domingo, 2 de março de 2014

Viva o fabuloso e maravilhoso país da bunda!

Assisti, devo dizer que por descuido, um programa no sinal aberto, onde um grupo de pessoas discutiam detalhes dos desfiles de carnaval como se fosse uma espécie de ciência profunda, recheada de tiradas “filosóficas de almanaque ruim”, com o duvidoso direito de teorizar sobre pretensos simbolismos em meio ao surrealismo anárquico e quase analfabeto (para não dizer absolutamente analfabeto) que caracteriza estes desfiles.

Mesas redondas sobre futebol também tem esta mesma pretensão e característica e a exercem, e pior, o ano inteiro.

Ora meus amigos, como levar este país a sério, como reclamar de nossos representantes, do governo, eles nos representam sim e quase fielmente enquanto povo e valores que cultivamos.

A audiência e o farto patrocínio comercial, de produtos que consumimos, destes programas o atesta, e depois reclamam como párocos vitorianos de uma inocente bunda numa camiseta, somos o país da bunda, com todos os significados que queiramos dar a esta afirmação!

Nada contra o carnaval, eu até gostava, mas quando era só uma festa irresponsável e não uma manifestação “séria” de brasilidade e cidadania...

Ah, e este ano ele será o mais longo de todos os tempos, pois logo vem a Copa do Mundo e todos vão ver, eu inclusive, os que protestarem, com razão ou não, serão ignorados e execrados, e logo depois desta “festa”, virá a apoteose, as eleições, ponto alto desta tragicomédia contínua do país da bunda, com todos nós de fantasia esfarrapada correndo atrás dos caminhões de som. 

PS. Quem se choca com a bunda da camiseta, que mande fazer uma com o que goste. Cada um no seu cada qual, deixemos a hipocrisia para os pronunciamentos oficiais e para o STF...



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