sexta-feira, 11 de maio de 2012

Muito barulho para nada?

A presidente Dilma anunciou ontem (1005), os nomes dos sete integrantes da Comissão Nacional da Verdade, que terá como tarefa investigar as violações dos direitos humanos ocorridas no Brasil, entre  1946 e 1988.

Os membros da comissão serão sete:José Carlos Dias (ex-ministro da Justiça), Gilson Dipp (ministro do Superior Tribunal de Justiça), Rosa Maria Cardoso da Cunha (advogada), Cláudio Fonteles (ex-procurador-geral da República), Paulo Sérgio Pinheiro (diplomata), Maria Rita Kehl (psicanalista) e José Cavalcante Filho (jurista).

A comissão não terá poder para punir ou recomendar punição àqueles que forem identificados como culpados de violações, pois a Lei da Anistia, de 1979, foi mantida sem alterações, por decisão do Suremo Tribunal Federal, em 2010.

Bom, então cabe a pergunta incômoda; fora o levantamento das manchas negras de nossa história, no período citado, que outros objetivos a Comissão terã, ou ainda, que benefícios trará a nós brasileiros?

A resposta ainda está no ar, de imediato, somente a identificação dos nomes e fatos a serem execrados e expostos ao opróbrio público, e a torcida para que a mídia não tenha nenhum escândalo envolvendo alguma subcelebridade, para dar o devido e justo destaque e fazer incorporar ao conhecimento comum, quem são os envolvidos e o que fizeram.

Eu continuo achando muito pouco, provável muito barulho por nada, em outros países, como Argentina, Chile e Peru, só citando os sul-americanos, iniciativas similares levaram muita gente de grosso calibre para cadeia.

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