Alguns nativos, indígenas ou sei lá qual o nome politicamente correto para referir-se a eles, pois eu prefiro somente designá-los como pessoas, tinham a crença de que a fotografia que o branco trazia lhes roubaria a alma se para ela posassem.
Curioso, mas com muito fundamento, empírico, espiritual, atávico, difícil dizer, mas com fundamento sem dúvida, pois imagens colhidas de momentos vividos eternizam situações, roubando-lhes a continuidade, congelando e cristalizando.
Seja em preto e branco, dualidade da vida, seja sépia, tempo da vida vivida, seja em cores, promessa de vida, a fotografia sempre eterniza a alegria, a dor, a vaidade, o instante, o perene, o fátuo, o continuo, o registro de algo que passou e redesenha o momento permitindo que este seja revivido a cada vez que é mirado.
É, sem dúvida, se não rouba a alma, pode aprisioná-la em um momento qualquer.
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