menos o pessoal vai ter assunto nestes dias que faltam para a definição dos nomes que vão concorrer nestas eleições.

Duas coisas me chamaram a atenção na nota distribuída pelo PT; uma, é que o PMDB, ainda tem uma convenção pela frente, dia 24, portanto ainda falta a posição final do partido, e a outra, foi a disposição do partido em apoiar alguém da base da presidente Dilma. Humm, sempre pensei que o PSB era da base, mas vá saber...

E nosso prefeito, que articula, compõe, dispõe, propõe e impõe? Ou sairá com uma frente “imbatível”, ou com um fracasso inesquecível, pois o tempo para o meio termo, para a alternativa ponderada, já está acabando. Se a proposta não seduzir os parceiros, muitos mudarão de lado mais rápido do que você leu esta frase. Já tem gente conversando de pé, para não perder tempo.

Continuamos esperando, e sentados, diferente dos pré-candidatos na proporcional, que não dormem há mais de 2 semanas, soube de mulher que já mudou para o interior e levou os filhos, só pra não ouvir o marido choramingando madrugada a fora, rsrsrs.

Portanto amigos, respondendo à pergunta acima..., nada ainda!

O fim dos "coronéis" e do mofo político

Já venho escrevendo há algum tempo sobre voto consciente, perfil de eleitor e estas coisas. Mas, devo dizer que tive oportunidade de conversar novamente com um pessoal, que poderiam ser chamados, com a devida licença pela generalização, de “o novo eleitor”.

Então, esta conversa que se ouve sempre nas rodas politicas, de “tenho um grupo”, fulano do bairro tal controla tantos votos, e tenho o apoio de sicrano que manda lá na vila, e por aí vai, vocês já ouviram muito isto também, é uma conversa que não vai funcionar com este novo eleitor.

É preciso não confundir irritação e desconforto com a politica partidária, com desconhecimento e falta de informação. A informação é abundante e disponível, e este eleitor a consome em doses gigantescas. Se parece não permeável a ela, é porque não se sensibilizou com o recado, nunca porque não ouviu ou não entendeu.

É, os coronéis da velha e surrada politica até podem ter seu espaço no folclore, mas eles e seus capatazes, os “cabos eleitorais” mofados pelo anacronismo, têm seus dias contados. Não acabaram ainda, mas estão neste caminho. 

As urnas confirmarão ou desmentirão o que estou dizendo, mas esta é a minha aposta.

domingo, 10 de junho de 2012

Foz do Iguaçu

E agora? O que posso falar de Foz do Iguaçu, que já não tenha falado antes? Pior, falar do que alguém já não tenha falado? Ah, sim. Uma cidade turística, sede das inacreditáveis Cataratas e da maravilha tecnológica de Itaipu, lar de muitas etnias, cidade de muitos contrastes, etc., etc.

Pois é. Tudo já foi dito, tudo já é sabido. Foz já foi cantada em prosa e verso, já foi ofendida em letras e imagens, já foi noticia bela beleza, já foi noticia por suas mazelas, já foi noticia pela apressada injustiça da mídia oportunista, já foi notícia só por ser Foz.

Falar que Foz do Iguaçu é onde estão meus amigos, que é onde moro, que é onde ganho a vida, onde me entristeço, onde me alegro. Dizer que falo bem, dizer que falo mal. Sentir que tenho vontade de ficar aqui para sempre, sentir vontade de ir embora. Reclamar dos maus políticos, elogiar os bons, resmungar que não tem história, mas fazer isto a contando, citar que não tem um DNA definido, quando ele esta mim.

É, acho que Foz do Iguaçu é tudo isto, é mais um pouco. Mas no fundo, no fundo mesmo, tudo o que vejo em Foz e de Foz, é uma coisa só, e sem muitos por quês; Foz do Iguaçu é a minha casa com tudo o que isto significa!

Parabéns para nós, Foz do Iguaçu e que a gente tenha a sabedoria de saber cuidar de você como você tem cuidado de nós!

Sendo...

De tantos tão pouco, de muitos sempre, de ninguém tudo, de poucos quase, do gosto um pedaço, da noite um sonho, do sol um brilho, da lua o espanto, pra sempre quando, hoje amanhã, amanhã ontem, do caminho a trilha, da volta o calor, de tudo um pouco.

Que assim seja, que as palavras se misturem, que as imagens se façam, que as luzem se acendam, que as peles se troquem e toquem, que a vida flua e siga, se mostre, se canse e descanse, se faça e desfaça, mas que sempre esteja e seja!

sábado, 9 de junho de 2012

As coisas que parecem ser, são...

E então amigos, quantos de vocês já ouviram aquela clássica e batida frase, “nada é o que parece ser”, pois é, eu também, mais vezes do que gostaria de ter ouvido. Só que discordo e muito, e vou dizer por que.

Eu mudaria a frase para: “nada é o que quisemos fazer parecer ser”, acho mais própria e menos autoindulgente. Sim, a autoindulgência está na admissão do engano como se fora culpa de outro, quando na verdade, foi culpa de nossa expectativa, de nossa vontade de se enganar.

Salvo as exceções de praxe, necessárias para confirmar a regra, “as coisas são o que parecem ser”, e só, sem mais adereços elaborados para diminuir culpas e transferi-las.

Faça uma análise honesta, minha querida leitora, meu querido leitor, quantas vezes você realmente viu as coisas e quantas vezes você quis vê-las de uma determinada forma? Nós somos, tirante os casos patológicos, extremamente tolerantes conosco mesmos, e não poderia ser de outra forma, caso contrário como poderíamos conviver conosco?

No relacionamento com terceiros, sempre existe o refúgio interno, inviolável e se quisermos, insondável, como forma de proteção, mas entre nós mesmos não, ou somos e sentimos ou não, não há muito espaço para proselitismos e hipérboles elaboradas, é o eu nu no espelho.

Portanto, mesmo parecendo pretensão de minha parte, e talvez o seja, mas acho que a frase lá de cima não reflete a realidade crua das coisas.

Pérola aos porcos...

E vamos lá para mais uma sessão de conversa jogada fora. Estava lendo ontem um romance policial, quando em dado momento o autor fez referencia ao antigo dito de que fulano “estava jogando pérolas aos porcos”. Bom, neste caso, usou a expressão para ilustrar um desperdício de energia, aliás, como é mais usada.

Pois bem, comecei a pensar, alimentar cérebro ocioso é um perigo, ele fica guloso e nada seletivo...

Bom, vejam só, “jogar pérolas aos porcos”, é alguém desfazer-se de um bem, que se supõe caro a si, em favor de alguém de que não pode ou não quer aprecia-lo.

É, fiquei pensando, será que ele imaginou que os porcos as comeriam, ou fariam um colar ou até guardariam no cofre do banco? Bem, e porque pérolas, porque então não um presunto de Parma, ou caviar ou uma bela lagosta grelhada? Pérola é sacanagem, é caro, deve ser dura pra mastigar, e porcos não tem cofres em banco.

E desperdício vira burrice para quem joga, e frustração para quem recebe, sendo que ambos mutuamente detonam expectativas; então desperdício do que, de energia talvez, mas em usar esta expressão...

E assim, esta expressão que rola fácil na boca da gente, me pareceu uma enorme bobagem, aliás, só menor do que esta que estou escrevendo. Mas tudo bem, mas é como dizem, sono atrasado, frio e café requentado, não combinam mesmo, rsrsrsrs 

Bom sábado de sol para vocês!

SANEPAR e o erro na escolha...

È má vontade minha ou é um absurdo a SANEPAR fechar durante todo o feriadão e não atender telefonemas no 115 (sempre as linhas estão ocupadas...)? 

Saudades dos tempos em que era uma empresa voltada para os paranaenses e não para o seu umbigo! As eleições estão aí, e muitos eleitores tem memória de elefante, eu ao menos tenho,rsrsrsrs

Serviço público ruim e preguiçoso só não é pior do que a sensação de desencanto e erro nas escolhas.

Como disse, passarei a atender solicitações de leitores e minhas observações sobre estes “serviços” que nos impingem como bons a custa de publicidade paga pelo nosso próprio bolso.

Até podemos ser “otários”, mas temos boca e vamos usar.