sexta-feira, 9 de maio de 2014

Caminhos

Caminhos rudes, trilhas traçadas, riscadas no chão do implacável hábito, estrada sem fim, fim de jornada.

Pés cansados e céticos teimam ver os caminhos como iguais, buracos diferentes, curvas diversas, mas o mesmo chão duro e indiferente, os mesmos pés, o mesmo caminho, na mesma estrada sem fim.

No fim, todos os caminhos são só cicatrizes da terra que seguimos, com vontade ou sem, com esperança ou sem, mas seguimos o mesmo caminho sem fim, buscando o que já esquecemos o que era, é a busca pela busca.

Não me perguntem por quê? Pois só saberia dizer que caminhar é preciso, viver é a circunstancia do caminhar e do caminho. Uma espécie de Nau Catrineta sem mar, como filhos bastardos de Jorge Albuquerque Coelho, ressuscitados pela mão de Ariano Suassuna.

Só errantes sem rumo e cheios de tentações que não compreendemos.



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