segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Última semana

Então amigos, chegamos à última semana de uma das campanhas mais peculiares que já presenciei nos últimos tempos. E chega neste seu final, com um quadro que ainda não permite identificar favoritos.

Nas proporcionais, como já escrevi aqui neste blog, a indefinição da situação em definir seu candidato, e as incríveis reviravoltas e surpresas na montagem das coligações, determinaram grupos de contornos indefinidos e “pernas”, as coligações dentro da coligação da majoritária, bem desproporcionais.

Temos algumas desproporcionalmente fortes, na contrapartida de outras, que deveriam ser mais robustas, mas que pela indefinição nasceram fracas e de difícil entendimento pelo eleitorado.

Mas estas são só conjecturas, mera teoria, afinal prever resultado de urnas, ainda mais nas proporcionais, é pedir para queimar a língua, ou melhor, os dedos. Falta pouco para saber se o que pareceu um erro pode vir a ser uma grande e agradável surpresa para os nela envolvidos, ou se entra para história como um erro didático de avaliação politica.

Pois bem, de resto, “muita calma nesta hora”, sem deixar que a estridência e as “jogadas” típicas de reta final, nos comovam, é a hora da reflexão sobre tudo o que foi visto, ouvido e pesquisado, é a hora da consciência falar mais alto que a gritaria das torcidas organizadas e votar com discernimento e lucidez.

Não é um jogo de futebol, é sua vida, na sua comunidade, e pelos próximos 4 anos, que você vai decidir no final desta semana!

Vote consciente!



domingo, 30 de setembro de 2012

Falta de pudor

Existe uma linha muito tênue, por vezes até imperceptível, mas sem dúvida muito forte, que separa o emocionalmente elevado, a comoção sincera, do meramente piegas.

Assim como uma linha de pesca muito resistente, que mesmo fina e até translúcida, dependendo de sua exposição à luz, é forte o suficiente para aguentar muitos quilos, esta linha divisória, na luz das emoções baratas e vendidas a preço baixo, é facilmente ultrapassada, mas nunca deveria ser ignorada, por consistente que é, sob pena de aviltar o objeto da comoção.

Quando vejo matérias, como estas que estão invadindo o nosso domingo, sobre o falecimento da apresentadora Hebe Camargo, me vem sempre à mente o que escrevi acima. A falta de pudor e a ganância pela audiência, a meu juízo, ofende a memória do homenageado. A profusão de lugares comuns e clichês pobres, todos garimpando sem ética, a emoção do telespectador.

Hebe Camargo foi uma artista de imenso carisma, e muito querida por seu público fiel, ao longo dos anos em que esteve nas telas de diversas emissoras, mas a tentativa canhestra de “canonização” dela creio que ofenderia até a ela, se viva estivesse.

Nestes tempos de pouca reflexão, de uma velocidade muitas vezes sem sentido ou razão, tudo é vendido, e se o é, é porque tem mercado. Na falta do tempo para pensar e ponderar compra-se tudo, inclusive a reflexão e a emoção fácil, enlatada, popularizada e cantada em voz falsamente contrita, em textos grávidos de elogios vazios.

Vivemos em tempos curiosos.



Flagrante dos candidatos descansando neste final de semana...

E que venha o Santos...

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Nada como a literatura infantil...

Era uma vez uma linda princesinha que morava em um castelo às margens de um belo e formoso rio. 

Bem, não era assim, vamos dizer, uma princesinha, tecnicamente falando, e sua casa também não era exatamente um castelo, mas estas são só liberdades poéticas, e como a estória é minha, escrevo o que quiser.

Muito bem, pois esta princesinha, já meio maltratada pelas pauladas da vida, tinha uma ideia meio arrevesada sobre príncipes, e principalmente os encantados, pois segundo ela, a maior mágica que faziam, era a de se fingir de surdo toda a vez que ela pedia alguma coisa, ou cobrava as promessas que ele lhe fizera na época de namoro.

Eis que, a nossa princesinha, depois de passar umas duas horas esperando um ônibus que passou lotado e não parou, resolveu que estava na hora de dar um novo rumo na vida e partir para outra, e começou a olhar em volta para ver se não achava nada melhor, e viu um garboso cavalheiro de sorriso cheio de dentes, que morava na capital. O papo dos dois príncipes era mais o menos o mesmo, mas este novo, sempre estava bem vestido e cheiroso e nem que fosse até pela novidade, engatou um namoro tórrido com ele, já que em casa, o atual, em via de virar ex, ao invés de se tocar, preferia ficar discutindo futebol no boteco com sua turma e bebendo cerveja até de madrugada.

O caso durou um bom tempo sem grandes problemas, pois se o atual não se decidia, o pretendente lhe fazia versos e mandava flores, e ela parecia cada vez mais apaixonada, até que o atual príncipe resolveu se tocar, pois sacou que estava pisando na bola, e foi atrás do prejuízo. Cortou o cabelo, fez a barba, comprou umas roupas na Vila Portes, passou a tomar banho, ao menos de dois em dois dias, e chegar mais cedo em casa, pois sacou que a vaca estava indo pro brejo.

Requentou uns versos antigos, e além da cesta básica, passou a trazer um chocolate de vez em quando, só para adoçar a princesinha. E não é que colou! Ela que tinha jurado que não caia mais nesta conversa, começou a balançar, pensou nos filhos que tinham feito, no puxadinho para botar a máquina de lavar comprada em 48 prestações, e mesmo meio desconfiada, está ouvindo a conversa do cidadão, não durante a novela, é claro, mas nos intervalos, já que ele até emprestou o controle remoto!

Então, ontem eles tiveram outra discussão no boteco, o moço bonito da capital e o atual namorado, ficaram se olhando feio e fazendo ameaças um para o outro, mas nada muito sério, afinal foram companheiros de bar muito tempo e amizade de cerveja não some assim tão rápido, e, além disto, torcem para o mesmo time e trabalham para a mesma empresa, cuja dona mora lá na capital do reino.

E a estorinha está assim, o moço bonito já avisou que se ela não se decidir, ele volta para capital e depois só nas próximas férias, mas se ela topar ele até fica por aqui, monta casa e assume os filhos, ela está pensando na proposta, mas ainda não se decidiu, a dúvida está grande, afinal o atual, de banho tomado e cabelo cortado, até que não é de jogar fora, pensa ela, mas o problema é saber quanto tempo vai durar isto.

Mas o final deste conto de pé quebrado eu continuo daqui a duas semanas, por hora fica assim. 

Ah, ontem saiu o resultado de outra pesquisa e teve mais um debate entre candidatos a prefeitura de Foz, pois é, então tá.


 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Estações em Foz...

Verão quente, aliás, terrivelmente quente, ou melhor, insuportavelmente quente.

Outono, quente, ainda quente, muito quente, e às vezes vento, de brisa até destelhamento.

Inverno frio, uns três dias, quente, vento, chuva de vez em quando, em outros dias chuva de alagar, mais calor, vento e de repente no mesmo dia, um frio de rachar.

Primavera, flores, ventos de destelhar casas e paciências, arvores e galhos que quebram vidros, muito quente e muito frio, às vezes no mesmo dia.

Ou seja, uma terra de estações bem definidas. Até neste aspecto somos bem peculiares , não é só na política a mistura das estações...


 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Sempre, sem, se e quando

Sempre é um compromisso constante. Sempre é uma promessa difícil, quase impossível. Sempre é uma atitude. Sempre é sempre uma dúvida. Sempre é uma imposição impossível. Sempre é uma proposição desejada. Sempre é uma aspiração. Sempre é um irmão de espelho do nunca.

Sempre é uma confissão de desejo, uma vontade sem base, sem chão, sempre é quase sempre, nada mais que um talvez, amanhã.

Sempre, sempre tem que ser renovado, sempre é abstrato pela impossibilidade de ser concreto, sempre. Sempre é para sempre, é um norte perdido nas certezas geradas no ventre do querer, e alimentadas pelo pragmatismo do poder, sempre é o filho hibrido, impossibilidade genética,
contrariada pela teimosia do desejo.

Que sempre, seja sempre o sempre, enquanto puder ser quando!



Mas bah tchê, este tu não pode perder, criatura!

O carioca, baiano e iguaçuense Emerson Peixoto, desta vez vira gaúcho!

Não percam este clássico obrigatório do grande Luiz Fernando Veríssimo:


Eleições e Copas do Mundo

Pois é, mais um dia, mais um meio de semana, mais carros de som a todo volume, mais unhas roídas, mais contas sendo refeitas, feitas e refeitas, o que muda mesmo é o calendário, está chegando a hora, falta pouco agora e sempre falta alguma coisa.

Mais caminhadas, mais eleitores de cara feia com algumas visitas, outros festejando previamente sabe-se lá o que, muito barulho nas torcidas organizadas, muita discussão nas redes sociais, juras de amor e “morte” em favor e desfavor de candidatos, amizades de anos perigando serem comprometidas de vez, lados cada vez mais claros, acusações cada vez mais pesadas, pois é, pra que?

Eu gostaria, e sei que não estou sozinho nesta ingênua expectativa, que esta paixão toda pela política, continuasse no período normal, o do pós-eleições, mas vejam bem, não a paixão dos aquinhoados por eventuais cargos e benefícios, ou daqueles que deles foram excluídos, falo da paixão pelas coisas da cidade, pela cobrança nas melhorias de nosso dia-a-dia, e principalmente, paixão na cobrança das promessas feitas.

Este “clima”, esta “energia” na participação de uma campanha, se canalizada, em pelo menos 50% de sua intensidade, em prol das nossas coisas, já teríamos uma cidade, um estado e um país muito melhor, infinitamente melhor.

Mas não é o que acontece. Recolhem-se as bandeiras, silenciam-se as cornetas, guardam-se as faixas, e se espera a próxima. É como uma Copa do Mundo, um torneio curto, de 4 em 4 anos, e com um intervalo grande para comemorar ou lamentar, a diferença para o futebol, é que este não tem nenhuma consequência prática na nossa vida, bem diferente de uma eleição, onde este festejar ou lamentar, dura todos os 4 anos...

Pense bem, reflita e decida seu voto de forma consciente, neste jogo, você está em campo, não é só um torcedor, voce joga e pode fazer a diferença!



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Para começar bem a semana!

Que lugarzinho mais feio..., rsrsrsr.

Feliz inicio de primavera para todos!


Noite Iguaçuense 2a. edição!!

Dica e convite do querido amigo Hamilton Luiz Machado Nunes, o Mito!


PESSOAL, VAMOS TODOS NOS PROGRAMAR, POIS VEM AÍ NO PRÓXIMO DIA 24 DE NOVEMBRO, A 2ª EDIÇÃO DA NOITE IGUAÇUENSE - BAILE COM THE FALLS BOYS, VEJAM ABAIXO A PROGRAMAÇÃO DO EVENTO:

NOITE IGUAÇUENSE -  BAILE/SHOW COM “THE FALLS BOYS” - (2ª EDIÇÃO)

DATA: 24 DE NOVEMBRO DE 2.012

LOCAL: COUNTRY CLUBE

PROMOÇÃO E ORGANIZAÇÃO: Sociedade Amigos do Parque Nacional do Iguaçu

TEL.: 45 3028 5445/3028 1755/9951 9348

 O EVENTO: 

DIANTE DO SUCESSO ABSOLUTO DA NOITE IGUAÇUENSE – JANTAR DANÇANTE COM “THE FALLS BOYS”, REALIZADO EM NOVEMBRO DE 2011 (+ DE 400 PARTICIPANTES), ESTAREMOS REALIZANDO A 2ª EDIÇÃO DESSA MARAVILHOSA NOITADA PARA O DELEITE DOS IGUAÇUENSES QUE CURTIRAM AQUELE EVENTO E OPORTUNIZANDO QUE AQUELES QUE NÃO PUDERAM ESTAR PRESENTES REVIVAM OS MOMENTOS MÁGICOS DOS ANOS 60/70 E PROMOVENDO A CONFRATERNIZAÇÃO E O REENCONTRO DOS IGUAÇUENSES QUE CURTIRAM A ÉPOCA DESSA INESQUECÍVEL BANDA;

PROGRAMA:

• 23:30 HORAS – INÍCIO DO BAILE COM BANDA IGUAÇUENSE;

• 01:00 H0RAS – APRESENTAÇÃO DA BANDA “THE FALLS BOYS”;

• 03:00 HORAS – CONTINUAÇÃO DO BAILE COM BANDA IGUAÇUENSE

• 04:30 HORAS – FINAL DO EVENTO.

PÚBLICO ALVO: 

IGUAÇUENSES QUE VIVENCIARAM OS “ANOS DOURADOS” (1960 A 1975) COMPARTILHANDO COM O GRUPO MUSICAL “THE FALLS BOYS” O EMBALO DOS FINAIS DE SEMANA DE FOZ DO IGUAÇU;

EXPECTATIVA DE PUBLICO:

400 (QUATROCENTAS) PESSOAS, PODENDO CHEGAR ATÉ 500 PESSOAS, SE HOUVER DEMANDA.


 

Vale a pena ver de novo?

Mais uma vez, volto a pedir desculpas pela forma errática que tenho atualizado meu blog. Sou além de uma vítima contumaz do meu analfabetismo digital, um alvo fácil das “maravilhas” da tecnologia.

Quando não é o meu sinal de internet “vagalume enlouquecido”, que funciona quando e como quer, é meu "Note esponja”, a absorver todos os vírus possíveis, ele deve ter baixa imunidade...

Mas tudo bem, fazer o que, ou volto para a máquina de escrever, e de preferência uma não elétrica, ou me submeto com uma duvidosa paciência a estas coisas.

De resto, campanha do seu final, prognósticos e “videntes” para todos os gostos, pouca coisa nova dita, e aquela velha sensação de já ter visto este filme, uma espécie de “dejá vu”, que não tem nada de esotérico ou inexplicável.

As coisas estão mais para “Sessão da Tarde” da Globo, do que qualquer outra coisa. Muito filme “B”, reprisado a exaustão, com um ou outro clássico recuperado, e olhe lá. Pena que nesta situação não se possa optar pela programação de uma TV a Cabo ou um bom lançamento em DVD...

Em resumo, é sempre bom ter cuidado e avaliar bem, senão antes da Sessão da Tarde, ainda corremos o risco de assistir sem querer o “Não vale a pena ver de novo...”.


Meu voto é consciente

Extraído do site www.budel45123.com.br:


BUDEL: ORGULHO DA VIDA PÚBLICA E DA POLÍTICA 

Meus amigos e minhas amigas. numa época em que virou moda falar mal de pessoas que se dedicam a cargos públicos eletivos, venho até vocês para dizer: sou político, sim, e tenho orgulho da minha opção. Senti necessidade de me manifestar, neste sentido, e de dizer que busco fazer de minha opção de vida uma forma de participar e apoiar a comunidade onde vivo. 

Ser político, na minha maneira de pensar e agir, não é uma profissão, mas sim uma vocação, assim como para mim é também a engenharia. Ao longo de minha vida profissional tive o privilégio de conciliar estas duas vocações e busquei sempre fazer melhor. 

Estamos novamente em uma época eleitoral, aliás, uma das muitas que já participei, e estou buscando a reeleição para a Câmara de Vereadores. Não prometo fazer obras, pois esta não é a função de um vereador; não prometo benefícios de ordem financeira ou coisas do gênero, pois não faço e nem concordo com essas práticas que, acima de tudo, são caracterizados na legislação como crime eleitoral. 

Não vendo sonhos e nem promessas; prometo, sim, continuar fazendo o que fiz nestes oito anos, ou seja, fiscalizar o prefeito, propor leis, ouvir a comunidade, ser um elo entre a comunidade e o poder público. 

Nada mais, e nem poderia, pois seria contra a minha visão da política. O assistencialismo ofende e humilha; a nossa missão é buscar condições para que a comunidade e o cidadão obtenham os meios necessários para viver com dignidade.                                              

O Vereador é, antes de qualquer coisa, um representante daqueles que o elegeram; sua atuação tem que ser pautada pela vontade daqueles que o colocaram lá. Confiança é coisa séria; confiança é a base de qualquer relacionamento; é a base da política saudável. 

Prometer o que se sabe ser impossível é começar uma relação na base da mentira e do engano. 

Se vocês que me acompanham na minha vida pública continuarem a me apoiar e dar seu voto, como sempre o fizeram, será por aquilo que vocês conhecem de mim; por tudo o que já fiz e que vou continuar fazendo, e nunca por qualquer promessa mirabolante que eu não possa cumprir. 

Portanto, amigas e amigos, aqui no meu site está um pouco do que fiz e pretendo continuar fazendo; isto sim é que me dará ou não o seu apoio, pois um mandato não pertence a um parlamentar e sim aqueles que nele votaram e por que votaram. 

Sempre agi assim e vou continuar agindo desta forma. por isso peço o seu voto mais uma vez. 

Leia meu site www.budel45123.com.br, peço que dedique um pouco de seu tempo, reflita e decida. 

Eu agradeço e espero o seu apoio. 

Obrigado e um abração do Budel!



sábado, 22 de setembro de 2012

Teimosia ou autoindulgência?

Saint-Exupéry escreveu certa vez, sobre a renúncia. Dizia ele que o processo de tentar manter uma posição ou situação era sempre de extremo desgaste, e o é. Que às vezes buscava-se uma solução que já não mais existia, o que existia era somente a esperança sem fundamento em manter aquela situação.

E neste processo, o homem dava voltas em torno do problema, tentando achar uma brecha por onde entrar e ir atrás da solução, que a aquela altura do fato, já era impossível, mas a vontade cegava o discernimento.

Mas uma vez aceita a impossibilidade, uma vez em que a renúncia àquela situação ou posição era adotada, vinha a paz, mesmo que fosse a paz dos derrotados, mas era uma espécie de paz, de trégua antes de avaliar os estragos deixados pela derrota.

Não é com certeza a melhor reflexão para um sábado, há esta hora e com um café quente neste friozinho, mas é bem interessante pensar nisto. Afinal sempre fica a clássica pergunta:

Somos teimosos por natureza ou somos autoindulgentes?