sábado, 23 de fevereiro de 2013

A gente se acostuma até com injeção na testa...

É incrível como o ser humano se acostuma com tudo, com o que é bom e com o que é ruim, deve ser esta a explicação para ascensão e manutenção de ditaduras e demagogos, tão comuns ao longo de nossa história. Somos uma argila muito fácil de ser moldada, até por mãos não muito hábeis.

Mas, dentro desta linha, e numa área bem mais leve e quase desimportante, temos a propaganda, ou melhor, os anúncios, ou comerciais ou o nome que se dê para a prática de divulgar algo ou alguma coisa, até o limite da saturação e não poucas vezes passando dele.

Lembro-me, vejam só minha idade, rsrsrs, quando lançaram a primeira rádio FM em Porto Alegre, onde morava. Um dos principais argumentos de divulgação da novidade era a ausência de comerciais, tendo uma programação voltada para o entretenimento sem os “compre”, “tenha”, “faça”, "não perca" e todos estes “meigos” imperativos com que nos bombardeiam hoje, penso que quem “inventou” este tipo de linguagem agressiva, ou era um autoritário patológico ou um frustrado que sofreu “bullying" na infância...

Vejam vocês, a mesma coisa aconteceu com os canais a cabo, hoje no mesmo regime dos canais abertos, com um agravante, neles você, através da assinatura, paga ver comerciais, e agora o último reduto foi conquistado pelos “hunos da publicidade”, a internet. É impossível abrir um site de algum prestigio e não ter que esperar alguns segundos, ou mais dependendo de seu equipamento, até que "abram" todas as “maravilhas” que nos estão oferecendo, ou impondo.

Penso que o próximo passo seja inserir comerciais dentro das igrejas e templos, onde um padre ou um pastor em meio a sua fala faça algum tipo de merchandising, se bem que acho que não o fazem porque só ter um templo ou igreja já é lucrativo o suficiente, e outro reduto a ser atacado pode ser o dos discursos de políticos, onde farão o seu teatro de sempre “sob os auspícios” do produto tal e etc., e neste até que seria um serviço de utilidade pública, pois saberíamos quem os está financiando...

É, até injeção na testa pode virar hábito rotineiro e bem tolerável...


Respondendo, mesmo com atraso, rsrsrs

Algumas pessoas, bem, muitas eu diria, me perguntam por que mantenho um blog, por que escrevo determinados textos.

Bom, minha proposta no blog nunca foi a coerência e nem um estilo, ou um tema, falo sobre tudo, sobre o que me vem a cabeça na hora, sem compromisso com nada a não ser o de me manifestar.

Alguns, mais gentis ou desavisados, perguntam-me porque não publico um livro com textos que escrevi. Bom, em primeiro lugar sou uma pessoa que nutre um profundo respeito pelos livros de uma maneira geral, e lamento quando esta definição de expressão é aviltada por alguma porcaria publicada, portanto, não acho que o que escrevo mereça um livro, na minha concepção do que deve ou deveria ser um livro.

Não me considero e nunca me considerei um escritor, sem falsa modéstia, é só uma dose sã de autocritica, artigo tão em falta hoje em dia, se uma árvore tiver que ser sacrificada, ao menos que seja por um ótimo motivo.

Considero-me um “conversador”, sem compromisso algum com quaisquer temas, falo como todos falam, ou deveriam falar, sobre o que sinto, o que penso, o que vi, vivi, o cotidiano, os delírios, ou seja, tudo o que cada um pensa e fala, mas coloco isto em palavras, em textos, fotos.

Só isto amigos, sinto se os decepcionei por ser tão simples e corriqueira a minha inspiração, se é que a tenha, isto fica por conta da bondade de vocês, mas é isto, não vou, não quero e nem posso enfeitar respostas para fazer par com o superlativo que abunda e avilta os blogs de hoje.

Tem muita gente que respira fundo e considera isto como uma grande manifestação de arte...




sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Solto ...?

Me pego no invento, me reinvento, me faço e refaço, me construo e desconstruo, me sou e me fui, sou, e serei, fui.

De ontem faço “hojes” de curta duração, de amanhãs faço “ontens”, me perco nas horas, mergulho no tempo, me afogo na incerteza, se sou, não entendo, se entendo, deixo de ser, no espaço me paro e olho sem ver.








Ao mesmo tempo, senhor e escravo

Nada é tão definitivo quanto a nossa maneira de assim definir os fatos. Temos o dom de nominar, classificar e viver de acordo com estas definições, mas com o tempo a criatura domina o criador, o que era uma maneira de ver e entender as coisas passa a ser regra, e de regra, vira lei, e quando menos esperamos, por ela somos escravizados.

Dentre todos os animais, somos os únicos que podemos ser vitimas e algozes, e muitas vezes em um só individuo.

A riqueza de nosso interior pode ser nossa ruína, somos tão ricos que muitas vezes compramos a nós mesmos, e viramos escravos de nossos preconceitos e de nossas expectativas, e aí falamos ao espelho:

- Sou assim, o que fazer?

E com a falta de respostas vem a falsa sensação da anuência, e nos perpetuamos como escravos de nós mesmos.




Hoje pode e deve...!!!

Oba!!! Hoje é sexta-feira, o dia internacional de postar merda no face, viva!!!



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Putz, tédio é dose, prá não dizer outra coisa...

Muita gente boa fala que a força que move o mundo é o amor, outros, mais cínicos, falam de ódio, mas eu tendo a discordar das duas vertentes. Acho que o que move o mundo é o tédio.

Como? Você deve estar se perguntando se surtei ou viajei. Não, ainda não, ao menos não neste post.

Vejam só este caso da blogueira cubana, que está dividindo opiniões e provocando discursos eivados de indignação de parte a parte. Gente, amigos, isto não é um sintoma de tédio?

Seus textos são de medianos para baixo, suas denúncias tem um tom meio que de colegial, se são verdadeiras ou não, não é o mérito deste comentário, e não creio que o governo cubano caia por causa de seu blog, nem tampouco creio que a oposição ganhe as eleições no Brasil ao defendê-la. É só um factoide simples, sem grandes consequências e com menos fôlego na mídia do que o julgamento deste cara acusado de matar os pais.

Senão vejamos, a tragédia de Santa Maria, da boate Kiss, já perdeu o fôlego e as suas consequências, algumas de puro oportunismo politico, já estão nos rodapés e páginas internas dos jornais.

Por quanto tempo mais vocês acham que a blogueira cubana ainda vai surfar nesta onda de tédio?

Então para que brigar?

Só entendo se for para amainar este tédio existencial, rsrsrsrs...


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Esplanada cinza e infinita

Em pé na esplanada cinzenta, lisa, geométrica, reta e infinita. Em pé, de olho no horizonte que foge, linha indistinta, divisão perdida, limite de um fim sem inicio, impreciso, eu preciso.

Preciso ser preciso, imprecisa necessidade, na esplanada cinzenta que desafia a realidade, é preciso?

Em pé, tentando divisar formas que se escondem na monotonia da esplanada infinita, o inferno é a falta da alternância, do defeito, da ruga redentora na esplanada lisa, cinzenta e infinita.

É preciso não ser preciso, riscar a esplanada infinita com a ilusão do olhar, para fazer do infinito pequenos e palatáveis finitos, mesmo que cinzas, lisos e curvos, trazer a linha do horizonte para o horizonte da visão. 

É preciso.


 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Nós os lobotomizados te saudamos...

Meu mui caro e prezado leitor amigo, você está se sentindo meio arrogante?

Acha que tem direitos e que como consumidor pode exigi-los?

Hummm, isto é sério, e muito preocupante, mas tenho o remédio ideal para esta soberba injusta com as empresas que só pensam em você, por falar nisto, um abraço ao meigo e adorável banco Itaú, vocês sempre me fazem chorar...!

Compre uma assinatura da editora Abril, que é tiro e queda, se você não enlouquecer e tiver ímpetos de assassinar a analfabeta do outro lado da linha, e nem num acesso de raiva rasgar o boleto e comê-lo entre uivos angustiados e goles de água quente, pronto! Você está curado e já pode enfrentar outras assassinas de gerúndio e robôs que os SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) que existem por aí, mantém em seus quadros, após rigorosa seleção junto a celebridades das programações vespertinas da TV, e outros luminares da mídia nativa...

Aliás, não sei se vocês sabiam, mas SAC é só um eufemismo suave para uma terapia de dominação mundial, que visa enlouquecer os mais rebeldes e doutrinar os mais mansos de coração e conquistar o mundo, hahahaha (risada de vilão da sessão desenho)!

Então amigos, depois não digam que este blog não presta serviços de utilidade pública, esta é mais um dica oferecida sob os auspícios da nossa querida e imparcial editora Abril, e viva a santa lobotomia que a todos mantém felizes!

E agora coma a sua papinha direitinho, tome seu remedinho tarja roxa, tente ligar pela TIM para a SANEPAR, e sua terapia estará completa, você será o cidadão ideal do século 21 neste país surrealista! 

E viva a “Páscoa dançante”, na Bahia deve haver alguma festa assim, pois este país tem um calendário que vive de festa em festa, para manter a salvadora baba que escorre nos cantos da boca ao assistir o BBB, aliás, somos todos participantes de um imenso BBB, só que quem sempre ganha o milhão é quem dirige o show...!

Mas tudo bem, segue o show, que ainda tenho muito guardanapo...



sábado, 16 de fevereiro de 2013

Polícia: Desculpem, mas cansei de ler e ouvir merda!

Quando tenho o desprazer de ler uma matéria como li no Jornal Zero Hora de hoje (16.02), que reproduzi no meu facebook, que falava de mais um policial injustiçado, neste país onde o bandido é o herói e o coitadinho a ser protegido, pois é só uma vítima da sociedade injusta..., fico com raiva e com sérias dúvidas.

A raiva é óbvia, NÃO EXISTEM MOVIMENTOS FORTES QUE DEFENDAM OS DIREITOS HUMANOS DOS POLICIAIS!!!! Ou não são humanos no entender desta sociedade hipócrita e fake?

E mais, se sua casa estiver sendo assaltada, se você for um refém, quem pode socorrê-lo?

Um destes “ativistazinhos” de algum movimento de direitos humanos, já que existem centenas para defender os “pobres criminosos”, ou a “famigerada polícia” ?

Será algum destes “nobres e preocupados cidadãos”, vai tirar a bunda da cadeira, sair das redes sociais onde vive pontificando e cagando regra e vai até sua casa te defender, ou será de novo a “criminosa polícia” que vai fazer este trabalho?

E a dúvida, é que não entendo como alguém queira ser um policial honesto neste país, não entendo mesmo, para ganhar uma merda de salário, para morar na mesma favela, com sua família e com os bandidos que tem que prender, para levar tiro e ainda ter que responder por isto?

Qualquer um que não tenha vocação para mártir não deveria entrar nesta profissão, só se for por ganho ilícito, pois do contrário é um absurdo. Quem incentiva a corrupção policial é o próprio estado indiferente, cruel e corrupto, que reserva as suas benesses para os apaniguados e não investe em armamentos, instrução, melhores salários, melhores condições de vida do policial e nem apoio decente à sua família em caso de necessidade.

Hoje em dia um policial aborda alguém e corre o risco deste alguém ser filho de "alguém", ter algum cargo público, ser amigo de um politico, ou pior, levar um tiro, pois os "coitadinhos dos meliantes" se vestem com roupas de grife, falam o mesmo portugues ruim das "elites" deste país torto, e não andam com cartazes de "bandido" no peito, suas armas são muito melhores, a munição é farta e não falta dinheiro!

Cobram presteza, correção, fina educação, discernimento de juízes e virtudes de santo de quem ganha mil reais por mes, e de quem ganha de 10 mil a té 100 mil, ninguém cobra? Não só não cobram com a mesma "fúria" de fiscais de "cadeira" como reelegem estes mesmos..., tenha a santa paciência, o rei está nú, é feio e tem a bunda cheia de espinhas!

Desculpem amigos, mas cansei de ouvir e ler bosta sobre isto e quem não gostar, espero que nunca precisem, mas se precisarem de socorro, peçam para o seu vereador, deputado ou o ativista mais próximo, tem milhares nas redes sociais, mas não para a polícia, afinal eles “são bandidos”...!




quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Corrigindo um absurdo

Em linha com o que postou no facebook hoje pela manhã a querida amiga Rossana Schmitz, o plágio é detestável, um roubo e desinforma. Por vezes leio frases sem o crédito ao seu autor, que quero crer mais em desconhecimento do que uma inútil pretensão.

Nesta mesma ótica, li, dia destes, a famosa e antológica frase de Emiliano Zapata, revolucionário mexicano do início do século passado, que dizia: “É melhor morrer em pé, do que viver de joelhos”, e no caso de Zapata, não foi uma simples frase efeito ou bravata de salão, ele viveu e morreu sob esta frase.

Pois bem, li, com pesar, a frase ser atribuída, e com alguma ênfase, ao ex-presidente norte-americano, Franklin Roosevelt, o que é uma impostura, mesmo que esta observação não implique em nenhum demérito ao grande ex-presidente, mas a história registrou seus feitos, não é preciso defendê-lo e nem reescrever a história para incensá-lo mais ainda.

O que entristece, além da óbvia falta mínima e primária de cultura geral, aliada a preguiça em buscar e checar as informações, hoje tão fartas, é negar a um grande mexicano a autoria, perpetuando a prevalência norte-americana sobre nós latinos.




segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Tributo pobre e desajeitado ao velho Buk...

E cai, porque assim era para ser.

Mas não há chão, só a ilusão do fim, que fim?

Chão é conforto da derrota, sem chão, queda sem fim, no fim, que fim?

Fim, razão de processo, premissa de inicio, corpo do meio, valida, vence, justifica e se perde.

Palavras fáceis, embaralhadas sem corte, cartas marcadas, sorte viciada.

Promessa de fundo de copo, olhar em meio a fumaça, ótica torta, reta, sem ótica, tanto faz...



Um projeto de poder: O ovo da serpente

Pois bem, sempre busquei ser relativamente moderado na questão política, se não consegui, não foi por falta de intenção neste sentido, mas agora decidi falar o que tenho pensado.

No entanto, ultimamente sinto cada vez mais forte um cheiro ruim que nenhum “perfume democrático” está conseguindo disfarçar, é um odor desagradável de “República Bolivariana do Brasil”, que mistura ações louváveis e avanços importantes com absurdos políticos, corrupção endêmica e tudo sob uma sombra ruim de totalitarismo maquiado pelas alianças espúrias, fisiológicas e oportunistas, que se infiltram como água entre pedras soltas, na nossa sociedade e nos poderes constituídos.

Quem se interessa por história, como eu, e leu sobre a ascensão do nazi-fascismo, sabe que na época o fenômeno não era nada execrável, como o é hoje, era somente uma “nova” posição politica, que fazia da violência e da propaganda, bem mais primária da que é usada hoje em dia pelas atuais forças politicas, uma forma de convencimento e intimidação.

E que, no entanto, é preciso lembrar, levou a Itália e principalmente a Alemanha, a “renascimentos” econômicos e sociais sem precedentes na história contemporânea, tanto em dimensão, quanto no tempo exíguo em que se deu, foram milagres macroeconômicos de profundos efeitos sociais e consequentemente imensamente populares.

Ficou claro mais tarde que não era um projeto politico, era um projeto de poder, e o custo o mundo viu depois, viu tarde demais.

Mas muitos, que foram obviamente calados na época, já viam naquele formato, aparentemente igual ao de outras doutrinas novas que surgiam, como o comunismo soviético, nada mais que o “ovo da serpente”, que é em tudo igual, até eclodir.

Nada contra nomes, e sim, e muito, contra o projeto, pois o “pão” que está sendo servido é dormido, e o “circo” está com a lona furada, e se chover, não haverá guarda-chuvas para todos.

Um “projeto” é sempre mais perigoso que um líder de características messiânicas, pois pode perpetuar-se sob as mais diversas e coloridas embalagens e as mais variadas siglas e discursos e se esconde no anonimato do plural, sem correr os riscos do singular.




sábado, 9 de fevereiro de 2013

Por que quer saber???

Algumas pessoas me perguntaram no face, como você é?

Respondi:

- Como nas fotos... 

Continuaram: 

- Sim, mas o que pensa, por que escreve algumas coisas? 

Disse: 

- Escrevo porque assim penso, ao menos na hora em que estou escrevendo o que escrevi.

E então alguém, uma pessoa, me perguntou:

- Você é assim, sem “tirar nem botar”? (o destaque é meu)

Bom, aí não deu mais, como assim? 

Eu sou um produto de tudo que vivi e vivo, é tudo que incorporei e descartei, sou tudo que “botei e tirei”, não sou uma lousa estática, sou um mata-borrão inconstante, mudo sempre que acho eu devo mudar, e erro mais que acerto, mas o faço seguindo o meu instinto, este companheiro safado que vive me enganando e que a gente sempre mantém com gente.

E mantém porque ele é sedutor, ele tem fortes argumentos, ele não é tão chato quanto à razão, que pode estar certa, e na maioria das vezes está, mas é chata, castradora e controladora, continuo preferindo a irresponsabilidade do instinto, que muitas vezes acerta, não pela lógica cartesiana, mas pela lógica moleque que nos guia.

Pois bem, então sou assim, ao mais ou menos assim, se nem eu sei direito como explicar a você, e mais, por que quer saber, se eu nunca quis saber?!








quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Perda de tempo, mas vale para aliviar o saco, e só...

Pois é, passado um tempo, resolvi dar uma boa olhada no face, pois normalmente me limito a ver as últimas postagens do momento em que acesso, e, claro, a minha página.

Então, vejo que os pedidos para curtir e compartilhar o repúdio à eleição de Renan Calheiros como presidente do Senado, se multiplicam. Tá, legal, válido, afinal, fora a quadrilha dele e talvez sua família, não devem ser muitos os que apoiam sua condução para o cargo, só que fica a pergunta:

E daí? O que muda?

Penso que nada, coisa nenhuma, perda de tempo, resmungo no deserto, só vale para que ele e seu time curtam a nossa impotência. Pode chegar à casa dos milhões de “curtir e compartilhar”, nada a ver, não vale como abaixo assinado, não vale nada.

E tem mais, tem gente, talvez a grande maioria, que nem deve saber o que faz um presidente do Senado, em que ele afeta a nossa vida. Em um congresso subserviente ao Poder Executivo, empenhado em obter suas graças, os protestos, quando acontecem, são alavancas de acesso ao bem querer do generoso governo, que alimenta pródigo, seus filhotes "pseudo-rebeldes", ele é só o despachante-mor da sinecura...

Salvo a hoje oposição, aliás, qualquer oposição formal, que já foi governo e agiu da mesma forma, o resto é só figuração e fisiologismo, e devo dizer, de baixa qualidade de tão evidente e ansioso que é. E a oposição faz todas as caretas de "santa indignação" que fizeram os que hoje estão no poder, ou seja, filme visto, reprisado enjoativamente, coisa de "sessão da tarde da poderosa", e vencido há muito tempo.

Mas tudo bem, quem curte, mande ver, ou então continue a curtir e compartilhar dar porrada no Corinthians ou nos "anti", que é mais divertido e também não faz a menor diferença.

Saca só a cara de "tô cagando prá vcs"...

 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Na mão certa da contramão

Tudo o que é cozido, temperado com parcimônia e bom senso, é sempre mais palatável. Para comer cru e com muita pimenta, é preciso coragem, transgressão e uma boa dose de loucura piedosa.

Certo, errado? Sei lá, não importa, só sei que por vezes é preciso ver as coisas de uma forma diferente, ou, vá lá, menos ortodoxa...

O velho Buk:

"Se não sai de ti a explodir
apesar de tudo,
não o faças.
a menos que saia sem perguntar do teu
coração da tua cabeça da tua boca
das tuas entranhas,
não o faças.”

Charles Bukowski, cria assumida e ressuscitador de John Fante, que ainda cobra respostas do pó.





segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Todos somos vaidosos

Acho que todos nós somos vaidosos, em maior ou menor grau, de umas coisas e de outras, mas sempre somos, cultivamos as vaidades como plantas de viveiro, ajustando a temperatura, regulando a luz, medindo a água.

Somos vaidosos do que amamos, do que nos faz felizes, do que odiamos, do que dói, afinal quem quer realmente ser consolado?

Muitas vezes somos profundamente ciumentos de nossas dores e mazelas, não queremos conforto, queremos plateia, queremos a cumplicidade, faz parte do processo de superação.

Já alegrias são mais simples, falam por si só, não exigem reflexão, estão à flor da pele, brilham e generosos distribuímos esta luz como se nunca fosse acabar, tudo cabe na vitória, no riso, pois o choro é íntimo, é particular e o riso é público, aberto e ostentado.

Sim, penso que somos vaidosos de todas as nossas manifestações, as cuidamos e protegemos, as criamos, vivenciamos e as incorporamos, nos tornamos reféns delas.

Sim, todos somos vaidosos, de uma forma ou de outra...




domingo, 3 de fevereiro de 2013

Quem liga?

Cai o dia esparramado na tarde, o sol entediado começa a arrumar a mesa para sair, a lua se enfeita, demora, e se prepara, o vento morno seca e castiga, o domingo de despede preguiçoso.

Semana no forno, já cheirando, quase pronta, é só tirar.

Carnaval na esquina, festa para alguns, pois faz tempo que carnaval é para gringo e Rede Globo, mas enfim, desfiles, tédio premiado, insônia coberta e justificada, o mesmo tentando surpreender por ser o mesmo, com muita gente falando na TV sem parar e não dizendo nada, fica a espera, espicha, estende o feriadão.

Dizem, deste os tempos de antanho, que ano começa depois do carnaval, tá, e quando o carnaval acabou?

Sai Sarney, entra Renan, tá, e daí, o que muda, que diferença faz? Alguém me explique em que o presidente do Senado pode afetar minha vida além dos outros senadores e deputados que exercitam a incrível volúpia de me enganar?

Tá, e daí, que diferença faz?

Who cares?


O facebook é tão falso ou verdadeiro quanto nós...

Às vezes me penitencio pela minha intolerância injustificada, deve ser a idade que me deixou assim, pois o que seria do facebook sem as frases feitas, os clichês, sem a cópia de pensamentos emprestados, sem os posts “fofos”, sem os “missionários” incansáveis tentando converter o mundo, sem os fanáticos por um clube de futebol (sou um deles...) enchendo o saco com suas postagens infantis.

Sem as figuras piegas com textos mais ainda, que não são recomendados aos diabéticos..., sem os irritados, sem os sectários coléricos, sem os ideólogos de porra nenhuma, sem o cordão dos puxa-sacos dos governantes, sem a oposição cega que só enxerga desgraça, sem os “filósofos de botequim” (olha eu de novo, rsrsrs).

Ou seja, sem as pessoas, sem gente, gente faz a vida, gente enche o saco, gente enche nossa vida, gente irrita, gente faz rir, gente nos ama e os amamos, gente da cor a tudo, se gosta ou não gosta, mas se sabe, o facebook é chato, é útil, é inútil, é bom, é mau, é falso, é verdadeiro, é tudo o que você possa pensar, e por que não seria, somos nós, com tudo isto e mais um monte de outras coisas que fiquei com preguiça de descrever...

Eita espelho danado que insiste em nos revelar, mesmo sob os mais elaborados e inúteis disfarces, rsrsrs



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Vendo um cérebro em mau estado de conservação

Vendo um cérebro bastante usado e com alguns problemas de funcionamento, nada que um pouco de paciência e uma cerveja gelada não possam atenuar, além dele, vai junto uma memória irritante, que se você não der atenção aos seus resmungos ela grita como uma sirene descontrolada.

Não tem muita manutenção, e as revisões gratuitas já venceram há muito tempo, mas sempre uma gambiarra ou outra pode funcionar. Digo, pode, mas não garanto.

Ah, já foi um cérebro multiuso, mas de tanto insistir, acabou gastando um pouco esta funcionalidade, hoje ele deve ser usado neste aspecto com bastante cautela e parcimônia.

Motivo de mudança para outras realidades mais palatáveis, tratar aqui no blog, aceito troca e parte em dinheiro.

PS: Só não aceito DVDs de axé music e sertanejo, mas depois da venda, quem sabe...


 



Macunaímas equivocados...

A gasolina aumentou, a energia elétrica ainda não baixou, o calor está infernal, Renan Calheiros é o presidente do Senado.

Os programas de TV mostram pessoas respondendo perguntas óbvias e estúpidas com a gravidade própria de declarações existenciais, no mais puro "nonsense" midiático.

Segue o BBB, cronistas esportivos continuam construindo hipérboles surrealistas para justificar o fátuo e corriqueiro, o tempo é farto e pode ser jogado fora, os estádios inconclusos, a corrupção endêmica.

E lá vai a procissão dos enfarados, desinteressados e mal informados, se arrastando como cobra cansada pelo chão quente.

Em Foz, o Espaço das Américas assiste a dança das cadeiras que vem e vão e voltam, já na prefeitura a dança é sem cadeiras... 

É, o calor em excesso é uma merda mesmo, rsrsrs 

E viva o Brasil, viva nós, os quase duzentos milhões de macunaímas involuntários e equivocados...




Salve sempre o grande 'Grande Otelo"!