Sigo porque tenho que ir, vou, porque aqui estou, sou porque respiro, sei e não sei, pois saber é fechar as portas da curiosidade, sigo agarrado nas franjas do desprezo, sigo porque não tenho para onde ir.
Falando um pouco sobre tudo, mas sempre e muito sobre qualquer coisa que me venha a cabeça...
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Errante
Com pedaços de madeira caída, pedras e pó, faço meu ícone, roubo da vida o que ela me nega, sonego e nego o que ela me causou, faço de minha estrada o rumo torto de minhas dúvidas, faço de minhas dúvidas os arremedos de certeza que nunca terei, faço de minha angústia o sorriso cínico, e de minha dor o canto debochado dos que não mais sabem de si.
Sigo porque tenho que ir, vou, porque aqui estou, sou porque respiro, sei e não sei, pois saber é fechar as portas da curiosidade, sigo agarrado nas franjas do desprezo, sigo porque não tenho para onde ir.
Sigo porque tenho que ir, vou, porque aqui estou, sou porque respiro, sei e não sei, pois saber é fechar as portas da curiosidade, sigo agarrado nas franjas do desprezo, sigo porque não tenho para onde ir.
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