segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Só perguntando...

Existem coisas difíceis de entender e existem coisas impossíveis de entender. Mas entender o difícil o torna fácil? E entender o impossível é negar a própria impossibilidade? Que régua mede o difícil e o impossível?

São as explicações que eliminam as dificuldades ou as viabilizam, as confirmam? Como saber o que é difícil senão depois de superar a dificuldade, pois caso contrário seria impossível?

Se dificuldade e impossibilidade são estágios de um processo eterno de descoberta, não determinam natureza e sim somente circunstâncias, seriam então apenas percepções, palavras fáceis à procura de uma razão mais forte, mais substantiva do que a mera autoindulgência?


 

domingo, 2 de setembro de 2012

Perdão senhores candidatos!

Caros amigos cheguei a uma triste conclusão assistindo aos programas eleitorais. Nós eleitores somos criaturas ingratas, desmemoriadas, e absolutamente incapazes de entender as ótimas intenções e ações que os candidatos nos oferecem ou dizem que fizeram.

Tem alguns que estão se candidatando novamente com promessas de feitos, que só nossa cegueira e desatenção pode ter os impedido de terem sido eleitos antes e sempre. As boas intenções e principalmente as qualificações apresentadas são de encher os olhos de lágrimas de pesar e ao mesmo tempo de felicidade em constatar como o mundo e as pessoas são boas e super bem intencionadas.

Até então, eu achava que só os bancos pensavam em mim com amor o tempo todo, mas vejo que não, os candidatos também. Vou passar este resto de domingo de joelhos no milho e atrás da porta do armário da cozinha, só de penitência pela minha maldade e má vontade, pois nunca consegui perceber o quanto era amado e objeto de tanta preocupação. 

Desculpem senhores candidatos, eu não mereço tanto, aliás, eu não mereço vocês, sou mau e cínico, vocês nem precisam fiscalizar o executivo, fazer projetos e propor leis, representar a comunidade e estas coisas a toa, só continuem gostando tanto de mim, e sendo boa gente que são, quem sabe um dia, com estes exemplos tão edificantes eu possa me tornar uma pessoa melhor...



Uma manhã gostosa

Jenson Button de ponta a ponta, Vettel voltando a ser Vettel, que corridaça o GP da Bélgica! 

Para quem gosta, foi de assistir em pé. Mesmo lamentando o “strike”, que mais pareceu uma tentativa de homicídio por parte do jovem piloto Grosjean contra o Hamilton, Alonso e outros, até este acidente contribuiu para dar uma forte pitada de emoção na prova. 

Pena o que aconteceu com as Sauber, de Sérgio Perez e Kobayashi, que tiveram a corrida comprometida e perdida. Mas valeu a prova de Webber, Schumacher, Raikkonen, Massa, em ótimo 5º. lugar, e outros, que contribuíram para manter a fama de Spa-Francorchamps.

Bela manhã de domingo, café quente, bolo de laranja, temperatura sob encomenda mesmo para mais exigentes. Pena o Galvão Bueno a nos lembrar que para tudo sempre tem um preço, pois não parava de dar chamadas para o Domingão do Faustão, uma espécie de penitência pelo pecado do prazer que a manhã gerava...

Ah, e para completar a delicia da manhã, não passou nenhum carro de som aos berros, uivando algum jingle em estilo sertanejo ou forró, falando das “virtudes impressionantes” de algum candidato...



sábado, 1 de setembro de 2012

A insustentável lógica do oblíquo...

Afinal o que nos define? Nossas atitudes? Acho que não, penso que as atitudes são manifestações parciais de nossa personalidade, são consequências, talvez circunstâncias jogadas ao acaso.

O que nos define? O que pensamos que somos? Mas o que pensamos ser exige espelhos para que se validem, portanto, ou é fruto de análise introspectiva ou de julgamento distanciado, mas sem espaço, não existe perspectiva.

O que nos define? Como reagimos diante das coisas? Não sei, pode até ser, mas acho que não, pois a reação é filha prematura da ação, não deriva da reflexão, é parida na emoção.

Então, o que nos define? Talvez a soma de tudo isto, talvez a negação de tudo isto, talvez a recusa em ser definido, talvez a resposta esteja contida em uma garrafa jogada no mar esperando para ser aberta e revelar que nada contém, pois somos verbo intransitivo em composições ortodoxas, o que incomoda e subverte a visão cartesiana.

Incomodamos e nos incomodamos, porque sempre estamos na procura do por que estar aqui, sem querer precisar estar, sem querer saber por que estamos, numa espécie de curiosidade compulsiva e negada.

Penso que no fundo tudo não passa de um triunfo da lógica do oblíquo, que ri do exato, por ser exato na incerteza, que o confirma relutante, mas de maneira definitiva.


Fusca vermelho??

Como brasileiro e fanático por automobilismo, torço muito para que um brasileiro possa um dia correr pela Ferrari, que, aliás, neste ano só tem um carro no grid...

É uma injustiça o que fazem com o Massa, deram para ele um fusca vermelho com carenagem de F1 e disseram que era da escuderia italiana, e ele e nós acreditamos...

Vocês estão rindo? Pois é, só pode ser isto, afinal se o carro fosse o mesmo, o nosso “intrépido” Massinha, ao menos ficava entre os 10 nas classificações de vários GPs.

Massa vá para Indy..., e você caro Galvão Bueno, menos, bem menos...


 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Pesquisa: Normal e previsivel

Então, saiu a pesquisa do IBOPE – RPC, que era esperada como o título da Libertadores pelos corintianos.

Bem, na minha modesta e despretensiosa visão, nada de mais, normal e previsível, afinal, os números anteriores que apontavam os índices de Reni e Chico, sempre me pareceram irreais, creio que refletiam a indecisão e demora na escolha do candidato da situação.

Agora refletem o momento da campanha, ao menos penso assim. É claro que inevitavelmente surgirão analises apaixonadas defendendo os dois lados, alguns alegando que comprova a supremacia de Reni, com seus 49%, e os seus adversários apontando a ascensão de Chico, que atingiu os 32%, muita gente falando em viés de alta e de baixa, etc... 

Normal, coisas de campanha, mas creio que agora temos um quadro mais real.

Quanto aos candidatos Aiex e Elvis, esperava mais do que os 1%, pela contundência de seus programas na TV, mas ainda é cedo, pois agora a coisa começa a afunilar e tomar alguns tímidos contornos, mas, de qualquer forma, continuo achando cedo para lamentações ou comemorações, ainda tem muito chão a percorrer.


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O eterno mistério do mesmo

Continua o ciclo, tudo igual e diferente, o paradoxo da lua cheia, ciclo eterno de ontem e amanhã, comum e rara, como costumam ser as coisas que nos surpreendem. Comum na ocorrência, rara na forma, pois sempre é única, mesmo sendo igual.

Luas cheias são como amores, podem até ser previsíveis, mas são incontroláveis, fáceis de explicar e difíceis de entender, só são e sem razão, pois suas razões e essência não precisam de explicações, só existem.

Tudo o que é realmente importante cabe num pensamento rápido, num olhar, num momento, o restante é lembrança repetida, na espera do próximo momento, na próxima lua cheia, no próximo olhar.




Eu tenho um sonho...

Vocês lembram, ou os mais jovens, já ouviram falar do famoso discurso de Martin Luther King, que começava com: “Eu tenho um sonho”, lembram? Legal, bem, eu tenho vários, mas quero falar de um deles, bem menos profundo e importante do que acima citado, mais prosaico e banal, mas não deixa de ser um sonho.

Meu sonho era ver eleito vereador um candidato que utilizasse diariamente o transporte coletivo, inclusive durante a campanha. Não falo em usar o transporte coletivo, como diletantismo, demagogia política ou porque o carro estragou ou coisa assim. Falo em uso intensivo, diário e por necessidade.

Falo em olhar para o céu, ver a chuva ou o sol causticante e saber que aqueles 100 metros até o ponto de ônibus vão parecer dois quilômetros, falo em sair um pouco atrasado de casa e imaginar que se perder este, só daqui a meia hora e que vai chegar tarde ao trabalho. Falo em pegar dois ônibus, depois de 8, 9 horas de trabalho e ter que ir cochilando em pé, porque não tem lugares sentados e o coletivo está lotado.

E meu sonho vai mais adiante, uma vez eleito, assinar um compromisso, sob pena de perder o mandato, de não comprar um carro com o salário de vereador, que não é nada desprezível, dá para comprar até dois, e sim, continuar andando de ônibus, ouvindo as reclamações de sempre, continuar sentindo na pele o que é ser povão, e não só lembrar como era ser um usuário.

No meu sonho, toda a vez que ele estivesse na Câmara de Vereadores, lembraria que depois de todo expediente, e das visitas que fez, sempre de transporte coletivo, ele ainda saberia que teria pegar mais um ônibus para ir para casa, e sentisse o mesmo cansaço que todos os usuários sentem.

Pois é, como eu disse, é só um sonho bobo, meio demagógico talvez, mas no meu sonho eu acho que as coisas teriam alguma chance de melhorar, não acham? Afinal todos os que podem fazer alguma coisa sobre o assunto, não pegam ônibus diariamente, e enchem a boca dizendo que sabem como é. 

Ah, eu também não sou usuário, mas converso diariamente com quem pega e já peguei muito também, eu não sou candidato a nada...



Caneladas, cotoveladas e faltas perto da área...

Costuma dizer-se, no jargão do futebol, que zagueiro que se preza considera como canela, tudo o que for da medalhinha pendurada no pescoço, para baixo, ou seja, para tirar o perigo de gol na área, vale tudo, menos homicídio com testemunha... 

Pois é, tem momentos em que política e futebol são mais ou menos a mesma coisa, se resolver, a coisa fica nos encontrões e caneladas cientificamente aplicadas, além de umas cotoveladas, quando o juiz olha para o outro lado. Mas às vezes, não tem jeito, é preciso fazer a falta, calcular o risco e derrubar o adversário, parar a jogada e correr o risco da cobrança perto da área mesmo, e torcer que o jogador adversário não esteja com a pontaria nos seus melhores dias.

Ah, faz parte também, colocar a mão no peito, olhar com ternura de mãe extremosa para o árbitro e jurar que não fez nada, que mal encostou no jogador, que ele costuma cair a cavar faltas só de você chegar perto, assim como o Neymar...

É, mas tem o troco, o outro time também conhece este expediente e usa, nas mesmas condições e na mesma intensidade, se julgar necessário. Vence o mais duro, o mais rápido, o que consegue convencer melhor o juiz, o que conta com um cobrador de faltas mais qualificado, e principalmente o que tem mais sorte, fator decisivo que é menosprezado no planejamento, mas avidamente esperado na execução de qualquer coisa.

Como diria um sábio filósofo das ruas: Quem entendeu, entendeu, quem não entendeu, deixa quieto...


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Combate ao fumo

Dentre meus muitos defeitos e as inúmeras bobagens que faço, tem uma que é das piores. Eu fumo. Já tentei largar diversas vezes e fracassei miseravelmente, e confesso minha fraqueza em fazê-lo.

Sou de uma geração em que fumar era uma espécie de afirmação de masculinidade, tema especialmente caro aos adolescentes, e ainda com forte incentivo da publicidade da época, que associava este terrível vício à esportes radicais, carrões e belas mulheres, uma mistura irresistível para um postulante ansioso para entrar no mundo dos adultos.

Felizmente, este conceito está mudando, aliás, mudou bastante, hoje a nova geração não enxerga mais no cigarro as mesmas duvidosas “virtudes” de antigamente. Mas vejo que hoje a bebida alcoólica faz este papel, e com publicidade livre, causando mal a pessoa, aos que a cercam e a sociedade em geral, mas este é um assunto para outro dia.

Por ora, salve o Dia Nacional de Combate ao Fumo!



 

A pior crise dos últimos 20 anos

Pois é amigos, acho que finalmente conseguiram, agora quero ver gerar estes empregos por aqui.

Conversando ontem com um amigo muito ligado e por dentro do que acontece nas grandes empresas da nossa vizinha Ciudad del Este, este me revelou uma informação assustadora. Mantenho seu nome fora da nota, a seu pedido.

Mas dizia-me ele, que CDE passa pela que seria maior crise dos últimos 20 anos seguramente. As sucessivas operações na nossa fronteira, as quais não discuto a legalidade e pertinência quando se deram por questões de fiscalização e visavam coibir o ilícito, somadas as greves e outras manifestações na Ponte da Amizade, provocaram uma derrubada geral no comércio.

Mas não foram os únicos fatores, a cotação do dólar em relação ao real, foi de uma importância fundamental para a queda das vendas, gerando uma situação que está sendo considerada como muito séria e preocupante.

Em que pese à importância da cidade vizinha na nossa economia, através da geração de empregos e como fator de atração de turistas, anda vejo muita gente achando que nada temos a ver com eles. Ora amigos, sinto muito dizer isto, mas esta postura, ou é uma enorme e imperdoável ingenuidade ou xenofobia incompreensível para quem vive aqui na fronteira. 

Lamentei em ter conhecimento desta situação, pois seus reflexos já se fazem sentir aqui em Foz e a tendência é piorar e muito.




terça-feira, 28 de agosto de 2012

Eu prometo, eu prometo, eu prometo...

Se for eleito prometo pleno emprego para todos, eliminação da violência urbana, maiores salários, transporte de graça, comida farta por R$ 1,00, uniformes sem custo, regulamentação da profissão que você quiser, moradia em casa própria para todos, um policial em cada esquina e vou fazer desta cidade, a melhor cidade do mundo ...

Sou sério, honesto, trabalhador e meu único interesse é você eleitor, sempre trabalhei pelos menos favorecidos, sempre ajudei a comunidade, faço tudo pelo social, sou um cara maravilhoso e toda a minha família me adora, também estou cheio da política e políticos, eu serei você lá no poder... 

E por aí vai, prometo o que você quiser, prometo prometer, prometo, prometo...

Pois é, não é ficção, retirei as promessas acima de várias “plataformas” de vários candidatos nestas eleições...

Preciso dizer mais? Vote consciente, ou vamos continuar fazendo papel de bobo por mais 4 anos...


 

A cultura do engano, das contas coloridas ao voto...

Meus amigos, não é possível!

Eleições se sucedem e algumas coisas nunca mudam. Apesar de todas as campanhas de esclarecimento, movimentos de cidadania, palestras, institucionais na mídia, continuamos a ver candidatos prometendo o que nunca poderão cumprir. 

O absurdo é tão grande, que tem gente prometendo o que até um presidente da República teria que negociar com o Congresso Nacional para cumprir.

De onde vem esta estranha cultura, onde a volúpia do engano é o mote do relacionamento? Sim, e digo por que é de parte a parte. O candidato mente e o eleitor acredita, pois vota nele. Um é contumaz no enganar e outro no ser enganado. Continuam tentando trocar beneficíos por contas coloridas e espelhinhos.

Tem coisas que saem do terreno da política e entram no da psicologia, da antropologia, tem atitudes que se não podem ser punidas pela Justiça Eleitoral, deveriam sê-lo pelo código do consumidor, na falta de um exemplo melhor. 

Antes de saber em quem votar, saiba para que está votando, saiba o que pode esperar e quais são os limites e obrigações do cargo em disputa, depois então, decida-se pelo ocupante. Mas sempre com critério, com pesquisa, com reflexão, com consciência.

Saiba o que faz um prefeito, um vereador e depois quem é o mais qualificado na sua visão para cumprir os requisitos destes cargos. 

Vote consciente, não desperdice o seu voto, ele tem validade de 4 anos, não o jogue fora em 1 dia!



segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Um retrato em espelho quebrado

Tenho muito medo de quem diz ter muitas respostas. Tenho medo e desconfiança. Talvez tenha inveja, talvez não acredite, talvez não queira acreditar, talvez não deva acreditar.

Tenho o curioso hábito da dúvida, cultivo a curiosidade, tenho medo da convicção, tenho medo do definitivo, do que é claro, do que é certo, do que está pronto.

Não gosto de gostar do que todos gostam, mas gosto. Não gosto de pensar o tempo todo, mas penso, penso e me enredo em meus pensamentos, me afogo neles, nado com eles, me penso.

Sinto-me um paradoxo negado a todo custo, uma certeza escorada nas dúvidas, me escondo na convicção de não tê-la. Sou o que sou, sem sabê-lo e nem pensando em saber, só querendo saber, o que não sei se sei e se quero saber.

Este sou eu? Não sei, talvez não seja, talvez não importe, nem a mim.




A violência sempre foi banal

A morte virou uma noticia banal. É pautada como um produto qualquer, mortes violentas ganham cada vez mais destaque nos telejornais. Nenhuma crítica além da óbvia. Hoje em dia, aliás, de uma certa forma sempre foi assim, a informação sobre violência é um negócio como outro qualquer, o problema é que este produto é misturado a outros e nos é empurrado goela abaixo pelos telejornais.

Se você quiser saber como foram os gols da rodada, ou se o frio vai aumentar, antes terá que assistir a umas 5 ou 6 mortes violentas, temperadas com imagens e caras e bocas de “desaprovação” dos apresentadores e repórteres, que visivelmente mal disfarçam um certo e estranho orgulho em trazer estas imagens. Tudo bem é a sua profissão, se eles não o fizerem, outros o farão, este é o jogo, esta é a regra. Ninguém pode culpá-los sob pena de hipocrisia elitista.

E nós? Os clientes destes produtos macabros, que os condenamos em público, lamentamos a violência, mas somos nós que consumimos, nós somos a razão deste produto. Depois, especialistas, livre pensadores, teóricos sociais e outros menos votados, gastam horas, muito tempo, tentando explicar e condenar a banalização da violência, buscando causas, que vão de ordem social até étnica. 

Ora, por que? O mal está aí vivo e vivendo entre nós, está escarrado nas imagens da TV, nas páginas dos jornais e avidamente consumido diariamente e por pessoas de boa índole em sua esmagadora maioria. Mas o que realmente ganhamos em saber e ver alguém estirado no chão abatido a tiros? Aprenderemos a evitar aquele local onde alguém foi morto? Não sairemos mais de casa em função deste risco?

Onde isto soma, e a que necessidade nossa atende?

Raciocínio ingênuo, perguntas ingênuas, texto ingênuo, muito bem, está certo, pode ser visto assim, concordo, mas muda o fato apontado, de que a violência que parece nos horrorizar sempre foi e através dos tempos, um episódio banal? Então, qual a razão da surpresa e das teses inspiradas?

O único aprendizado percebido hoje em dia, se é que exista algum, é que a vida vale menos que alguns segundos na televisão.