quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O samba do criolo doido...Ops, o samba da Foz doida...

Prometi atualização diária e ontem falhei. Mea culpa, lamento e peço desculpas, se bem que não precisam me xingar inbox...

Assunto não faltou, dentre os muitos que esta cidade “criativa” gerou, está o samba enredo que nos “homenageia”...”

Bom, comecemos do inicio; tirante a licença duvidosamente poética de “cachoeiras e cascatas”, o resto é uma triste verdade. Se deve ser divulgada ou não, é outra discussão, eu penso que não, pois mazelas até Berna na Suíça tem.

A outra questão foi a de quanto custou, parece que ficou esclarecido que em nada afetará os nossos cofres públicos, aliás, nem tão cofres e nem tão públicos...

Bom, mas isto dá o direito a nos ofender? “Que atire a primeira pedra quem não tem pecado”! Pois é, mas me sinto ofendido, pois já que é assim, devo esperar que no samba que homenageará São Paulo nos seus 500 anos, teremos um tiroteio público com todos os foliões armados para que a homenagem seja mais fiel?

Meus caros amigos e creio e espero os bem intencionados autores do samba enredo sobre Foz, tenham bom senso, por favor, o carnaval é uma festa, ou deveria ser, não um tratado de sociologia, tampouco uma válvula de escape para excesso de testosterona de nossos impávidos paladinos, rsrsrsr


“PS: Quanto aos versos sobre muamba e afins, sugiro ao bem intencionado amigo Alexandre Freire, desculpe a pretensão, mas vá lá”:


1. Peça que os alterem e terão a gratidão eterna de Foz.


2. Faça um protesto educado, como é de seu estilo.

3. E se nada der certo, processe-os... (Tenho certeza que nunca precisaremos chegar a isto)



Temos estes dois lados, qual é o real???

Este?



Ou este?


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Quem é o dono da cultura brasileira???

Não existe cultura boa e cultura ruim, cultura é cultura. Não sinto necessidade de assistir uma mocinha com ar professoral, ornada com óculos cenográficos e sentada no alto de uma pilha de preconceitos traduzidos em livros dos “explicadores”, dos “tradutores” deitando cátedra sobre o que é a nossa cultura.

Cultura não precisa, aliás, deve detestar adjetivos e ignorar definições, pois é uma manifestação espontânea, seja esteticamente boa ou não, dependendo de quem a vê, ou participa, gosta ou desgosta.

Não precisa de tutores pálidos fugidos dos cantos escuros das bibliotecas, que disfarçam a falta de erudição, com "verdades absolutas'", ou então, o que é mais comum, os eternos assalariados dos governos de plantão.

Este nazismo mal disfarçado nos canais oficiais está matando a manifestação cultural de nosso povo.

Este julgamento estético só interessa ao governo da vez e as elites, que curtem os “fakes” estilizados que podem ser exportados, e neste nefasto período pré-copa do mundo, a prática tem se tornado uma odiosa constante.




 

Sexta cinzenta com cara de segunda e gosto de sábado...

Então amigos, chegamos à sexta-feira, cinza, indecisa e com medo de abrir-se e voltar a virar a aquele calor insuportável. Mas tudo bem, nada melhor que uma sexta indefinida do que uma quinta-feira raivosa...

E vem a velha pergunta: Mudou algo sobre o que escrevi ontem? Sim e não, sim porque o Grêmio bateu no Nacional em Montevidéu, não, falando sério agora, porque me parece que a confusão aumentou.

Cada vez que me deparo com estas coisas publicamente incompreensíveis em política, lembro-me de um grande e aposentado homem do ramo. Certa vez, enquanto, bem mais novo, tentava analisar o que estava por trás de algumas jogadas que me desconcertavam, e sobre elas teorizava abundante e sofregamente, ele me disse: “Calma Guri, na maioria das vezes é só sorte e nas outras são só cagadas que deram certo e, sabe Deus por quê?”

Pois é, na época fiquei frustrado e julguei a sabedoria da frase como sendo prepotência e leitura míope. Hoje, morro de vergonha de ter pensado isto, e agradeço a Deus por não tê-lo refutado com meu arsenal de livros, teses, panfletos, todos regados pelo fogo da minha tenra juventude.

A cada dia, acho que ele estava mais certo.

Mas, mesmo assim meus caros amigos e leitores, sempre vale o “Thank God it’s Friday!", mesmo cinzento, pois afinal amanhã é sábado...





quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

"Polícia é polícia e bandido é bandido!" ou, "Situação é situação e oposição é oposição!", o resto tem cheiro de chuncho!

No passado, hoje cada vez mais remoto, foi atribuída uma frase ao então famoso criminoso, Lucio Flávio. Discute-se se de fato ele disse ou não, ou se foi uma licença poética da imprensa da época. Mas não importa, o importante é a frase que rezava o seguinte” Polícia é polícia e bandido é bandido”!

Sabemos que não é tão óbvio assim, mas não perdeu, a meu juízo, seu caráter emblemático. E me permito a parafraseá-lo, afirmando, que “Situação é situação e que oposição é oposição, e fim”!

Pode-se atribuir a oposição o adjetivo que quiser, como, raivosa, leniente, selvagem, cega, oportunista, e mais um milhão de tantos outros, mas não entendo como se pode mexer na definição básica!

Imagino que mesmo na dita e calma civilizada Islândia, em alguma cidade perdida no fim de um mundo gelado, deva ter algum tipo de oposição, que pode ser contra o horário de fechamento dos bares, ou contra alguma lei que discrimine os “arenques roxos”, sei lá, mas deve ter, pois é assim que funciona desde que o mundo é mundo.

Quando vejo alguns membros nossa valorosa Câmara de Vereadores pagarem micos dignos de rasgar atas, e depois na contagem oficial, só registram dois vereadores como sendo de oposição, lembro-me do Lúcio Flávio...

Afinal, a quem se quer enganar e por quê? E buscando socorro em Nelson Rodrigues, lembro uma de suas grandes frases, a de que “toda a unanimidade é burra”, mas vou mais além dizendo que ou é burra ou tem cheiro de chuncho...

Só gostaria de saber quem é situação e quem é oposição, não é por nada não, é só para a gente tentar entender, só curiosidade besta de um eleitor chato e meio burrinho...


"Como ansim, mi ixprica milhó que eu sô lerdinho"...




Falta vergonha, falta trabalho e falta respeito!

Tudo fica para amanhã, para depois te ligo. Coisas como “ontem mesmo estava vendo isto”, ou, “está tudo em compasso de espera”, fora pérolas como “estamos analisando”, “tão logo tenhamos uma posição, te ligamos”. Só tenho um recado curto e grosso, perdão amigos, mas é: “Ou C* ou sai da moita!”

Vão tratar de trabalhar ou ao menos fingir que estão trabalhando! Neste país surrealista e safado, com eleições a cada dois anos, a festa é permanente, o cidadão (cidadão???) assume de olhos postos na próxima eleição, e nós jumentos vamos comendo o capim ruim que nos servem!

É o país, a cidade e o município do “amanhã”, mas não quanto ao planejamento, o futuro, a esperança e sim quanto ao empurrar com a barriga cheia!

A pior forma de corrupção, a mais danosa, a mais cara é a incompetência somada ao despreparo e descaso!

Putz, perdão pelo desabafo, mas CANSEI!

PS: Vou reativar o meu blog, que passou dos 40 mil no pouco tempo em que foi atualizado, menos de 9 meses, o que significa que mais gente, além de mim, já encheu o saco desta enrolação! O blog volta amanhã e será atualizado diariamente e aceito sugestões e opiniões, sem censura e nem comprometimento com qualquer cor partidária (arghhh)!





terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Às vezes...

Às vezes somos inundados por uma onde irresistível de felicidade, de bem estar, de plenitude, de sucesso. Mas só às vezes.

Às vezes o mundo parece nos virar a cara, nada dá certo, nada funciona, nada adianta. Mas só às vezes.

Às vezes nos sentimos flutuando entre coisas e sentimentos, entre mundos e fundos, sem pé, sem âncora, sem porto. Soltos mas perdidos. Mas só às vezes.

Às vezes somos nós com o terrível desejo de sermos outros, o espelho mente para a vontade delirante. Mas só às vezes.

Mas na maioria das vezes somos o que podemos ser o que nós nos tornamos ou nos fizeram ser. A sorte é que esta realidade também só pode ser percebida às vezes.

Pois é, mas nada que uma boa dose de Jack Daniel's, dados rolando e um cigarro fumado até o filtro, na cara escura da noite, não cure, mas nem sempre, só às vezes...






 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Destino??

Nada é mais frágil que a lógica, nada é tão superficial que as profundas convicções, pois somos folhas ao vento, que a primeira brisa nos soltamos. Que certeza maior pode haver do que ser parte de uma sólida árvore?

Ninguém fala em destino a não ser após o fato consumado, pois antes ou é esperança ou medo.

Penso que somos maiores do que pensamos que somos e menores do que queríamos ser.


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Banda ruim, repertório ruim e nós os contratamos, de quem é a culpa?

Eu não sei se o brasileiro é pacifico ou conformado, ou até, quem sabe, covarde, talvez egoísta, não sei se por caráter ou por cultura, só sei que nos acostumamos com o insuportável, com o impensável, talvez sejamos avestruzes que enterram a cabeça em terreno árido.

Aceitamos tudo, com tímidas reclamações e depois renovamos nossas esperanças, que de esperança não tem nada, é puro descaso temperado com conformismo.

Tenho a terrível e triste convicção que 2014 não será diferente. Não é que não saibamos votar, não, o que temos é preguiça e visão curta e pontual, nosso futuro é visto como amanhã ou no máximo semana que vem.

Aprovamos e elegemos os músicos e depois reclamamos do ritmo e do repertório...

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Viver ou navegar?

Existem coisas que fogem de nossa compreensão, existem coisas que nos recusamos a compreender e existem coisas que são inevitáveis e que no máximo tentamos administrar as suas consequências.

No fundo são todas iguais, só diferem na medida da atitude que tomamos em enfrentá-las ou não, dependendo de nossa força, pragmatismo, quem sabe até sorte, mas de uma certa forma do imponderável, pois somos imponderáveis, mesmo os cartesianos ortodoxos são imponderáveis, pois certezas são só refúgios construídos com areia.

Finais de ano nos forçam a catarses "oficiais", com ou sem vontade. Os piores parágrafos são os últimos, são os que deveriam justificar a narração, mais raramente o fazem, são pontos finais no meio de estradas forçadas pela ditadura da cronologia. São falsos e perigosos, pedem muito e nada dão, pois exigem resumos de histórias não completamente contadas e logo, em andamento.

Todos somos em maior ou menor grau superlativos, amamos adjetivos, tememos substantivos, e com razão, substantivos são cruéis, são definitivos, rotulam, definem e aprisionam.

Mas como já foi dito; “Navegar é preciso, viver não é preciso.” Sim, e eu pergunto mais a mim que a qualquer outro: Afinal qual é a grande diferença entre viver e navegar??

 


 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal!

Existem pessoas que são especiais, não pelas realizações, não por se destacarem em alguma área. Não precisam ser reconhecidas ou nominadas publicamente, e algumas até podem e devem, mas são especiais porque nos falam ao coração.

Não considero o Natal nada mais que uma referência cronológica, consagrada em nossa cultura, mas entendo que é preciso que existam estas referências, elas funcionam como catarses positivas, incitam as lembranças, favorecem os resumos, determinam reflexões.

Devo ser sincero, não tenho muitos amigos, digo, aqueles que são irmãos por adoção, por opção não projetada, por um tipo de escolha que não consigo e nem preciso explicar.

Tenho muitos outros amigos, conhecidos, felizmente, poucos ou nenhum inimigo, espero, são parte do que sou, para o bem ou mal, já que não tenho a menor ideia de quem sou, no máximo tento entender o que faço e nem sempre consigo. 

Então, que nesta data emblemática que representa o inicio de uma crença, gestada nos confins de um império arrogante há mais de 2.000 anos e que sobrevive até hoje forte, viva e atual, todos tenhamos paz e trégua nas disputas muitas vezes vazias que nos envolvemos o tempo todo.

Feliz Natal!


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Do tempo e das coisas que cegos acreditamos...

E de repente o mundo se transformou novamente. Não que ela lembrasse com clareza do tempo em que percorria, arrastando-se pelos os galhos duros das árvores, talvez tivesse sido assim, talvez não, é mais provável que tivesse sido um sonho, bom pela luz, mau pela pouca mobilidade, não lembrava mais, as fronteiras tinham perdido suas referencias.
Sua vida recente era seu casulo, seu mundo, seus limites, sua zona de conforto.

Mas ele começou a ficar pequeno, cada dia menor, ela não tinha como entender e talvez nem quisesse, se o casulo diminuía ou ela crescia.

Um dia a luz invade seu útero externo, luz que para sua parca memória ou delírio, afinal era somente uma lenda perdida entre tantas outras alimentadas pela escuridão úmida, mas confortável onde vivia. Era o que ela tinha, era seu mundo, não se sentia infeliz porque não lembrava mais de como era antes.

Na busca de mais espaço, para combater o desconforto, descobre que tem asas. O casulo de desfaz em pó e na primeira gota da chuva recente ela se vê na folha molhada. Ela tem cores que nunca ousou imaginar, ela tem asas que nunca sonhou, pois nunca soube que existissem.

E então voou e voou, a esmo, à toa, voou pelo prazer de voar, amou, reproduziu-se, gerou e continuou voando, voando como um Ícaro alucinado atrás do sol e da luz e voou para muito longe, mesmo não sabendo o que era longe ou perto. Viu as flores, delas provou, e viveu mais em pouco tempo o que havia vivido em toda a sua vida.

O tempo não deveria ser medido como um cárcere, o tempo é uma experiência, uma vivencia que não pode ser medida em horas ou anos e sim em intensidade.


 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Paradoxo ou regressão cultural e política?

Reli, talvez pela quinta ou sexta vez, não sei dizer, a magnífica biografia de Assis Chateaubriand, escrita por Fernando Morais e intitulada “Chatô – O Rei do Brasil”.

Devo dizer que um certo ranço esquerdista permeia a obra, mas sem comprometê-la em absoluto. O ranço da direita é mais óbvio, mais primário, me arrisco a dizer, já o da esquerda é mais sutil, lento e fluido, mas ainda um ranço e incomoda.

Bom, mas o objetivo deste comentário é uma questão curiosa e recorrente: Por que temos que ser dicotômicos? Somos pétreos cartesianos sem sequer conhecer a obra de Descartes! Perdão, mas creio que ao menos a maioria que pontifica montada em certezas profundas, com certeza nunca o leu!

É do ser humano o contraditório, inclusive o íntimo contraditório.

Chateaubriand construiu um império de comunicações sem igual até hoje. Só isto já seria mais que suficiente para seu epitáfio.

Imperadores, e aí valem para todos que ao longo da história construíram impérios, não podem ser julgados a não ser por outros imperadores ou pela história.

Quando leio julgamentos “gordos” de razões fátuas, de pontos de vista expressos com tons de verdade absoluta, me envergonho. Sinto vergonha de minha condição de ser humano que tenta ter a suprema e talvez indevida pretensão de pensar.

Uivos messiânicos, ranger de dentes e o cultivo artificial de slogans e de tomadas de posição pagas, e mal pagas, parecem-me somente gado tangido pela vaga promessa de pasto, e isto me deprime.

Deixo com vocês as palavras de D. Helder Câmara sobre Chateaubriand, aliás, D. Helder, independente de suas posições políticas, foi alguém que honrou sua condição de brasileiro, pois certo ou errado, ele foi um dos brasileiros que nos redimem com sua incrível lucidez e até em seus arroubos, por vezes, incontidos, das antas que assolam a nossa mídia e infestam as redes sociais.

Mas vamos lá, um pouco antes da morte do jornalista ele disse:

"De Chateaubriand se pode dizer o melhor e o pior. Haverá quem diga horrores pensando nele, mas como não recordar as campanhas memoráveis que ele empreendeu? Dentro do maquiavélico, do chantagista, do cínico, o Pai saberá encontrar a criança, o poeta. Deus saberá julgá-lo.”

E eles eram inimigos políticos ferozes, só que não eram pequenos, tinham o tamanho do Brasil que depois se apequenou para acomodar as questiúnculas paroquiais que nos fazem mesmo que grandes economicamente, nos tornam bobos enfatuados culturalmente...


 
 

 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Copa do Mundo e política..., mas só aqui??

Falam em politização da Copa do Mundo de 2014 como se fosse uma invenção brasileira em ano eleitoral, e uivam o seu descontentamento quase messiânico. Tudo bem é sim, é politiqueira sim, penso eu. Mas foi a primeira vez na história das Copas?

Vamos tentar ler um pouco da história e refletir.

Fora a de 1930, que cartesianamente não pode ser definida como tal, as de 1934 e 1938 foram vitrines descaradas para o fascismo italiano. A de 1950, aqui neste mesmo Brasil varonil foi de um ufanismo nacionalista de envergonhar um Galvão Bueno, tarefa das mais difíceis...

As de 1954, 1958 e 1962, foram neutras, salvo alguns compreensíveis arroubos tupiniquins, estas coisas como pátria de chuteiras, resgate de uma raça tida como “mestiça” e que por isso sofria de complexo de inferioridade e outras asneiras similares.

A de 1966, a Inglaterra, em baixa no futebol mundial e começando a respirar os ares mais leves do pós-guerra e amargando o pós-império, tinha que ganhar, nem que a Rainha calçasse chuteiras e envergasse a camisa 9 do English Team.

A de 1970 fez mais pelo golpe de 1968, que alguns teimam em dizer que foi em 1964, que foi ainda um ensaio, fez mais pelos militares que qualquer OBAN, funcionou como um poderoso anestésico injetado na fraca consciência nacional.

A de 1974. Foi um saudável interlúdio, logo seguida pela de 1978, onde a receita de 1970 foi novamente aplicada e com êxito.


Na de 1982, nada de ruim a comentar, mas a de 1986 foi transferida as pressas da Colômbia para o México pelas razões que todos conhecemos. Normal em 1990, seguida da de 1994, onde poderosos grupos, alguns latinos, imaginavam que com a Copa alavancariam o “soccer" nos USA.

Na França, a de 1998, tornou-se um dos maiores mistérios e prato farto até hoje para as mais elaboradas teorias de conspiração. Em 2002, dois países, viagens intermináveis, erros inacreditáveis de juízes e etc.., além de reforçar a imagem dos dois maiores aliados dos Estados Unidos na região.

Em 2006, normal, fora o fato de celebrar uma Alemanha novamente unida e forte, e deixar claro para o mundo isto...

Na última, em 2010, a escolha da África do Sul como sede pode ter todos os méritos do mundo, menos o esportivo, e a conta ainda vai ser cobrada no mínimo pelos próximos 30 anos de sua população.

Portanto, que espanto é este com o que está acontecendo aqui no Brasil? Ingenuidade, plataforma política, tédio ou só solidão que as redes sociais parecem atenuar?


A Arrogância do Poder

O polêmico e politicamente incorreto, para alguns, senador norte-americano W. Fulbright escreveu um livro, a meu ver antológico, chamado “A Arrogância do Poder”, mas que na época foi visto como alarmista e parcial, pois o associavam ao momento político de então, devido aos conceitos radicais que expressava, Porém o tempo mostrou, que assim como os bons vinhos, ganhou valor e brilho, não pelos conceitos, mas pelo que hoje é visto como até profético.

Devo dizer que discordo de quase tudo o que escreveu, como escreveu e porque escreveu.

Mas quem não o leu, modestamente recomendo. Creio ainda, que para alguns servirá como um espelho, nada agradável, mas um espelho honesto.

O grande risco do chamado “oportunismo político”, ou pior, "pragmatismo político" é sua fronteira frágil com a traição, com a mentira oficial, com o desprezo pelos que os colocaram no poder.


Mas o pior não é isto, pois os malefícios se voltariam, assim esperamos, a quem os enganou, e isto acontece, nem tanto quanto deveria, mas acontece, o problema é que demora, e se decepção pode ser gestada e tem ciclo de crescimento, a dor não. A dor é imediata, não respeita argumentos, não tem paciência, não tem hora. Só dói, só exige, só existe.




Nelson Mandela - Um Homem




Na minha ótica, distorcida para alguns talvez, que o deificam e outros que o demonizam, lamento por ambos, mas penso que Mandela foi um grande homem.


Fez composições políticas que eu não faria, tolerou o que eu não toleraria, cedeu o que eu não cederia, resistiu ao que eu não conseguiria resistir.


Foi hábil como político, mudou a imagem de um país perante o mundo, provou que a tolerância, mesmo que amarga, é um bom remédio e funciona.


Sua história de vida e resistência são exemplos infelizmente raros.


Resta saber se cumpriu a inevitabilidade do que lhe foi imposto, do que não podia mudar e sentiu que a resignação era a única alternativa. Mas saiu-se bem, cumpriu o papel de ícone, que penso nunca não ter pedido, mas que os tempos lhe impuseram.


Não foi um santo, e nem nunca li nada que denotasse que ele aspirava a esta posição de ícone ou esta oportunista “canonização”.


Penso que Mandela foi um Homem (com maiúscula mesmo) que justificou a definição, que justificou a espécie, não só a biológica, mas a conceitual, e esta, creio, é sua maior herança.


Não creio que o mundo tenha sofrido uma grande perda somente pela sua extinção meramente física, pois sua obra, maior que sua existência biológica, lhe transcendeu, para nossa sorte e exemplo futuro.