quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Uma breve teoria sobre tédio...

Eu tenho uma teoria, que infelizmente não tem sido muito bem recebida onde eu a apresento. Não sei qual a razão, deve ser implicância ou inveja...

Mas vamos ela então! Acredito que mais do que a curiosidade ou a necessidade, o que sempre moveu o mundo e provocou suas maiores mudanças foi o tédio. Vejam vocês alguns exemplos ao longo da história:

Imagine Aníbal, deitado na praia em Cartago, com todas as prestações da casa pagas, filhos num internato longe dali, sua mulher visitando a mãe dela e ele ali pegando um solzinho maneiro às margens do plácido e gentil Mediterrâneo. De repente, sem nada para fazer, olha para o outro lado do mar e pensa consigo mesmo: Já sei, vou encher o saco dos romanos! Pronto, estava feita a coisa, depois foi só arrumar uns elefantes, uma meia dúzia de soldados e passar 10 anos se ocupando no norte da Itália.

Ou ainda, O meu xará meio nervoso, um tal de Adolfinho, que já tinha dominado a Alemanha e alguns vizinhos, quitado todos os seus carnês das Casas Bahia e agora estava no alto de sua montanha se empanturrando de doces e tortas de creme bávaro e matando tempo. Do seu lado, Eva Braun se queixando de que nunca saía prá jantar em lugar algum e que ele estava ficando gordo e que não dava bola pra ela. Daí, entediado com aquela conversa, resolveu invadir a Polônia e deu no que deu.

Ah, não foi bem assim? Sei. Tá bom, mas bem que poderia ter sido né? Deixa de ser invejoso... 

Humm, na política? Tem também, mas aí não é só tédio não, é também uma grande atração sexual por nós eleitores...(Freud explica)

Bem, mas o pior exemplo dos riscos do tédio é quando você resolve fazer um blog para matar o tempo e acaba matando todo mundo de tédio...


 



Chamem o Chávez e me tirem o tubo...

Curioso, muito curioso, boa equação diplomática. O congresso paraguaio tira o mandato do presidente Lugo, aí o Brasil e a Argentina tem um ataque de estrelismo ideológico e lideram a exclusão do Paraguai do Mercosul e chamam o Chávez.

O Paraguai não gosta, diz que não brinca mais de vizinho  e que não quer mais vender excedente de energia para o Brasil e Argentina, sob um argumento propositadamente surrealista.

E o próximo passo? O que acontecerá? 

O Brasil e Argentina pedem desculpas, chamam o Paraguai de volta e alegam que foi um problema de TPM politica?

Ou pedem para o Chávez mandar petróleo pelo mesmo precinho camarada que os paraguaios nos vendem a energia mesmo com o recente aumento, ou na impossibilidade disto, quem sabe um bom carregamento de velas?

Ou ainda, sei lá, só quero ajudar, pedem a ajuda do Chávez e de sua "sutileza diplomática" reconhecida mundialmente, e trabalham junto ao congresso paraguaio para depor o presidente Franco e colocar alguém que ceda energia a preço de banana? (aliás, banana não, tá muito cara hoje em dia!) 

Vocês lembram-se daquele bordão de um programa humorístico do Jô Soares, o “me tira o tubo!”, sabem qual era? 

Pois é, por aí, nós os latino-americanos somos uns brincalhões...



 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

E o direito a trabalhar em paz?

Não posso, não quero e nem vou discutir os méritos das greves que estão paralisando a nossa fronteira, muito menos o direito a elas. Só pergunto sobre o direito ao trabalho, ao ganha-pão de quem precisa se deslocar de um país para o outro aqui na nossa fronteira.

Não falo das atividades ilícitas que eventualmente possam ocorrer na fronteira e que ocorrem, estas tem que ser reprimidas, falo de quem mora de um lado e trabalha no outro, de quem adquire produtos no Paraguai e paga os impostos devidos na aduana, e que com isto gera empregos na cidade vizinha para um significativo número de brasileiros, de iguaçuenses.

Pergunto também se a nossa aduana não está completamente esgotada, anacrônica na sua capacidade de atendimento, pois se ao executar-se uma atividade de fiscalização, que é denominada como “padrão”, portanto teoricamente desejável, ou obrigatória até, acaba por transformar a Ponte da Amizade em um inferno sem nome.

Respeito muito o direito a greve, mas acima de tudo, respeito mais ainda o direito ao trabalho, cada dia mais escasso, como se já bastassem os nossos problemas, ainda somos palco e pauta dos problemas dos outros...


 


O boato e Freud...

O boato é sempre uma coisa desagradável. Boato humilha, é covarde, pois é quase sempre anônimo e pode causar estragos irreparáveis. No entanto, mesmo que ninguém esteja livre de ser alvo de um boato, na maioria das vezes, se mostra sempre disposto a ouvi-lo. Os mais responsáveis não o repercutem, mas não se negam a ouvir.

O boato é usado de forma consciente, até por empresas, como alternativa de teste para alguma mudança ou alteração em seu funcionamento interno, existe até literatura sobre este assunto, encarando-o, não no seu aspecto pejorativo, mas como ferramenta de gestão.

Mas o boato atinge o seu ápice, sua maior utilidade e uso máximo na politica. E com ênfase especial, nos períodos eleitorais. Existem verdadeiros profissionais no assunto, pelo talento em fazê-lo e pela absoluta falta de escrúpulos em disseminá-lo.

Eu iria mais além e até diria que alguns, além do beneficio intrínseco que o boato possa trazer, ainda sentem prazer em fazê-lo. Em alguns casos, as urnas podem explicar, mas em outros, só Freud explicaria...



 

Simples assim

Pedir uma campanha limpa é pedir demais? Espero que não. E é sempre bom relembrar que este compromisso é mútuo, candidatos e eleitores!





terça-feira, 7 de agosto de 2012

Criança esperança... de quem?

Tenho tomado Plasil, remédio para enjoo, como se fosse suco, desde que começaram as chamadas da Globo para o Criança Esperança. Cara é duro aguentar os sorrisos de plástico, os jingles chatos e aquela infinidade de atrizinhas, atorezinhos fazendo cara de felizes e com ar de bons moços, tentando arrancar o meu suado dinheiro, quando tenho, o que é raro como bom senso em politica.

Já não bastasse o governo me assaltando cada vez que eu respiro fundo, ainda tem todos os anos esta “pedinchagem” deste tal de Criança Esperança, do qual nem vou comentar, já foi falado demais sobre isto.

Sempre tive uma certa desconfiança quando alguém vem sorridente demais e ainda por cima cantando, me pedir alguma coisa. Aí tem, afinal filantropia se faz ou não pelo mérito intrínseco da mesma, recursos deste tipo, me cheiram a showmício, onde te davam um pouco de circo para te tomarem o pão...




O que me importa?

Começou a temporada de venda de Gelol, aliás, será que ainda existe o Gelol? Vocês lembram-se da propaganda que dizia, acho; “não basta ser pai, tem que participar, ou coisa assim? Pois é, diante dos últimos acontecimentos da nossa tradicionalmente “meiga” temporada politica, o medicamento, recomendado para atenuar os efeitos de caneladas, pescoções e outros carinhos similares, se torna a panaceia ideal.

Ah, até a frase do comercial, que se tornou conhecida de muitos, também cabe neste período, com algumas leves e sutis adaptações, assim como, “não basta ser eleitor, tem que ser obrigado a ouvir isto”...

Mais uma de propaganda de sucesso, a do extinto Bamerindus; “o tempo passa, o tempo voa e a poupança Bamerindus continua numa boa”. Então, esta é mais simples até de adaptar, cada um que use de sua criatividade e coloque qualquer coisa no lugar de poupança Bamerindus, e verá que nada muda, não melhora, nada evolui. Nem as caneladas são diferentes. O Chato do Didi, dos trapalhões, conta as mesmas piadas infames há 50 anos, mas ao menos tenta trocar o cenário, alguns atores, etc., aqui nem isto.

Eita produção preguiçosa esta! Por isso o voto consciente, ou seja, o que eu ganho ou perco em saber da metragem disto ou daquilo? O que me importa se foram aprendidos jornais, revistas, gibis, ou coisa que o valha? Saber disto vai garantir a minha consulta médica na hora que eu preciso? Vai tapar os buracos da minha rua? Vai fazer a praça que me prometeram? Vai garantir filas menores nos postos de saúde?

E mais umas 100 perguntas, cujas respostas são muito mais importantes de saber, do que a metragem da casa de alguém, ou o que foi aprendido ou não, sei lá o que e não me importa onde, não é problema meu, é da justiça, se for o caso de justiça.

É, o tempo passa, o tempo voa...


 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Esta é para os otimistas...

 

Difícil, muito difícil...






Uma boa notícia!

Olá amigos, tenho constatado que com enorme satisfação que a tese, que não é nova, do voto consciente tem tomado corpo. Além dos diversos blogs, daqui de Foz inclusive, a grande mídia também começa a bater forte nesta tecla.

Não é possível que se aceite mais, com passividade criminosa, este estado de coisas, esta inversão de valores, esta loteria que se tornou as eleições. Voto é coisa séria, voto é compromisso, voto é direito. 

Já falei várias vezes aqui sobre o pouco caso que se dá ao voto, a ponto de candidatos se valerem de slogans vazios e vagos como mote de campanha e, como já disse, não os culpo tanto, pois esta estratégia primária e pobre sempre funcionou.

Vamos esperar que esta aspiração pelo voto consciente, fruto da pesquisa cuidadosa do trabalho realizado pelo candidato, de suas qualificações e propostas, tome corpo e que possamos crescer como democracia.



domingo, 5 de agosto de 2012

Na pele

O maior poema que se poderia escrever já está feito, fazendo uma história que vai além da literatura.
    
É aquele poema escrito com as tintas da dúvida, corrigido com a cor do medo, rasurado pela falta, passado a limpo pela confiança e finalmente impresso na pele e arquivado dentro de nós.
    
Então, como isto caberia em um poema? Não vamos perder tempo, não vamos escrevê-lo, vamos vivê-lo.




Preguiça e preguiçosos...

A preguiça é uma arte. Aliás, o exercício impune da preguiça é uma arte. Você precisa ser muito criativo para ser um preguiçoso profissional, precisa de muito talento para se esquivar de tarefas, mas sempre com o cuidado de delegá-las para alguém, senão será notada a falta da mesma.

Ser preguiçoso exige raciocínio rápido, respostas convincentes, e principalmente uma enorme capacidade de saber desligar a tomada dos compromissos e ter o talento de se refugiar no quarto do nada e gozar o ócio sem nenhuma outra distração que não o próprio ócio.

Ser preguiçoso não é ter um hobby e privilegiá-lo ao trabalho, um preguiçoso que se preze não tem hobby algum, pois tem preguiça de tê-lo. O preguiçoso invariavelmente é bem humorado, se não por personalidade ou pela ausência de trabalho, ao menos porque é muito difícil explicar o mau humor, pois mau humor gera perguntas e perguntas dão muito trabalho para responder.

Ah, e por último, um preguiçoso nunca pode ser chato, pois chatos incomodam e são notados, e um preguiçoso profissional é sempre invisível.

Então viva o domingo, dia mundial da preguiça, celebrado semanalmente, faça chuva ou faça sol, que para um bom preguiçoso só faz diferença se ele está na rede ou no sofá.

E aproveito para dedicar esta nota a todos os candidatos e cabos eleitorais que neste dia tão sagrado estão se dedicando com afinco a encher o saco dos eleitores. Mas vou rir agora, enquanto posso, pois nos próximos quatro anos, eles é que vão rir de nós...




Então..., pense!


"Justiça é consciência, não uma consciência pessoal mas a consciência de toda a humanidade. Aqueles que reconhecem claramente a voz de suas próprias consciências normalmente reconhecem também a voz da justiça."
  
Alexander Solzhenitsyn



sábado, 4 de agosto de 2012

Navegando com Voltaire

"As paixões são como ventanias que enfurnam as velas dos navios, fazendo-os navegar; outras vezes podem fazê-los naufragar, mas se não fossem elas, não haveria viagens nem aventuras nem novas descobertas."

Voltaire


Mais um sucesso! Dia 15 de agosto!

Mais um sucesso vindo por aí, sempre com a assinatura do amigo Emerson Peixoto. Com certeza sala lotada de novo, como nos espetáculos anteriores.

Confiram, é agora, dia 15, quarta-feira, as 19:00 horas!












Voto Consciente - Mais uma vez e sempre...

Venho insistindo no voto consciente há bastante tempo, você que me privilegia com sua leitura, sabe disto. Não desisti, vou continuar falando, mas às vezes chega a desanimar. Evidentemente, ninguém discorda da importância na consciência do voto, e nem poderia nestes tempos de culto ao “politicamente correto”, no entanto, não é isto que se vê nos slogans da maioria dos candidatos nestas eleições.

Continua aquela bobagem do “prometo trabalhar por Foz”, “eu sou honesto”, "meu objetivo é a comunidade”, e outras frases feitas de teor mais primário ainda, coisas como “vou lutar por isto ou aquilo”. Todos vazios, vagos, se não conhecesse alguns deles, seria tentado a afirmar que a falta de enunciados claros era proposital, para esquivar-se de cumprir promessas caso eleito, mas não, é discurso vazio mesmo, é desconhecimento de quem se candidata e de quem vota sobre as reais funções de um vereador e de seus limites de atuação.

Além dos slogans vazios, dos jingles irritantes, apostam nas fotografias retocadas com sorrisos cheios de dentes, como forma de sensibilizar o eleitor. E deve funcionar, afinal exemplos não faltam de quem chegou lá, em algum tempo, e valendo-se destes mesmos recursos. Nesta verdadeira quermesse que se torna o período eleitoral, fica difícil ser notado àquele que tem propostas reais, pensadas e factíveis. Gritar o fácil, o óbvio parece ser mais usual. Ora, se esta fórmula ainda é usada e muito usada, estamos diante de uma tentativa de hipnose coletiva ou é isto que sensibiliza o eleitor?

Fica a pergunta triste e amarga, será que aquele que tem trabalho realizado, que tem propostas factíveis e razoáveis, que sabe o que pode ou não ser feito, tem que mudar de estratégia e passar a berrar obviedades vazias para ganhar votos?